sábado, 18 de janeiro de 2020

Jornalismo


É ponto assente, entre os estudiosos da filosofia da imprensa, que o direito à informação é fundamental, numa sociedade plural e, com tal pressuposto, numa imprensa nacional é indispensável a existência de uma rede de delegados, ou correspondentes, em todo o país e no estrangeiro, para que se possa ampliar a informação, não devendo nunca o jornalista impor a sua opinião, na medida em que: se por um lado, presumivelmente, poderá desagradar ao leitor, quantas vezes tão bem ou melhor preparado que o jornalista; por outro lado, é necessário salvaguardar o direito do leitor à boa qualidade e rigor da informação.
Não é fácil para um jornalista obter informações, tantas vezes ocultadas por razões de vária ordem, mas, é fundamental não ignorar que a informação é, em determinadas circunstâncias, mais importante do que as suas próprias opiniões.
A especificidade do jornalista não reside no facto de escrever nos jornais; como não está, também, no facto de ter opiniões, nem de as exprimir, nem de modificar a sociedade mas, bem pelo contrário, a sua função social própria é transmitir comunicações úteis, é uma tarefa universalista, porquanto ele deve, desde logo, captar os rumores da sociedade, dar sentido a esses rumores, transformá-los objetiva e isentamente em informação, em notícia, porque ele deixou de ser como que um “mago que sabe tudo” para assumir o papel de especialista em comunicação, por isso, detentor de uma competência técnica nesta matéria.
Naturalmente que hoje em dia, o jornalista deve ter acesso às fontes de informação, todavia, devem ser sempre acautelados os factos que, pelo seu melindre, venham a contribuir para desinformação. O jornalista tem o direito, e a obrigação, de saber, contudo: saber é uma coisa; publicar é outra.
É correto pensar-se que o Poder necessita ao mesmo tempo: do segredo e da propaganda, pelo que se torna legítimo que não só os jornalistas, mas também o público, se esforcem pelo direito à informação e exijam do Órgão respetivo, transparência, rigor, oportunidade, isenção e, acima de tudo, a salvaguarda da identidade nacional.

Venade/Caminha – Portugal, 2020

Com o protesto da minha perene GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal


domingo, 12 de janeiro de 2020

Meios de Comunicação Social

Quando se fala em meios de Comunicação Social, a expressão não é entre nós inédita, porque ela corresponde aos termos ingleses de “mass media” (meios de massa), querendo apontar os sistemas mecanizados e eletrónicos que possibilitam a difusão da mensagem por inúmeros públicos, dispersos e heterogéneos.
O avanço tecnológico e científico, no campo das telecomunicações, é hoje um dado adquirido e considera-se imprescindível o domínio mínimo destas tecnologias, como fundamental para a correta manipulação dos cada vez mais aprimorados equipamentos de comunicações.
Nesse sentido, a Comunicação Social deixa de ser unilateral, de ter, inclusivamente, uma conotação pejorativa de meios de massas, para poder ser entendida como uma intercomunicação entre o emissor e o recetor, entre a fonte e o destinatário, isto porque já é possível participar-se em direto ou através de videoconferências em debates, responder prontamente à estação emissora, intervir nos temas que melhor se domina, ou se tem interesse.
Considerando que a língua é um instrumento de comunicação social, ela não pode ser integrada nos atuais meios, entendidos numa perspectiva englobante, havendo, por isso, quem defenda que se deveria utilizar a designação de “Meios de Difusão Coletiva”, porque estes termos identificam-se com as técnicas propriamente ditas e as instituições que as exploram.
Estes meios dependem, no seu conjunto, ou individualmente considerados, das características próprias da sociedade, e do contexto geral em que elas se inserem, nomeadamente, a situação política, a estrutura social e os aspetos culturais, com tudo o que nelas há de toda uma caracterização nacional: valores, religião, costumes e tradições, sendo certo que os Meios de Difusão Coletiva amplificam mais do que modificam, ou transformam, e os seus efeitos podem reconhecer-se no comportamento individual ou de grupo, assumindo especial relevo os programas de informação e distração que,, afinal, constituem dimensões importantes na participação sociocultural, integrada numa política coletiva.
A comunicação de ideias, de projetos e de valores, pode veicular-se pelos Órgãos de Comunicação Social, genérica e inocuamente entendidos, daí a importância que para o cidadão comum tem o acesso aos atuais meios de comunicação, embora a preparação científica e técnica não seja a realidade constante e uniformemente considerada.
a) Imprensa Escrita – Na sua acepção mais lata, o vocábulo “imprensa” designa o conjunto dos meios impressos, falados e televisivos, que permitem a difusão periódica da informação, modernamente intitulados Órgãos de Comunicação Social, todavia, em linguagem técnica o termo designa, somente, as publicações gráficas emitidas com periodicidade regular: jornais, revistas panfletos, entre outros.
Alguns historiadores defendem que a imprensa periódica portuguesa se teria iniciado em 1625 com a “Relação Universal do que Sucedeu a Portugal e mais Províncias do Ocidente e do Oriente”, de Manuel Severim Faria.
Por outro lado, divulga-se, com mais insistência, que o começo da imprensa nacional periódica teria ocorrido em 1641 com a publicação, em Lisboa, da “Gazeta” em que se “Relatam as Novas Todas que houve Nesta Corte e que Vieram de Várias Partes”.
Nos princípios do século XVII, começaram a circular em Portugal as primeiras “Folhas Volantes”, umas sem qualquer recato, outras mais ocultamente, que tinham por objetivo atacar o governo dos chamados “Reis Intrusos”, ou seja, durante o domínio filipino, sendo umas folhas impressas e outras, apenas, manuscritas, cópias das primeiras, havendo, inclusivamente, quem admita que a partir desta origem tão remota, quanto artesanal da imprensa, tenha nascido, também, a censura.
Os autores da publicação da “Gazeta” de 1641, procuravam, por este meio, levar ao conhecimento nacional, o que de facto se tinha passado com o movimento do “Primeiro de Dezembro de 1640” e assim incentivar os portugueses a prosseguirem a luta de libertação do domínio espanhol.
Segundo José Tengarrinha, no Dicionário da História de Portugal, «a imprensa teria nascido da conjugação de 3 fatores: 1) Os progressos da tipografia desde a sua invenção em 1440; 2) A melhoria das comunicações e das relações postais; 3) O interesse crescente do público pela notícia»
A história da imprensa periódica portuguesa pode dividir-se em três épocas, cada qual com as suas características próprias: 1) A da Gazeta, de 1641 à Revolução de 1820; 2) A da imprensa romântica ou de opinião, de 1820 aos fins do século XIX; 3) A da organização industrial da imprensa, dos fins do século XIX aos nossos dias.
b) Rádio – O princípio das radiocomunicações, descoberto em 1896 por Marconi, não é, atualmente, mais o mesmo, porquanto o desenvolvimento e expansão da radiodifusão têm sido muito rápidos, principalmente a partir da primeira Guerra Mundial, datando de 1914 a primeira tentativa, em Portugal, da instalação e funcionamento de um posto emissor.
A Rádio começou por ser designada TSF – Telegrafia sem fios – e os primeiros inventos foram da autoria de Galvani em 1780, Faraday e Hertz em 1887, embora as primeiras radiocomunicações à distância se tivessem iniciado com Marconi. Em Portugal, as primeiras emissões radiofónicas tiveram lugar em 1925, mas só em 1935 é que foi criada a primeira empresa de rádio, então denominada por Emissora Nacional.
A evolução da rádio está intimamente ligada ao desenvolvimento dos últimos conflitos mundiais, sendo a rádio utilizada como uma poderosa arma de persuasão, quer por parte dos nazis, quer pelo lado dos aliados. O poder de penetração, a rapidez da informação, praticamente em cima do acontecimento, em algumas situações, mesmo em direto, acompanhando os factos que vão sendo noticiados, tornam a rádio um instrumento precioso.
A própria linguagem radiofónica tem vindo a evoluir, acompanhando as mudanças ambientais e técnicas. Atualmente, utiliza-se muito o estilo coloquial, intimista e espontâneo, os programas adaptam-se à natureza e afazeres do auditório, e ao longo do dia eles são difundidos de acordo com objetivos de captar maior audiência, verificando-se, por isso, uma diversidade imensa de temas, tratados, normalmente, por especialistas, com realce para os programas informativos, música clássica ou ligeira, culturais e desportivos, recreativos e políticos.
Assim, todos os temas podem ser tratados na rádio. Na Bélgica, por exemplo, é muito frequente que assuntos relacionados com a libertação da mulher, moral sexual, homossexualidade, entre outros, tenham o seu espaço radiofónico.
É compreensível que cada vez mais se fale numa escrita especializada radiofónica, na medida em que ao ser divulgada a notícia se deve evitar frases muito grandes, formas gramaticais complicadas, emprego de negativas, abuso de números e palavras longas sendo, por isso, conveniente, repetir-se o sujeito e o tema, daí que era um lugar-comum afirmar-se que o bom jornalista da rádio, normalmente, escrevia mal, pelo facto de a linguagem falada ser muito diferente da escrita.
c) Televisão – Como tem vindo a ser referido, os Meios de Comunicação Social, desempenham um papel importantíssimo na sociedade, quaisquer que eles sejam, porque na verdade, ao longo do dia, inúmeras pessoas ouvem rádio, mesmo durante os seus percursos de automóvel; quantos leitores, apesar da “crise” ainda compram jornais, revistas e livros; quantos cidadãos acompanham, pela televisão, tudo o que de mais diversificado se possa imaginar, programas informativos, culturais, políticos, recreativos, debates, jogos, tornando-se popular entre nós o fenómeno das telenovelas, em que por vezes tudo para, as ruas esvaziam-se, nos cafés os ruídos diminuem.
De facto, a televisão vem desempenhando uma tarefa complexa e, simultaneamente, também aumenta o número de telespectadores, porque este meio de comunicação entra pelas casas e vai até à mais recôndita intimidade que é o quarto conjugal, naturalmente, que telecomandado, mas, ainda assim, nem sempre a vontade é mais forte do que o programa que está a passar.
Historicamente, não é fácil apontar-se, com rigor, uma data a que corresponda a invenção da televisão, muito embora a sua utilidade prática tenha estado desde sempre dependente da assimilação de várias novidades técnicas e de numerosas tentativas parciais e limitadas.
O primeiro aparelho de recção de imagens teria sido construído em França, em 1929 (por sinal no ano da grande crise económica mundial), com base em experiências que remontam ao século XIX. Em novembro de 1936, efetuou-se a primeira emissão televisiva pública em Inglaterra, verificando-se, a partir de então, uma vertiginosa expansão, apenas travada pela segunda guerra mundial, recomeçando depois, cada vez mais aperfeiçoada, técnica e esteticamente analisada.
Em Portugal as emissões regulares da radiotelevisão iniciaram-se a sete de março de mil novecentos e cinquenta e sete, com fraca cobertura a nível nacional. Apesar disso as maravilhas operadas, por este meio de comunicação, depressa o tornou popular e desejado em todos os lares.
Com todas as vantagens e, seguramente, algumas desvantagens, o certo é que a televisão tem vindo a expandir-se de forma constante, envolvendo tecnologias de ponta e pessoal altamente especializado. O seu contributo na formação da opinião pública dos cidadãos é muito forte e, quantas vezes, irrefutável. A atualidade da informação ocorre, frequentemente, em simultâneo com o acontecimento.
Obviamente, cabe aos técnicos a explicação pormenorizada do funcionamento de uma estação de televisão, todavia, e numa base simplificada, poder-se-ia dizer que a emissão televisiva é uma combinação de luz, som e movimento, numa associação da rádio e do cinema, introduzindo em casa de cada um o espetáculo completo.
Assim, em televisão, uma reportagem do exterior envolve uma grande quantidade de pessoas e material, indiscutivelmente muito superior a uma reportagem de imprensa falada ou escrita. Esta exigência em pessoal e equipamentos, talvez explique, em parte, a dificuldade que os responsáveis pelos diversos serviços oficiais, e privados, sentem quando pretende levar ao conhecimento público acontecimentos de interesse social, por exemplo.
Não obstante as diversas dificuldades, os progressos técnicos, neste campo, têm vindo a facilitar um pouco as coisas, porque ainda não há muitos anos que para assegurar a transmissão de um determinado facto, por exemplo, um noticiário, era necessário que este fosse transmitido em direto.
Com a técnica avançada que, atualmente, se dispõe, já não é necessário que os filmes sejam submetidos ao tratamento laboratorial, podem ser preparados no trajeto entre o local da gravação e o estúdio, porque as bandas magnéticas já estão tratadas para a imediata transmissão, e isto graças ao recurso a aparelhagem altamente sofisticada.
Entretanto, as estações de televisão estão perante um desafio importantíssimo que consiste: por um lado, dotarem-se dos melhores profissionais; por outro, equiparem-se com a aparelhagem eletrónica cada vez mais complexa, a caminho da infalibilidade, quer na produção, quer na gravação, quer ainda no seu manuseamento.
A tudo isto acresce, também, a necessidade de salvaguardar importantes interesses ao nível das experiências associativas entre estações de televisão, relativamente aos respetivos filiados e público em geral. A televisão suscita, portanto, uma grande apetência pelo seu controlo e domínio por parte de alguns poderes instituídos e também a partir de grandes grupos económicos, políticos e ideológicos, na medida em que ela interfere, profundamente, na vida quotidiana de cada pessoa.
d) Internet
Trata-se de um poderoso meio de comunicação social neste século XXI. Através desta tecnologia da informação e da comunicação, é possível a quem domine razoavelmente este meio, comunicar com todo o mundo, em direto, participar em quaisquer debates, frequentar cursos praticamente a todos os níveis, assistir a eventos de diversa natureza, publicar artigos, enfim, saber o que se passa em qualquer parte do mundo e, investigar um assunto técnico, científico, religioso, cultural, biografias de grandes vultos. Hoje, tudo está na internet.
Pela internet a vida dos cidadãos fica cada vez mais simplificada, porque não é necessário sair de casa para que se tenha acesso a múltiplos serviços, desde fazer compras, pagar contas, reservar viagens, hotéis, visitar quaisquer partes do mundo, viajar para onde se desejar, conhecendo-se, virtualmente, o que na realidade nem sempre se tem possibilidades financeiras para o fazer no âmbito real.
Claro que este moderno e poderoso meio de comunicação, tal como qualquer outro, não oferece apenas vantagens e, certamente, existem também, muitas desvantagens que é necessário ter em atenção, quer em relação aos utentes adultos, quer no que respeita, e muito em especial, às crianças, adolescentes e jovens.
«O acesso a um grande número de informações disponível às pessoas, com ideias e culturas diferentes, pode influenciar o desenvolvimento moral e social das pessoas. A criação dessa rede beneficia em muito a globalização, mas também cria a interferência de informações entre culturas distintas, mudando assim a forma de pensar das pessoas. Isso pode acarretar tanto uma melhoria quanto um declínio dos conceitos da sociedade, tudo dependendo das informações existentes na Internet.
Essa praticidade em disseminar informações na Internet contribui para que as pessoas tenham o acesso a elas, sobre diversos assuntos e diferentes pontos de vista. Mas nem todas as informações encontradas na Internet podem ser verídicas. Existe uma grande força no termo "liberdade de expressão" quando se fala de Internet, e isso possibilita a qualquer indivíduo publicar informações ilusórias sobre algum assunto, prejudicando, assim, a consistência dos dados disponíveis na rede.
Um outro facto relevante sobre a Internet é o plágio, já que é muito comum as pessoas copiarem o material disponível. "O plagiador raramente melhora algo e, pior, não atualiza o material que copiou. O plagiador é um ente daninho que não colabora para deixar a Internet mais rica; ao contrário, gera cópias degradadas e desatualizadas de material que já existe, tornando mais difícil encontrar a informação completa e atual. Ao fazer uma cópia de um material da Internet, deve-se ter em vista um possível melhoramento do material, e, melhor, fazer citações sobre o verdadeiro autor, tentando-se, assim, ao máximo, transformar a Internet num meio seguro de informações.
Nesse consenso, o usuário da Internet deve ter um mínimo de ética, e tentar, sempre que possível, colaborar para o desenvolvimento da mesma. O usuário pode colaborar, tanto publicando informações úteis ou melhorando informações já existentes, quanto preservando a integridade desse conjunto. Ele deve ter em mente que algum dia precisará de informações e será lesado se essas informações forem ilusórias.» (in: http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet#.C3.89tica_na_Internet


Venade/Caminha – Portugal, 2020

Com o protesto da minha perene GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
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domingo, 5 de janeiro de 2020

A Comunicação na Sociedade


Não é nada fácil, já em plena nova era das tecnologias, falar-se em comunicação e, tratando-se da comunicação social, a delicadeza do tema assume proporções complexas que, naturalmente, não poderão ser enquadráveis no âmbito de um trabalho monográfico, com todas as dificuldades e responsabilidades que isso comporta. Pretende-se, apenas, suscitar a reflexão sobre esta temática.
É claro que, hoje em dia, é bem-sabido que a comunicação social é considerada como um novo e fortíssimo poder de intervenção na sociedade, que os diversos meios existentes estão cada vez mais acutilantes, na medida em que a exploração, quantas vezes até à exaustão de determinadas situações, levam, paralelamente, a outros interesses, nomeadamente comerciais.
Atualmente, sabe-se que há meios de comunicação mais penetrantes do que outros, até porque nem todos possibilitam a mesma facilidade de acesso, sendo que, por exemplo, no que à internet respeita, as dificuldades são um pouco maiores, principalmente para as gerações mais idosas.
Pretendendo-se abordar, eventualmente, mais em pormenor, a televisão, por se tratar de um meio de comunicação muito popularizado na sociedade, a par da rádio e, nem tanto a imprensa, embora, seguramente, considerando que todos são muito importantes, no processo comunicativo.
Neste trabalho também se pensou numa abordagem prática que consistirá no direito à informação, desde logo por parte do jornalista, numa perspetiva das dificuldades no acesso às fontes, bem como no sigilo profissional e preservação dessas mesmas fontes.
Ter-se-á cuidado, na medida do possível, no alheamento de qualquer influência ideológica, procurando-se perspectivar o aproveitamento da comunicação social como função pedagógica, mas não de inaceitável apologética de atos, pessoas e situações, que degradam as consciências, os valores e os sentimentos, porque, em boa verdade, só assim se pode dignificar a comunidade em que os cidadãos se integram, e que desejam cada vez mais civilizada.
A conceptualização do termo “comunicação” é extremamente difícil, como de resto ressalta da multiplicidade das definições existentes e se, etimologicamente, o seu significado vai no sentido de tornar comum, transmitir alguma coisa, ou ainda como comportamento de interação, outro tanto não se verifica quanto à definição.
Por exemplo: «A comunicação é a transferência de pensamentos e de mensagens»; (cf. Enciclopédia da Columbia); ou «A comunicação é o mecanismo pelo qual as relações humanas existem e se desenvolvem – todos os símbolos do espírito juntamente com os meios de os transportar através do espaço e de os manter no tempo.» (cf. C. COOLEY); ou «Temos comunicação sempre que um sistema, uma fonte, influencia outra, o destinatário, por meio da manipulação de sinais alternativos que podem ser transmitidos sobre o canal que os liga.» (cf. C. OSGOOD).
Na prática, a comunicação entendida como princípio de relacionamento entre pessoas, através dos mais diversificados meios, envolve outros aspetos bem mais sofisticados, e apoiados em poderosos equipamentos, para a sua circulação.
Além disso, o código é outro elemento da comunicação, cujo conhecimento é fundamental para a correta interpretação da mensagem. Certamente que uma comunicação em linguagem telegráfica, pelo sistema morse acústico, não será captada, nem tão pouco emitida, por quem não domine este código (embora hoje esteja, praticamente, em desuso). O alfabeto morse, tal como outros códigos internacionais, tem a vantagem de ser utilizado, em qualquer parte do mundo, pelos respetivos especialistas, os quais se entendem perfeitamente.
Mas a comunicação social é muito mais do que isso, pela simples razão de que, em princípio, deve cobrir uma diversidade imensa de comunidades, culturas, línguas, costumes, regiões e, nesse sentido, será aqui entendida como divulgação de um facto relevante (assim deveria ser): seja ele científico, político, religioso, económico, militar, cultural, desportivo, lúdico ou de qualquer outra natureza importante.
Para a Comunicação Social desempenhar eficiente, e rapidamente, as funções que lhe cabem, são necessários meios, cada vez mais modernos, eficazes e também dispendiosos. As tecnologias, em permanente sofisticação, permitem, hoje, que se possa acompanhar, em tempo real, um acontecimento, em qualquer parte do mundo.



Com o protesto da minha perene GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Paz Social para uma Estabilidade Dinâmica

Só as obsessões, próprias da teimosia, do orgulho inflamado, da arrogância e da prepotência, é que possibilitam comportamentos tão desestabilizadores, quanto injustos e prejudiciais à tranquilidade, harmonia e paz sociais.
A estabilidade que conduz a uma determinada paz, equivalente ao marasmo ou à acomodação, obviamente que não interessa, na medida em que prejudica o desenvolvimento, a troca de conhecimentos, de experiências, de ideias e de opiniões. Uma estabilidade sem progresso, sem debate, sem democracia, seria própria de uma monopartidocracia qualquer.
Não é isso que se está a defender aqui, mas, bem pelo contrário, uma estabilidade dinâmica, que se credibiliza pela evolução, isto é: cada meta alcançada e ganha, a favor da comunidade, deve ser consolidada; fixados os seus resultados, a partir dos quais se avança para novos objetivos; caminhando sempre para um valor-ideal, o da perfeição, conscientes, porém, que jamais será alcançado, embora, persistentemente buscado.
O confronto de ideias, a utilização recíproca de conhecimentos e experiências, sem recurso a ‘bodes expiatórios’, aproveitando os erros do passado, para com eles se aprender ou, pelo menos, a não repeti-los, e conjugando as sinergias de todas as pessoas e grupos de boa-vontade, parece uma boa metodologia para apaziguar ânimos mais exaltados, compreender as razões pelas quais certos factos aconteceram, e determinadas pessoas e/ou grupos tiveram comportamentos diferentes dos esperados.
Nem sempre o que parece é e, em política, como em religião, entre quase todas as restantes atividades, e como em tudo na vida, tal como se aplica, através do aforismo que nos ensina que: “à mulher de César, não basta parecer; é preciso ser”, na circunstância, é necessário parecer e ser, por exemplo, honesta ou, numa outra situação e interveniente: “não basta parecer sério; é preciso ser sério”.
No contexto da governação política, poucos valores são tão importantes como a estabilidade, não significando que seja este o único, e o mais valorizado valor, numa hierarquia axiológica, ou no quadro das referências ético-políticas. Em democracia é muito difícil governar, devido, justamente, à instabilidade provocada pela luta política pelo poder.
Os interventores políticos têm dificuldades em separar a dimensão pública da cidadania, da dimensão privada dos adversários, recorrendo, quantas vezes, acreditando-se que sem intencionalidade ofensiva, ao insulto, à ingerência na vida particular do concorrente, na família, na atividade profissional, tudo vasculhando para denegrir e eliminar o opositor político.
A estas práticas, normalmente, adiciona-se: uma linguagem complexa, por demasiado técnica, por excessivamente ambígua; também pela circularidade dos desenvolvimentos temáticos, vislumbrando-se, eventualmente, algumas técnicas ‘tautológicas’, um certo “cinzentismo” que nada afirma e nada nega, mas que poucos entendem.
A estabilidade social, no seio de uma comunidade, como são os aglomerados populacionais, da maior parte dos concelhos portugueses, consegue-se, portanto, a partir dos comportamentos modelares dos dirigentes, através de uma comunicabilidade assertiva, que se caracteriza, por uma: «Comunicação transparente, através da qual as pessoas expressam necessidades, pensamentos e sentimentos, de forma clara, honesta e direta, respeitando o direito dos outros. (…) A comunicação assertiva é o estilo que possibilita SER e PARECER, pois suas características estimulam uma comunicação transparente, honesta, objectiva e de mão dupla. A pessoa que adopta a comunicação assertiva consegue estabelecer as duas direcções que flexibilizam e dão equilíbrio à sua relação com o outro: influenciar e ser influenciado. » (MARTINS, 2005:16, 28, 48, 50).
A estratégia, normalmente, utilizada por regimes prepotentes, passa pelo recurso a várias ‘técnicas’, como por exemplo: lançar a divisão entre os que se pretende governar; pelo obscurantismo e desinformação da população; pela hipocrisia envolvida em lamúria e tristeza, por situações conhecidas, entre outras.
Felizmente, neste primeiro quarto do século XXI, têm vindo a implementarem-se e a consolidarem-se instrumentos políticos, os quais se revelam s propícios à eliminação de tais sistemas políticos, embora, ainda, sem resultados evidentes, sendo a Democracia, atualmente, um valor frágil, mas essencial ao exercício pleno da cidadania.
Hoje, pretende-se que se formem verdadeiros líderes, no sentido profundo da Democracia, da comunicação e do comportamento assertivos. É não só desejável como imperioso a prática do diálogo democrático-assertivo, de elevado nível, e no respeito pela dignidade dos interlocutores, independentemente das suas posições.
Atualmente, desejam-se líderes com autoridade democrática. Adotando, pois, alguns princípios e valores de liderança assertiva, num contexto de sinceras relações humanas, é possível viver com estabilidade, até com amizade e simpatia, na medida em que: «As relações sociais são cruciais para o desenvolvimento do indivíduo. Um corolário é que apenas através da experiência de outras pessoas podemos aprender a fazer frente a outras pessoas e compreendê-las, e isto, evidentemente, pressupõe que permitamos às nossas mentes permanecer abertas e que estejam preparadas para reconsiderar nossos próprios pontos de vista, quando estes forem questionados por outros. » (WILLIAMS, 1978:95).
No espaço físico-territorial dos municípios portugueses, obviamente que os Presidentes das Câmaras Municipais e os Presidentes das Juntas de Freguesia, politicamente considerados como as máximas autoridades civis locais, são os líderes que devem constituir-se em paradigmas dos valores genuinamente humanos, tais como: o respeito pelo seu concidadão; pela dignidade da pessoa humana; a tolerância, a solidariedade, a humildade democrática e tantos outros.
Os líderes locais devem simbolizar a autoridade democrática, a garantia da estabilidade social, os dinamizadores do trabalho em equipa, quaisquer que sejam as tarefas, com objetivos inequivocamente comunitários, os moderadores de conflitos, solucionadores de problemas e das dificuldades, enfim, devem ser os garantes de uma genuína e insofismável paz social, num clima de liberdade, de empatia, de relações humanas assertivas, de sincera amizade, ajudando a construir uma comunidade de valores, verdadeiramente solidária e coesa.
A estabilidade dinâmica é a palavra-chave para o êxito dos líderes, quaisquer que sejam os níveis do poder que ocupam. A segurança pode conseguir-se pela generosidade, pela humildade, pela compreensão, pela entreajuda, pela tolerância e pelo respeito pela pessoa humana. É impossível liderar-se e pretender-se a paz e coesão pela “força violenta das armas”, considerando-se aqui como armas, por exemplo, o insulto, a humilhação, a perseguição e todos os métodos que violam os mais elementares direitos humanos.

Bibliografia

MARTINS, Vera Lúcia Franco, (2005). Seja Assertivo – como ser direto, objetivo e fazer o que tem de ser feito: como construir relacionamentos saudáveis usando a assertividade. Rio de Janeiro: Elsevier
WILLIAMS, Michael, (1978). Relações Humanas. Tradução, Augusto Reis. São Paulo: Atlas


Venade/Caminha – Portugal, 2019

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Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

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domingo, 29 de dezembro de 2019

História da Humanidade


O homem vive no mundo, compreendido num espaço e num tempo, rodeado de seres animais, vegetais e minerais, possivelmente iluminado por “Algo”, de tal forma que lhe permita ser diferente de toda a restante criação e, em certa medida, dominar, relativamente, em seu proveito a própria natureza.
A História da Humanidade é tão antiga quanto o homem, embora cientificamente não seja conhecida com rigor absoluto, a partir da sua génese, circunstância que impede qualquer tentativa de remontar às origens da humanidade, ficando assim um longo espaço e tempo históricos ignorados pelo homem, acerca da sua própria existência.
A História não admite verificação experimental, sendo impossível repetir um raciocínio, renovar uma observação, fazer uma experimentação. O passado não pode tornar-se presente, logo não pode ser motivo de anotação e experiência diretas. O passado, com todas as suas circunstâncias, é irreversível.
Os factos históricos são originais e únicos, porque jamais se repetem em idênticas condições de espaço e tempo, não podendo ser estudados em grupos, mas cada um de “per si”, não conduzindo, por isso, ao estabelecimento de leis fixas e genéricas. É impossível repetir-se, por exemplo, da mesma forma, a segunda Guerra Mundial.
A historiografia grega não ultrapassou muito a crónica, predominando uma orientação filosófica sustentada por Platão e Aristóteles, e porque os principais historiadores, Heródoto e Tucídides não foram capazes de fornecer, em relação ao passado, mais que informações imprecisas.
Pode-se considerar, portanto, que a História Tradicional, a História Conjuntural e a História Estrutural, constituem unidades de medida diferentes. A História Tradicional seria a história de boatos; a História Conjuntural, história de blocos e a História Estrutural, a história de movimentos plurisseculares.
A Nova História ocupa-se das conjunturas e das estruturas, do que muda e permanece, é uma História Total. A História Estrutural carateriza-se por uma história das populações totais, é oposta à História Tradicional, elitista e sem preocupação pelo problema demográfico.
A História Total prefere o banal, o repetitivo, o quotidiano, as maiorias, embora não exclua as minorias privilegiadas do saber, do poder, da religião, etc., visa detetar e conhecer reações, e toda a espécie de comportamentos das populações.



Com o protesto da minha perene GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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TÍTULO HONORÍFICO DE EMBAIXADOR DA PAZ pelos «serviços prestados à Humanidade, na Defesa dos Direitos as Mulheres. Argentina»

DOCTOR HONORIS CAUSA EN LITERATURA” pela Academia Latinoamericana de Literatura Moderna y la Sociedad Académica de Historiadores Latinoamericanos.

domingo, 22 de dezembro de 2019

Natal. Tempo para eliminar as iniquidades


Mais uma quadra natalícia está em curso, este ano, em Portugal, com muita chuva, humidade, frio e vento excessivos, mar extremamente agitado. O ambiente social ainda não é o que sociedade portuguesa merece, na medida em que: a fome graça em muitos lares; as pessoas sem abrigo, continuam a deambular pelas ruas, em situação miserável de extrema agonia;  o futuro digno para algumas das camadas sociais mais baixas, apresenta-se incerto; muitos idosos, estão “arrumados” em macas de hospitais, ou abandonados em alguns lares sem condições mínimas para os acolher com respeitabilidade; e, finalmente, milhares de pessoas, de várias idades, tentam “viver” com salários degradantes ou pensões de reforma que, em muitos casos, quase não chegam para cuidar, minimamente da saúde, com os gastos em consultas, exames médicos e medicamentos. Este poderá ser o quadro mais negro que atualmente e no limite se pode desenhar.
Entretanto, a “outra” verdade, também deve ser divulgada e: em abono da resiliência da nossa população; da credibilidade e eficiência dos nossos governantes, não há dúvidas que a situação social dos portugueses, tem vindo, paulatinamente, nos últimos quatro anos a melhorar, embora, ainda, com muitas carências nos sistemas de saúde, educação, Justiça, segurança, erradicar a violência doméstica, infraestruturas, transportes, ambiente, entre outros.
Neste Natal de 2019, as palavras de ordem bem poderiam ser: Solidariedade, Coesão, Respeito, Equidade e dignidade da pessoa humana. Naturalmente que estes objetivos não serão alcançáveis, enquanto prevalecerem as discriminações, as desigualdades sociais, os “compadrios” e os “amiguismos”, entre outras aberrações.
Todavia, importa viver o presente o melhor possível e, todos juntos, construirmos o futuro, que seja promissor nas situações que atualmente ainda se encontram muito fragilizadas e já mencionadas. A boa qualidade de vida é essencial para melhorar a dignidade da pessoa humana.
Utilizemos esta quadra natalícia pra refletir nas situações sociais mais degradantes, seja dos nacionais seja dos imigrantes que escolheram o nosso país para refazerem as suas vidas, entretanto destroçadas por conflitos incompreensíveis, inaceitáveis e horrendos. Meditemos, durante alguns minutos no seguinte: “Ninguém vai ficar neste mundo terrestre infinitamente”, mais cedo ou mais tare todos partiremos para um “Destino Desconhecido”, levaremos connosco os valores humanos essências à nossa condição superior de todos os Seres que habitam este Planeta Terra que é a nossa casa-comum.
Aproveito para vos desejar: Um Natal com verdade, com lealdade, com reciprocidade, com gratidão, seja no seio da família, seja com outras pessoas, com aquela amizade de um sincero «Amor-de-Amigo», com um sentimento de tolerância, de perdão e muito reconhecimento para com todas as pessoas que, ao longo da minha vida, me têm ajudado, compreendendo-me e nunca me abandonando. É este Natal que eu desejo festejar com muita alegria.

Santo e Feliz Natal. Próspero Ano Novo.


Com o protesto da minha perene GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

TÍTULO NOBILIÁRQUICO DE COMENDADOR, condecorado com a “GRANDE CRUZ DA ORDEM INTERNACIONAL DO MÉRITO DO DESCOBRIDOR DO BRASIL, Pedro Álvares Cabral” pela Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística  http://www.minhodigital.com/news/titulo-nobiliarquico-de

COMENDADOR das Ciências da Educação, Letras, Cultura e Meio Ambiente Newsmaker – Brasil

TÍTULO HONORÍFICO DE EMBAIXADOR DA PAZ pelos «serviços prestados à Humanidade, na Defesa dos Direitos as Mulheres. Argentina»

DOCTOR HONORIS CAUSA EN LITERATURA” pela Academia Latinoamericana de Literatura Moderna y la Sociedad Académica de Historiadores Latinoamericanos.