domingo, 18 de fevereiro de 2018

Pedagogia Otimista: Competência e Prudência

Se a felicidade da humanidade tiver de incorporar, no seu conceito, situações materiais, como o bem-estar geral, este, por sua vez, entendido como a satisfação das carências que constituem exigências de uma vida moderna de conforto, a todos os níveis, então é necessária uma preparação: para o estudo, para o trabalho, para a poupança, para o investimento permanente na formação, com vista a melhorar o nível e a qualidade de vida.
Todos têm de ser competentes, nos diversos papéis que desempenham: familiares, profissionais, culturais, sociais, religiosos, ou seja, qualquer intervenção e/ou atividade tem de ser exercida com o máximo das competências pessoais, designadamente, ao nível de: conhecimentos, informação/preparação técnico-operacional, intelectual, emocional, espiritual, física, competências de vida, ao nível das experiências, justamente, porque: «(…) a valorização da competência constitui uma importante mudança de paradigma, com  relação a conceitos e valores, que terá grande influência nos destinos das organizações, nas carreiras das pessoas e em evoluções na sociedade. (…). A competência será mais prestigiada do que a erudição. A competência será o atributo mais importante das pessoas.» (RESENDE, 2000:7).
O caminho para a pacificação da humanidade deve ser percorrido com competência, seja nas relações interpessoais, na celebração dos acordos a que se chegar, na implementação das medidas consensualizadas e na avaliação dos resultados dos projetos de pacificação.
Os intervenientes devem estar de espírito aberto, acionar os mecanismos de empatia sincera, serem competentes na realização das tarefas, por mais simples e, aparentemente, menos importantes, que possam parecer, manifestarem-se verdadeira e moderadamente otimistas.
Trata-se de, competentemente, desenvolverem uma pedagogia otimista. Todo o cidadão será, simultaneamente: aluno e professor; aprendiz e artista; formando e formador; logo, comportar-se-á em função e coerência com o papel que, em cada momento, desempenha, tendo sempre presente, que: «A linha mestra de desenvolvimento da pedagogia do futuro é a consideração criadora do estado psicológico dos alunos – e não só de um grupo em geral …» (CHATALOV, 1988:162).
Uma pedagogia mista – cognitiva, otimista, não-cognitiva -, assente na Fé, onde a teoria, a prática e o otimismo sejam os principais eixos, que contribuam para uma formação sólida dos alunos, dos formandos, entendidos nos dois sentidos: ora aprendendo; ora ensinado; auxiliará na busca de soluções para uma humanidade menos conflituosa.
O século XXI não pode caracterizar-se pela violência, pelo desrespeito pelos mais elementares direitos humanos, pela impunidade de uns e perseguição de outros. Este novo século deve passar à História da Humanidade pelos valores mais bondosos, altruístas e de ordem religiosa, porque: quer se queira, ou não, o homem não é só um animal político; o homem é, também, um indivíduo religioso, criado à imagem e semelhança de Deus, o que, dentro de uma certa coerência, ele é um ser potencialmente religioso.
O processo de pacificação do mundo terá êxito, a partir do momento em que o homem convidar Deus para moderar os conflitos. É preciso acreditar que Deus existe, que Ele é fonte de vida e de salvação, que Ele deu ao homem o que tem de mais importante, porque: «Deus é espírito e, por isso, Ele nos deu um espírito. Deus é eterno e Ele nos deu um espírito imortal. Deus é sabedoria infinita e perfeita, e Ele dotou-nos de inteligência, poder de decisão e escolha; concedeu-nos o livre-arbítrio; além disso deu-nos um corpo e, a este corpo, o poder de procriar.» (CASTRO, 1997:17).
A complexidade humana comporta em si aspetos que, praticamente, continuam cientificamente desconhecidos. As milenares interrogações que a Filosofia vem colocando, ao longo dos últimos vinte e cinco séculos, continuam sem respostas científicas, objetivas, verificáveis. Os demais domínios do conhecimento, também não apresentam soluções credíveis, para resolver os problemas que resultam daquela complexidade e, em “desespero de causa”, o homem volta-se para o sobrenatural, envergonhado, e preconceituosamente, evita proferir o nome de Deus.
Mas não haverá muitos mais caminhos, para desanuviar as tensões que a complexidade humana vem gerando ao longo do tempo, e o preconceito contra Deus não faz sentido, bem pelo contrário, assumir Deus como Garante do equilíbrio, da concórdia e da imortalidade do próprio homem pelo seu espírito, será a atitude sensata, coerente e prudente.
Na qualidade de cidadão, cada pessoa é responsável, parcial ou totalmente, do que vai acontecendo no seu círculo de influência, na medida em que tem o dever de colaborar, por palavras e atos, na construção desse círculo, de tal forma que todos os que nele se encontram se sintam bem.
Com esta estratégia, pode-se partir do círculo mais restrito, que se circunscreve ao próprio indivíduo, e depois se interpenetra com o da família, este com a vizinhança, a comunidade, a localidade, o país e o mundo, formando-se assim um imenso conjunto de círculos, em que uns se vão interpenetrando com outros, estes com outros tantos e assim sucessivamente.
Esta simples teoria dos “círculos interpenetrantes”, tem a vantagem de facilitar a transferência de princípios, normas, valores, sentimentos, emoções, culturas e boas-práticas, de uns para outros, podendo, inclusivamente, haver valores que acabam por estar em todos os círculos, como: paz, justiça, felicidade e Deus.
Se cada indivíduo construir, coerentemente, o seu próprio círculo, ou a sua auréola de bem-estar, de princípios, valores, sentimentos nobres e boas-práticas, certamente que os círculos, que com ele se interpenetram, vão beneficiar destas características. A sabedoria e a prudência, alicerçadas na Fé em Deus, seguramente são a chave para muitos conflitos, os quais podem ser resolvidos com aquelas virtudes – sabedoria e prudência –, mantendo a Fé inabalável em Deus e na Sua misericórdia, generosidade e compreensão.
O cultivo das virtudes é, afinal, o caminho certo para a pacificação do mundo, conforme o raciocínio atual, na medida em que: «A virtude é uma cadeia de todas as perfeições, o centro de toda a felicidade. Torna-o prudente, discreto, perspicaz, sensível, sensato, corajoso, cauteloso, honesto, feliz, louvável, verdadeiro, (…) um herói universal. Três ésses nos tornam bem-aventurados: sábio, sadio e santo. A virtude é o sol do Mundo, seu hemisfério é uma boa consciência. É tão encantadora que ganha a graça de Deus e dos homens. (…) Capacidade e grandeza se medem pela virtude, não pela sorte. Só a virtude basta a si mesma. Faz-nos amar os vivos e lembrar os mortos.» (GRACIÁN, 2006:139).
É certo que as virtudes não são um produto da ciência, nem da técnica, mas fruto de qualidades superiores, que o homem vai aperfeiçoando, e que se podem invocar na família, na escola, no trabalho, na sociedade, transmitindo-as, praticando-as, exibindo-as com humildade e orgulho.
Nenhuma pessoa, verdadeiramente humana, deverá ter vergonha, preconceito ou receio de se considerar virtuosa, no sentido do exercício de boas-práticas ao serviço da humanidade, porque se todos estão à espera que a ciência e a técnica resolvam todos os problemas, então o mundo continuará conflituoso, e esta situação de permanente instabilidade não é própria de seres superiores, criados à imagem e semelhança de Deus.
Justamente, e também por esta circunstância, provavelmente única, entre todos os seres conhecidos, do homem ser um representante de Deus neste mundo, é que as responsabilidades que recaem sobre a Humanidade são imensas.

Bibliografia

CASTRO, Maisa. (1997). Necessário vos é nascer de novo. 10 ª Edição. Campinas/SP: Raboni Editora, Ltda
CHATALOV, Victor. (1988). Pedagogia Optimista. Trad. K. Asriants. Moscovo: Edições Progresso
GRACIÁN, Baltasar. (2006). A Arte da Prudência. Trad. Pietro Nassetti. São Paulo: Martin Claret
RESENDE, Enio, (2000). O Livro das Competências. Desenvolvimento das Competências: A melhor Auto-Ajuda para Pessoas, Organizações e Sociedade. Rio de Janeiro: Qualitymark

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Portugal: http://www.caminha2000.com (Link’s Cidadania e Tribuna)
http://www.grebal.com.br/autor.php?idautor=242http://www.sitedoescritor.com.br/sitedoescritor_escritores_d0045_dbartolo.html
                           https://laosdepoesia.blogspot.ca/search/label/Diamantino%20%20B%C3%A1rtolo

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Namorar Toda a Vida


Todos os anos, por esta época, catorze de fevereiro, festeja-se um evento que se pode considerar dos mais belos, no que respeita a sentimentos, na circunstância, amorosos. Com efeito, no dia catorze de fevereiro, comemora-se o “Dia de S. Valentim” que é considerado o protetor dos namorados, daí também se designar este acontecimento como o “Dia dos Namorados”, conforme reza a História que, ao longo de séculos é recordado e vivido pelos casais apaixonados.
É claro que este dia é especialmente consignado aos namorados, todavia, nada impede que seja extensível a todos os casais que continuam enamorados, qualquer que seja a faixa etária, solteiros, casados ou em união de facto, porque o Amor não escolhe idades, nem estatutos, nem sexo, nem posição social. O Amor é o mais belo sentimento da pessoa humana, e deve ser vivido com verdade, intensidade e lealdade entre os enamorados.
O Dia dos Namorados poderá (deveria) ser mais um dia para revermos nossas amizades, para nos reconciliarmos com o passado, para nos redimirmos de quanto magoamos a quem nos quis e quer tão bem. Neste dia, em que o Amor é o sentimento predominante, entre quem autenticamente está apaixonado, também o podemos invocar junto das pessoas para com as quais devemos ser solidários, amigos, leais, cúmplices e gratos.
Enaltecer este dia, como um símbolo do amor, nas suas diferentes vertentes e intensidades, é uma exigência que se deve colocar à sociedade dos valores, dos sentimentos, das emoções, das paixões, genuinamente, arrebatadoras, até à tranquilidade de um amor consolidado por décadas de comunhão de Felicidade que ele proporciona, a par de alguns períodos de dor, sofrimento e desgosto. O Amor faz parte dos altos e baixos da vida.
Naturalmente que a condição de namorar pode, à partida, não significar qualquer sentimento de amor mais profundo, mais sério, mais incondicional, mas tão só, o início de um romance (por vezes de uma aventura leviana) que, a partir de atitudes de simpatia recíproca, se foi desenvolvendo, intensificando, para se elevar ao nível de uma grande amizade entre duas pessoas.
Este sentimento de amizade sincera, pode conduzir a uma forma de amor que, não sendo idêntico ao de muitos casais será, porventura, tão puro e profundo, quanto incondicional, que proporciona, também ele, grande Felicidade.
Vivenciar o “Dia dos Namorados” com sentimentos nobres, junto da pessoa alvo da nossa amizade, pode revelar-se como um primeiro passo, ou mais um indício no sentido de demonstrar à pessoa de quem gostamos, que queremos tê-la connosco, no caminho da Felicidade, independentemente dos elementos que venham a contribuir para este bem supremo que é o Amor.
Tudo deve partir de nós, e com este princípio aceita-se que: «A Felicidade vem de dentro. Não depende de fatores externos ou de outras pessoas. Você fica vulnerável e é tão fácil magoar-se quando os seus sentimentos de segurança e de Felicidade dependem dos comportamentos e das ações das outras pessoas.» (BRIAN, 2000:66-67).
Neste dia, tão importante para quem verdadeiramente está apaixonado ou, pelo menos se gosta muito, todas as manifestações de carinho, de atenção, gentileza e, sobretudo, de inequívocas: solidariedade, amizade, lealdade e gratidão, nunca serão demais, pelo contrário, são necessárias.
Naturalmente que não deveria ser apenas no “Dia dos Namorados”, portanto, uma vez por ano, mas sim todos os dias, porque sentimentos tão dignificantes, quanto maravilhosos, são para serem revelados, exercitados à/e para a pessoa de quem se gosta, que se ama e, igualmente, se possível, vice-versa, porque a retribuição de um amor, é como uma bênção que se deseja receber da pessoa que se ama.
Na verdade, a dimensão sentimental da pessoa humana será tão importante e necessária quanto a sua faculdade racional. A relação interpessoal que deve existir no seio da sociedade é um fator de estabilidade, mas antes dessa grandeza societária, determinados princípios, valores e sentimentos têm de estar em nós, partir de nós para os outros e nestes, a começar na família, porque é nesta instituição que se funda a sociedade, com tudo o que ela comporta, de melhor ou de pior.
Com efeito: «A conexão entre as pessoas só é plenamente exercida quando a intimidade é vivida pela expressão clara dos sentimentos. Elas não eram capazes de experimentar a intimidade sem uma maior clareza no coração (…). A intimidade que vem de um coração puro é essencial no relacionamento de um casal.» (BAKER, 2005:130).
Viver este dia consagrado aos Namorados consiste em assumir atitudes de quem, por exemplo, pela primeira vez faz juras de “amor eterno” formulação e/ou renovação de promessas e, no caso de amigos íntimos, o compromisso de reforçar a amizade, demonstrar que realmente queremos estar com a pessoa de quem sinceramente gostamos e que, igualmente, desejamos a sua retribuição.

Bibliografia

BAKER, Mark W., (2005). Jesus o Maior Psicólogo que já Existiu. Tradução, Cláudia Gerpe Duarte. Rio de Janeiro: Sextante.
BRIAN L. Weiss, M.D. (2000). A Divina Sabedoria dos Mestres. Um Guia para a Felicidade, alegria e Paz Interior. Tradução, António Reca de Sousa. Cascais: Pergaminho.


Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Portugal: http://www.caminha2000.com (Link’s Cidadania e Tribuna)
http://www.grebal.com.br/autor.php?idautor=242http://www.sitedoescritor.com.br/sitedoescritor_escritores_d0045_dbartolo.html

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Religião: Uma Alternativa para a Paz?


Nem só de ciência, de técnica e de recursos materiais vive o homem. Para além daquelas capacidades e possibilidades, existe mais vida, mais mundo, mais alternativas, que podem contribuir para o bem-estar da Humanidade em geral, e de cada pessoa em particular. Ignorar, por preconceito, por descrença, por agnosticismo, ou por quaisquer outras razões, a dimensão religiosa do homem, é dificultar o processo para a pacificação, mesmo para aqueles que argumentam que a religião também está na origem de muitos conflitos.
Ao invocar-se a dimensão religiosa da pessoa humana, pretende-se sensibilizar cada um “de per si” e de todos em geral, para a doutrina social das diversas religiões, excluindo-se, portanto, os fundamentalismos dogmáticos, os radicalismos mais sectários e as posições exacerbadas, aliás, estes excessos de algumas correntes também precisam da ajuda dos moderados, e estes têm o dever, não só de compreender tais posições extremadas como, e principalmente, proporcionar as condições que conduzam ao diálogo, ao bom-senso e à pacificação entre os grupos desavindos.
Pensando, portanto, nos interesses das novas e emergentes gerações, onde se incluem, porventura, os filhos de quem, neste momento, analisa este artigo e reflete sobre estes temas, urge desencadear ações que aproveitem ao objetivo último de, a curto prazo, se vislumbrarem melhorias no inter-relacionamento da Humanidade.
A dimensão religiosa do homem crente deve ser colocada ao serviço da educação, e da formação destas novas gerações, a começar na família, porque o ser humano tem imensas dimensões, capacidades e possibilidades de as exercer, no seio do grupo e da sociedade, desejavelmente, no sentido do bem-comum.
A educação religiosa é, por tudo isto, essencial na construção de pessoas que também se pretendam íntegras, que possuam a liberdade de se autodeterminar, com responsabilidade e generosidade, para com os seus semelhantes.
A preocupação, por uma educação e formação integrais, deve ser uma constante em todos aqueles que, de alguma forma e a um qualquer nível social, têm responsabilidades em preparar o futuro, porque: «Quando educamos os nossos filhos, todos pretendemos faze-los partilhar das nossas mais profundas convicções e enriquecê-los com o que nos parece mais válido. Cada um, segundo a sua própria escala de valores, dar-lhes-á, antes de mais, com prioridade absoluta, o que lhe parece importante. (…). Quando os pais são crentes, a sua fé em Deus é, certamente, desta ordem; eles têm, se são coerentes com as suas convicções, uma outra dimensão, uma outra óptica dos acontecimentos que os rodeiam. Pensamos que é importante fazê-la partilhar pelos nossos filhos desde a sua infância e falar-lhes muito cedo de Deus.» (D’ARNUY, (1977:172).
O mundo, cada vez mais profanizado, precisa de Deus; os homens não podem viver e não conseguem resolver todos os problemas à margem da Bondade e Sabedoria Divinas; a Humanidade será reduzida à sua mais brutal animalidade se continuar a rejeitar Deus. O caminho seguro, que poderá conduzir à pacificação do mundo, tem de passar por Deus, e muitos seres humanos sabem que não há outra alternativa.
Excluir Deus do processo de pacificação é prosseguir o caminho para a destruição total da Humanidade. Não se pretende, nem seria compatível com a natureza pró-científica deste trabalho, profetizar o apocalipse, ou uma escatologia do Juízo Final condenatório de toda a Humanidade. O que se pretende desmontar, pela observação-participante, é a condição frágil, insegura e indefinida do ser humano.
 A demonstração da necessidade de Deus, na formação da pessoa humana, igualmente se comprova, sem dificuldades, nem argumentos científicos, porque a Humanidade, na sua esmagadora maioria, busca Deus e n’Ele a solução para todos os problemas que a ciência e a técnica ainda não resolveram.
A educação e formação religiosas são um argumento poderosíssimo, para que os sistemas educativos integrem nos seus cursos, currículas e conteúdos programáticos, os valores religiosos, aceitando que: «Os ensinamentos de uma religião devem influir na personalidade e na conduta diária do crente. Assim a conduta de cada pessoa, normalmente, será um reflexo, num maior ou menor grau, de formação religiosa dessa pessoa.» (SOCIEDADE TORRE DE VIGIA DE BÍBLIAS E TRATADOS, 1990:12).
Acontecimentos que comprovam, inequivocamente, a importância da religião, para se alcançar a pacificação, surgem, frequentemente: a preocupação dos mais altos dignitários das religiões maioritárias, em estabelecerem o diálogo ecuménico interreligioso; as grandes reuniões da juventude, por iniciativa pontifícia que, regularmente, ocorrem em locais diferentes da terra; as peregrinações de milhões de crentes, todos os anos, aos santuários e outros locais sagrados; o crescente número de peregrinos que, mundialmente percorrem os caminhos da Fé; a intervenção das Igrejas nos domínios sociais, assistência humanitária e moderadora de conflitos.
No contexto da pacificação da Humanidade, o papel da religião e das boas relações humanas, a todos os níveis, são fundamentais, não se excluindo os conhecimentos que a ciência pode proporcionar e o recurso à técnica e seus instrumentos, no que se refere a melhorar as condições de vida das comunidades, nas quais a origem dos conflitos se localiza em determinadas insuficiências e/ou carências de ordem social/material: saúde, educação, trabalho, habitação, segurança social e uma velhice tranquila.
Toda esta complexidade levanta, porém, algumas interrogações que se deixam para reflexão: Ciência, Técnica e Religião são incompatíveis? A pacificação da Humanidade pode dispensar alguma daquelas, entre outras, dimensões do homem? E, afinal, as disciplinas sociais e humanas, bem como os domínios ditos não-científicos, qual o estatuto que lhes será reconhecido? A interdisciplinaridade será possível, desejável, útil ou cada ciência vai manter-se na sua redoma?

Bibliografia

D´ARNUY, Jo, (1977). Nós e os Nossos Filhos. Trad. António Agostinho Torres. Porto: Editorial Perpétuo Socorro
 SOCIEDADE TORRE DE VIGIA DE BÍBLIAS E TRATADOS, 1990:12


Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Portugal: http://www.caminha2000.com (Link’s Cidadania e Tribuna)
http://www.sitedoescritor.com.br/sitedoescritor_escritores_d0045_dbartolo.html

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Valores Religiosos: Fundamentos Universais para a Pacificação

Acredita-se que a esmagadora maioria da humanidade é constituída por pessoas crentes, tementes e religiosas, qualquer que seja a confissão interiorizada e praticada. O ser humano, na sua fragilidade, e limitações, não tem, ainda, respostas para as questões essenciais e justificativas do acontecer bio-espiritual que lhe é intrínseco.
Biologicamente, é um ser finito, cuja vida existencial terrena é incapaz de delimitar no tempo, e até no espaço; espiritualmente, a sua ignorância e preconceito não permitem explicações convincentes e, cientificamente verificáveis.
A agravar toda esta situação de insegurança, insuficiência e desconhecimento está o fim-último de cada indivíduo, porque continua a desconhecer-se a origem imaterial do homem, e o seu fim é, igualmente, uma angustiante incógnita.
A ignorância de: como, quando, onde, porquê e para quê deste mesmo fim-último, e o “para onde vamos”, é dramática, porque até ao momento a ciência, a técnica e todo o instrumental tecnológico, foram incapazes de explicar e provar o que quer que seja neste domínio, do homem espiritual, por enquanto insondável, algo misterioso.
Impossibilitado de vencer o drama pelos recursos materiais que dispõe, o homem crente volta-se, esperançadamente, para os valores religiosos, nos quais busca a explicação para as situações que desconhece, e o atormentam, e também para encontrar as soluções para os conflitos que ele próprio cria, alimenta, mas nem sempre sabe e/ou quer resolver.
O grande conflito, porém, continua entre a vida e a morte, porque nascer, viver e morrer é o percurso natural de todo o ser humano, tal como outros seres animais. O homem devoto acredita em certos valores piedosos, de entre os quais, muitos crêem numa nova vida, renascendo depois da morte física.
O acontecimento inevitável é, efetivamente, a morte biológica, o desaparecimento do corpo físico e este, tanto quanto é dado saber, não renascerá (excetuando-se, para os crentes, os milagres da ressurreição, como por exemplo, a passagem bíblica de Lázaro).
O “Valor” ressurreição para os crentes, independentemente do que ressuscita: corpo, identidade ou qualquer outro elemento constituinte da existência humana, no passado, alimenta a fé num mundo melhor, num mundo pacífico, do qual o mal tenha sido erradicado.
Durante a vida material o ser humano conduz-se segundo regras, usos, costumes, tradições, leis, através de um longo processo de aprendizagem, nunca concluído, vulgarmente denominado por socialização. A vida existencial terrena é programada em função de princípios, valores, interesses e objetivos a atingir.
A luta de cada indivíduo, de cada grupo e de cada nação, para alcançar os resultados, previamente esperados, por vezes, é cruel, violenta, absurda e desumana. Os conflitos proliferam e poucos são resolvidos com dignidade para as partes conflituantes. Situações de autênticas guerras sanguinárias ocorreram em pleno século XX e passaram, sem soluções à vista, para estes novos século e milénio. O fim, deploravelmente, não estará no horizonte temporal.
E quanto à morte? O que se sabe para lá da morte física? E quanto à morte intelectual? Como se processa e caracteriza? E haverá morte espiritual? Mas o que é o espírito: Alma? Consciência? Intelecto? Que tipo de sofrimento a morte espiritual envolve?
E pode-se morrer de forma diferente da habitual, por exemplo, para um determinado projeto e renascer para outro? Se a resposta for afirmativa, então é possível morrer várias vezes e renascer outras tantas, porque: «Talvez nossa morte ocorra a cada busca que chega a um termo, a cada avanço e a cada recuo, a cada vivência; talvez morrendo aqui e ali, algumas pessoas consigam seguir vivas. (…).  Morrer pode trazer grande bem à vida da pessoa; em muitos casos, pode ser uma recomendação médica, filosófico-clínica.» (PACKER, 2007:78-79).
O problema da morte não está esclarecido no que à dimensão imaterial, espiritual ou de consciência respeita, restando, portanto, sem prejuízo para os não-crentes de pensarem conforme entenderem, a fé num Mundo Melhor, o tal mundo pacífico para as gerações vindouras, já que para as gerações que se aproximam do limite biológico, o fim-último vai continuar uma incógnita, um mistério que Alguém guarda para sempre.

Bibliografia

PACKTER, Lúcio. (2007). “Morrer para Renascer” in Filosofia. Ciência & Vida. São Paulo: Escala. Ano I, (6)

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Portugal: http://www.caminha2000.com (Link’s Cidadania e Tribuna)
http://www.sitedoescritor.com.br/sitedoescritor_escritores_d0045_dbartolo.html

domingo, 28 de janeiro de 2018

Aperfeiçoar as Relações Humanas para a Reencontro

O deficiente relacionamento entre pessoas é, praticamente, um dado adquirido, que dispensa a exigência da validação científica. As pessoas, independentemente das respetivas atividades, graus de parentesco, laços de amizade, interdependência entre elas, princípios, valores e objetivos, que norteiam as suas vidas, têm dificuldade em se relacionarem numa base de Solidariedade, Amizade, Lealdade, Verdade, Igualdade, Confiabilidade e Reciprocidade.
Os conflitos pessoais, institucionais e internacionais, nascem, quase sempre, de posições assumidas por uma das partes, que não agradam à outra, a qual, por sua vez, muitas vezes, responde em tom ainda mais radical, em vez de abordarem a questão, numa perspetiva transparente, conciliadora, respeitosa, compreensiva e tolerante. Por vezes reage-se com a agressividade da indiferença, da desconsideração, do afastamento de quem, respeitosamente, elabora uma crítica sincera, porque quando se é amigo, deve-se criticar franca e pedagogicamente.
Por outro lado, a atitude reconciliadora, depois do conflito ter surgido é, igualmente, desconsiderada pelas partes, quando em boa verdade, uma reconciliação feita à luz dos sentimentos de generosidade, de abnegação e espírito doador, seria um processo redentor e de pacificação amigável, entre pessoas, instituições e nações desavindas. Pacificar as pessoas pressupõe que: «Amemos a verdade e faremos a paz dinâmica e construtiva pela reconciliação (…). Fomentar ódios e rancores, impor aos adversários a humilhação e a injustiça, é destruir o futuro…» (ARAÚJO, s.d.:310).
Educar e formar os cidadãos, qualquer que seja a idade e estatuto, para desenvolverem hábitos de relações humanas sadias, sinceras e leais, é uma tarefa que se impõe lançar nas famílias, nas escolas, nas Igrejas, entre amigos que verdadeiramente se gostam, nas demais instituições, nas associações e empresas, em todas as comunidades e na sociedade global em geral, porque qualquer processo que vise reconciliar pessoas, instituições e nações, só poderá concluir-se com êxito, se os intervenientes souberem relacionar-se de igual para igual.
Quaisquer que sejam as técnicas, para a comunicação e relacionamento interpessoais, elas serão ineficazes se as relações humanas, antes de todas as outras: profissionais, comerciais, políticas, etc., não assentarem em princípios de transparência, de verdade e de respeito pelo outro; em sentimentos puros de amizade incondicional, obviamente, quando se chega a este nível de relação.
Atitudes de auto-estima, de escuta ativa, de concentração nas mensagens, de contacto direto, de eliminação de preconceitos e juízos de valor, beneficiam o ato comunicativo e, principalmente, criam um sentimento de empatia pelo interlocutor, de tal forma que qualquer das partes se: «esforce por se colocar na posição do seu interlocutor a fim de conseguir situar as informações que lhe estão a ser transmitidas em relação ao seu ponto de vista.» (DIOGO, 2004: II-14).
O relacionamento humano, ao nível da comunicação, é essencial hoje em dia, sejam quais forem os objetivos a atingir, na medida em que constitui um dos principais instrumentos que o ser humano sabe utilizar e dominar, para o bem, e para o mal, com grande competência.
Por isso, se torna absurdo não potencializar a capacidade comunicativa para a resolução dos problemas, dos conflitos, das boas-relações, enfim, para a pacificação do mundo, aliás, o desentendimento existente entre indivíduos da mesma espécie, revela, essencialmente, uma postura preocupante – a humanidade não se concilia porque não quer aprender a harmonizar-se e, quando aprende, não quer utilizar os conhecimentos e as boas-práticas, entretanto, adquiridos.
A questão que se coloca prende-se com o futuro, na perspetiva dos legítimos interesses das novas gerações, isto é, até que ponto os atuais dirigentes, quaisquer que sejam os seus papéis, têm o direito de prejudicar as desejáveis boas-relações das gerações vindouras? Até que ponto não é dever destes mesmos dirigentes, prepararem um mundo pacífico, para as próximas gerações?
Os conflitos continuam: a nível local, regional, nacional e mundial. E se é verdade que: uns se resolveram; também é certo que outros continuam, há décadas, por solucionar; outros, ainda, são alimentados, indefinidamente, sem fim à vista; alguns outros, mais recentes, criados de novo, aparentemente, sem se terem esgotado todas as alternativas civilizadas e democráticas, pesem, embora, o longo tempo decorrido e as alegadas situações para o efeito invocadas.
Pacificar a humanidade, quando alguns poderosos tudo fazem para lançar e depois manter conflitos, alegadamente para livrar o mundo de ditadores, de presumíveis armas, de situações de violência internacionalizada, como o terrorismo, a guerrilha, do narcotráfico, do tráfico de seres humanos e outros males, que a todos atormentam, não parece ser a solução que convém para um mundo que se pretende civilizado, humanizado, solidário. Primeiro, o Diálogo até se esgotarem todas as possibilidades de sucesso; depois, os recursos mais drásticos, como as sanções administrativas, os embargos, etc. Já bastam as situações naturais que, por vezes, originam conflitos sociais.
A ausência de diálogo e a presença das armas, de facto, parece não estar a resultar, em diversos países, e as consequências são os milhões de vítimas inocentes, as centenas de milhares de refugiados que, certamente, não desejam o conflito armado: «Todavia, parece que a melhor maneira de reconhecer os conflitos e de dar vazão a eles não é a força, a guerra, mas, sim, o diálogo e a política. É justamente por intermédio do espaço público, democrático e do debate exaustivo e participativo, do embate de ideias, que talvez possamos sonhar com uma sociedade mais humana.» (GRACIOSO, 2006:53).

Bibliografia

ARAÚJO, Miguel. (Dir. /Coord.). (1974). DICIONÁRIO POLÍTICO: Os Bispos e a Revolução de Abril. Lisboa: Ispagal
DIOGO, Rita (2004). Relações Humanas. Lisboa: IEFP – Instituto do Emprego e Formação Profissional
GRACIOSO, José (2006). “A Vida em Sociedade e os Conflitos Humanos”, in: Filosofia. Ciência & Vida. São Paulo: Escala. Ano I, (1)

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Portugal: http://www.caminha2000.com (Link’s Cidadania e Tribuna)
http://www.sitedoescritor.com.br/sitedoescritor_escritores_d0045_dbartolo.html
                           https://laosdepoesia.blogspot.ca/search/label/Diamantino%20%20B%C3%A1rtolo

domingo, 21 de janeiro de 2018

Democratizar a Política para a Cidadania Universal

As situações de conflito, que ocorrem um pouco por todo o mundo, umas mais graves do que outras, não são um produto exclusivo do tempo atual. Sempre houve, ao longo da História da Humanidade, acontecimentos violentos, que conduziram à morte milhares de pessoas.
Obviamente que não se incluem aqui as ocorrências naturais, também elas mortíferas: sismos, vulcões, tempestades, fenómenos imprevisíveis, que a ciência e a tecnologia ainda não resolveram definitivamente. O incompreensível reside na incapacidade racional do homem, para criar, e consolidar, as condições favoráveis à pacificação do mundo.
Por isso é essencial a aceitação de um novo conceito de cidadania, mais abrangente, mais democrático, tendencialmente, uma cidadania universal. Para que tal venha a ser possível, é necessário, também, que a democracia seja interiorizada e praticada livremente, pelos cidadãos de todo o mundo, o que implica uma dupla interpretação conceptual deste valor político-social.
Na verdade: «A literatura sobre o conceito de democracia apresenta, de uma maneira geral, duas vertentes. De um lado uma linha de pensamento que concebe a democracia, em uma perspectiva instrumental, como um método eficiente de adopção de decisões, capaz de proteger a liberdade individual dos cidadãos. De outro, uma visão substantiva da democracia, baseada em um ideal normativo, valioso em si mesmo, porque vai além de um simples processo instrumental de tomada de decisões. Esta vertente constitui a premissa fundamental da democracia participativa, na qual os cidadãos se colocam como actores responsáveis nas políticas públicas e, consequentemente, próximas do poder público.» (BENEVIDES, 1991 e AVRITZER, 1994 apud MIOTTO, 2006:65).
Democratizar a política para uma cidadania universal, é uma tarefa que responsabiliza os cidadãos em geral e os políticos em particular. Aceite, institucionalizada e implementada a cidadania universal, entre todas as nações, congregadas na ONU - Organização das Nações Unidas -, acredita-se que no decorrer do presente século, seja possível atenuar muitos conflitos, eliminar outros e pacificar um pouco mais o mundo.  
A tarefa é tanto mais difícil, quanto maiores forem os interesses hegemónicos da economia e dos recursos naturais mundiais e, nestas circunstâncias, as possibilidades de consensos e celebração de acordos são igualmente difíceis, complexas e imprevisíveis e também enquanto os atuais dirigentes mundiais não facultarem os meios para uma educação-formação que aponte para este objetivo universal: pacificar o mundo.
Por mais estratégias, metodologias, técnicas e recursos que se utilizem, a educação-formação de novas gerações, sensibilizadas para modernas práticas de convivência pacífica, e para os valores do humanismo e da afetividade, é o caminho que se apresenta como o mais adequado, para se atingirem os objetivos da pacificação do Mundo, porque, de contrário, os problemas, os conflitos, as situações degradantes, jamais se resolverão.
A escola, logo nos primeiros anos de vida da pessoa, deverá ter um papel interventivo primordial, no sentido de formar a consciência destes novos cidadãos, que terão por missão suprema, e altruísta, a pacificação do mundo, porque: «Diante deste quadro, a escola, especialmente do ensino fundamental e médio se apresenta como a instituição carregada e única capaz de dar um encaminhamento a este verdadeiro drama humano que a sociedade contemporânea vive, e que se manifesta através da proliferação da violência, do alcoolismo, do consumo de drogas, das doenças endémicas e atípicas, dos acidentes mutilantes e responsáveis por mortes prematuras e desnecessárias, do desemprego, da corrupção, fome, miséria e tantos outros males que, num crescimento desenfreado ameaça a própria estabilidade do estado, democrático ou autoritário.» (COLETA, 2005:19).
As gerações que, atualmente, ainda se encontram na sua fase de vida de crianças, devem ser, de imediato, preparadas para um futuro que, elas próprias, vão usufruir e, simultaneamente, todas as restantes pessoas, incluindo aquelas que já se aproximam do fim do seu percurso biológico normal.
Na família, na Igreja, na escola, na empresa, na comunidade, na sociedade mais alargada, no país, enfim, em todos os locais e circunstâncias em que se encontre uma pessoa, deve-se intervir, porque cada dia que passa, neste pré-caos humano, poderá representar anos na recuperação das pessoas e do mundo.
Impõe-se uma pedagogia para a paz, se possível já, para hoje, porque amanhã poderá ser demasiado tarde. Uma pedagogia para democratizar a política, os políticos, os educadores e a humanidade em geral. Uma pedagogia que ensine toda a pessoa, qualquer que seja o seu estatuto ou condição, como pode e deve participar nas soluções dos problemas, porque: «Todos os homens ao longo da sua existência, terão de resolver problemas que lhes serão apresentados, semelhantes aos de ontem ou marcados pela mudança; (…). Isso leva a considerar as questões ligadas ao cuidado com a educação de todos e de cada um…» (BONBOIR, 1977:189)
Igualmente, uma filosofia para analisar, reflexivamente, a situação em que o mundo se encontra, que aponte caminhos possíveis para rumos compatíveis com a dignidade humana. As disciplinas da área das ciências sociais e humanas, têm um grande contributo a dar para a pacificação da humanidade, a Filosofia não pode ser excluída deste projeto, aliás, sem ela e seus ramos específicos, muito dificilmente se atingirão resultados que atenuem o sofrimento em que a humanidade vive, neste primeiro quarto de século.
Uma parceria entre Ciência, Técnica, Filosofia, Pedagogia, Antropologia, Ética e Axiologia, enfim com as Ciências Sociais e Humanas, pode fazer parte da fórmula que conduza aos primeiros e bons resultados do processo de pacificação: «Sem dúvida, a filosofia tem uma importante tarefa epistemológica, mas ela não pode ser desenvolvida sem a referência a uma antropologia fundante bem como a uma axiologia geral. A questão do agir humano, tanto no plano ético, como no plano político, não pode ser posta de lado numa reflexão filosófica sistematizada. E o pedagógico, como contexto da existência humana, constitui a mediação articuladora do ético com o político.» (SEVERINO, 1997:242).

Bibliografia

BONBOIR, Anna, (Dir.). (1977). Uma Pedagogia para Amanhã. Tradução, Frederico Pessoa de Barros. São Paulo: Cultrix.
COLETA, António Carlos Dela, (2005). Primeira Cartilha de Neurofisiologia Cerebral e Endócrina, Especialmente para Professores e Pais de Alunos de Escolas do Ensino Fundamental e Médio, Rio Claro, SP – Brasil: Graff Set., Gráfica e Editora
MIOTTO, Luciana Bernardo, et. al. (2006). “Qualidade da Democracia: Comunicação, Política e Representatividade”, in: Comunicação, Cultura & Cidadania. Vol. 1 (2). Jul-dez.2006. Pp. 63-77, citando BENEVIDES, M.V.M. (1991). A Cidadania Activa: referendo, plebiscito e iniciativa popular. São Paulo: Ática e AVRITZER, L. (Coord.). (1994) Sociedade civil e democracia. Belo Horizonte: Del Rey
SEVERINO, Antônio Joaquim, (1999). A Filosofia Contemporânea do Brasil. Petrópolis RJ: Vozes.
Venade/Caminha, Portugal, 2015

Venade/Caminha/Portugal, 2018

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Portugal: http://www.caminha2000.com (Link’s Cidadania e Tribuna)
http://www.sitedoescritor.com.br/sitedoescritor_escritores_d0045_dbartolo.html