terça-feira, 30 de dezembro de 2025

ANO NOVO: A LUZ DA ESPERANÇA.

Provavelmente, toda a pessoa otimista e, concretamente, o povo português, sempre entende que qualquer situação, “ainda podia ser pior”, o que significa que, “do mal, o menos”, isto é, com o advento de um novo ano, algo pode mudar, natural e desejavelmente, para melhor, é o que toda a gente mais ambiciona.

No Ano Novo também se festeja o “Dia Mundial da Paz”. Seguramente que neste primeiro dia do ano, quem é que, entre outros valores não deseja: a Paz, a Segurança, a Estabilidade em todas as suas dimensões; e, já agora, quem não pretende que também: a Solidariedade, o Amor, a Amizade, a Lealdade, a Humildade, a Gratidão, a Felicidade e tantos outros bens imateriais que se refletem na vida das pessoas, sejam uma realidade?

Agora é tempo de uma nova esperança, num futuro melhor, para todas as pessoas, independentemente da sua condição estatutária. É o primeiro dia de muitos dias, meses e anos que se pretendem de sucesso, de Felicidade, de conforto espiritual e material, porque estes dois bens são inseparáveis.

Todos os Anos Novos, renasce uma promissora expectativa. O mundo, no seu todo e, particularmente, as gentes de todas as condições, acreditam que será possível um futuro melhor, basta que todas as pessoas para isso queiram contribuir: seja com os seus comportamentos compreensivos, tolerantes e cooperantes; seja com uma forte determinação em eliminar as consequências negativas que transitaram do ano passado, corrigindo erros, melhorando atitudes.

O Ano Novo deverá levar-nos a refletir sobre o que poderemos melhorar, o que deveremos refazer, ou começar tudo de novo. É tempo de fazer o balanço de um ano de convivência com os nossos semelhantes, seja em que contexto for: familiar, profissional, social, cultural, político, religioso, lazer ou qualquer outro.

É essencial que: independentemente das afrontas de que tenhamos sido vítimas; do desdém a que nos tenham votado; das rejeições que sofremos ao longo do ano anterior, tenhamos, agora, condições para apelarmos a quem, de alguma forma, nos “humilhou”, para que cessem com esses comportamentos desumanos.

É tempo de reacendermos a chama de uma nova esperança, de uma nova oportunidade para a boa convivência, para a solidariedade, para a amizade, para a lealdade, para a humildade e para a gratidão. Não podemos ignorar quem nos tem feito bem, sob várias perspetivas, sem nunca pedir nada em troca, a não ser a retribuição daqueles valores e atitudes.

Para este novo ano de 2026, deseja-se apaziguar os conflitos locais, regionais e internacionais, como também as crispações nacionais que, em determinados setores da vida pública, se fazem sentir, e que não conduzem a resultados que sejam favoráveis ao bem-estar das populações.

É inaceitável pensar-se, exclusivamente, no interesse próprio, mesmo que isso seja legítimo, do ponto de vista de quem assim procede, todavia, se o todo estiver bem, igualmente, as partes também estarão. O coletivo social deve estar ao serviço da pessoa verdadeiramente humana, tal como esta, também tem o dever de colaborar nos projetos coletivos.

Em todos os Anos Novos se renovam votos para um futuro auspicioso. As promessas, oriundas dos diferentes setores da sociedade, por vezes também se fazem ouvir, mas, passado este dia de júbilo, de paz e de esperança, infelizmente, quase tudo volta ao ponto “zero”, ou seja, tudo como dantes, e isso não pode acontecer.

As pessoas carecem, têm direito, de saber com o que podem contar no futuro. Ninguém deverá ter a arrogância: de “publicitar fantasias”; de ludibriar justas e legítimas expetativas; pelo contrário, quem detém o poder, qualquer que este seja, tem a obrigação de zelar pelo bem-estar de quem lhe está subordinado.

Neste novo ano, talvez seja acertado iniciar uma reflexão: em como e no que, podemos melhorar os nossos princípios, valores e sentimentos, e aplicá-los aos nossos semelhantes, eventualmente, começando por retribuir-lhes todas as atenções recebidas ao longo do ano transato, todas as gentilezas, todas as amabilidades e todas as palavras, gestos e apoios arrecadados. Será um bom princípio para alimentar a chama da esperança, em manter sentimentos e emoções, entretanto, “espezinhados”.

Vamos todos acreditar, e contribuir, para que 2026 seja, finalmente, o início de uma longa era de prosperidade, de conforto, de esperanças renovadas, que nos podem alimentar, finalmente, a certeza de um futuro verdadeiramente digno da condição de toda a pessoa, genuinamente humana.

O passado, é isso mesmo, um pretérito que apenas deve ser recordado para melhorarmos um presente que, segundo a segundo, está connosco, mas, principalmente, para nos projetarmos com vigor, com a certeza de que temos capacidades inatas, para conquistar um futuro auspicioso que merecemos.

Queiramos acreditar que todos juntos, sem ódios nem intenções de vinganças, embora não esquecendo os males que nos tenham feito, iremos conseguir atingir objetivos materiais, bem como outros, de natureza inefável, que proporcionarão, finalmente, o reconhecimento da grandeza e dignidade humanas.

Estamos todos no mesmo barco”, ainda que algumas pessoas se considerem superiores, por qualquer circunstância da vida. A verdade, porém, é que há situações que não escolhem estatutos, sexos, idades e, numa qualquer “esquina” da vida, e do mundo, nos encontramos: umas vezes, por cima; outras vezes por baixo e, quem hoje desfrutando de uma qualquer supremacia, e dela abusar para humilhar e perseguir, quem está por baixo, amanhã, as situações podem inverter-se e então, ninguém gostará de receber as maldades que fez a outros.

Importa, refletir, maduramente, que estamos de passagem. Não sabemos, verdadeiramente: de onde vimos? Quem somos? Para onde vamos? Com o nosso desaparecimento físico, talvez uma outra dimensão, porventura, espiritual, se desvele, não perante a pessoa terreste, talvez, face a uma Entidade Divina.

Mas enquanto o desenlace físico não ocorre, temos de conviver uns com os outros, o melhor possível: «O problema da convivência não é apenas uma questão de estabilidade. Se acharmos uma solução estável no sentido de poder evitar as catástrofes da guerra e da fome, nem mesmo assim teremos resolvido o problema. Há uma exigência tão importante quanto essa: a de dar a todo o homem, dentro do quadro geral da organização, um ambiente digno de seres humanos. É preciso parar com a atual desumanização da vida.» (KERSTIN e ALFVÉN, 1969:155). 

O Ano Novo de 2026, também deve ser pensado, por muito que nos custe e faça sofrer, na situação das centenas de milhares de migrantes, das centenas de mortes, dos milhares de crianças que estão a sofrer autênticas desumanidades, que não têm culpa nenhuma dos desmandos dos adultos, que nem sequer pediram para nascer, mas que continuam a ser as vítimas mais frágeis neste mundo.

A Europa, dita civilizada, ancestralmente defensora dos valores humanistas, onde Portugal se inclui, não pode ficar indiferente a esta catástrofe. Cabe aos povos das nações europeias, e não só, como também a todos os governantes, entenderem-se na resolução da situação de quem está diminuído em quase todas as suas dimensões humanas. Haja respeito, compreensão, solidariedade, amor benevolência, compaixão e caridade pelos nossos irmãos migrantes.

Neste primeiro dia do ano, dia mundial da Paz, deixo-vos sinceros votos para que este Ano Novo de 2026 seja vivido com muita alegria, Felicidade, amor, serenidade e concórdia. Que, no que for possível, nos reconciliemos, sem renunciarmos aos nossos princípios, valores, sentimentos e emoções. Que sejamos capazes de praticar a solidariedade, a amizade, a lealdade, sempre com humildade e gratidão, principalmente para com as pessoas que já demonstraram estar incondicionalmente do nosso lado, para o nosso bem-estar material e espiritual.

Finalmente, de forma totalmente pessoal, sincera e muito sentida, desejo a todas as pessoas que, verdadeiramente, com solidariedade, amizade, lealdade e cumplicidade me têm acompanhado, através dos meus escritos um próspero Ano Novo e que 2026 e muitas dezenas de anos que se seguem, lhes proporcionem o que de melhor possa existir, e que na minha perspetiva são: Saúde, Trabalho, Amizade/Amor, Felicidade, Justiça, Paz e a Graça Divina. A todas estas pessoas aqui fica, publicamente e sem reservas, a minha imensa GRATIDÃO

 

BIBLIOGRAFIA:

 

KERSTIN e ALFVÉN, Hannes, (1969). Aonde Vamos? Realidade e destinos da humanidade. Tradução, Jaime Bernardes da Silva. S. Paulo: Círculo do Livro S.A.

 

“NÃO, ao ímpeto das armas; SIM, ao diálogo criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

NATAL: ESPÍRITO DE UNIÃO DE RELIGIÕES?

             O Natal é união da família, certamente, mas essa circunstância constitui, apenas, uma parte da grandeza que devemos dar ao dia do nascimento de Jesus Cristo, obviamente, na perspectiva dos devotos católicos, porque outras manifestações, realizadas por crentes noutras dimensões religiosas, seguramente que devem ser respeitadas, sem censuras, nem condenações, até porque, poderá alguém afirmar com total certeza, quem é que neste mundo está certo ou errado, no que respeita a uma possível vida espiritual, para além da morte física?

No âmbito das nossas tradições natalícias: sejam de natureza religiosa cristã; sejam no âmbito dos festejos profanos; sejam, ainda, ao nível da solidariedade para com os mais necessitados, a verdade é que deveremos colocar de lado todas e quaisquer divergências, que nos tenham separado no passado e, retomemos, agora, uma vida de harmonização, de amor, de paz e de felicidade.

Neste Natal de 2025, e no que a Portugal respeita, haveria melhores condições materiais para que: as pessoas, as famílias, os trabalhadores, os empresários e todo o tecido económico-social pudessem “respirar” um pouco de uma carga fiscal brutal que, durante alguns anos lhes foi imposta, de fora para dentro, desnecessariamente, conforme se tem vindo a comprovar, mas, entretanto, 2020 será um ano e má memória para todo o mundo.

A pandemia, provocada pelo vírus COVID-19, que logo no início do ano 2020 se alastrou por toda a Europa e restantes continentes, tem provocado em milhões de pessoas infeções graves e mortes.

Portugal e os Portugueses, em geral, não têm razões fortes para: festejar este Natal como era de tradição, contudo: a esperança em melhores dias, não morreu; a esperança num futuro melhor mantêm-se, com perspetivas de um nível de vida superior a que, legal e legitimamente têm direito; portanto, haverá motivos que justificam acreditar, que o pior brevemente, estará a passar; porque soubemos vencer os obstáculos que nos foram colocados, razões mais que suficientes para encararmos este Natal com algum otimismo, apesar das duras restrições e condicionalismos a que ainda estamos sujeitos.

Desperdiçar esta quadra tão importante na vida das pessoas, das famílias, das organizações, pode significar mais uma oportunidade perdida, no caminho do Bem-Comum, do Amor, da Paz e da Felicidade. Não querer aderir, com entusiasmo, às seculares e salutares tradições religiosas e profanas portuguesas, dentro do que é possível e nos é permitido, é colocar-se à margem de uma comunidade civilizada, culta e humanista, como é a Portuguesa, em particular, e a sociedade Lusófona em geral.

Independentemente da crítica, já muito banal, que muitas pessoas fazem, quando afirmam que “Natal deveria ser todos os dias”, com a qual até se concorda, a verdade é que, se pelo menos, uma vez por ano, houver um esforço de boa vontade, de afeto sincero e de alegria, então vale a pena esperar um ano para se vivenciar este dia, com a dignidade que tanto nos caracteriza.

Aproveito esta oportunidade: primeiro, pedir desculpa por algum erro que, involuntariamente, tenha cometido e, com ele, magoado alguém; depois, para desejar um Santo e Feliz Natal, com verdade, com lealdade, com gratidão, seja no seio da família, seja com outras pessoas, com aquela amizade de um sincero «Amor Humanista», sentimentos de tolerância, de perdão e muito reconhecimento pelo que me têm ajudado, ao longo da minha vida, compreendendo-me e nunca me abandonando. É este Natal, praticamente simbólico, que eu desejo festejar com a alegria possível, pesem embora as atuais restrições e condicionalismos, impostos por um conjunto de situações cruéis, que atiram cada vez mais pessoas para a miséria, fome e morte.

Igualmente desejo para todas as pessoas, independentemente de posições estatutárias, um próspero Ano Novo de 2026, pesem, embora, os repressões existentes um pouco por todo o mundo, algumas delas levado as pessoas à degradação humana, à miséria, à fome e finalmente à morte.

Anseio para todo o ser humano: Saúde, Trabalho, Amizade/Amor, Felicidade, Justiça, Paz e a Graça Divina. A todas estas pessoas aqui fica, publicamente e sem reservas, a minha imensa GRATIDÃO.

  

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sábado, 20 de dezembro de 2025

NATAL: ENTRE A HARMONIA, A PROSPERIDADE E O OTIMISMO.

 O Natal, enquanto tempo de reconciliação, de coesão da família, também dos amigos, deve ser aproveitado no seu sentido mais altruísta, deixando de lado as preocupações consumistas, as manifestações de poderio económico, de opulência que, por vezes, até ofendem quem mais precisa, quem nunca teve sorte na vida, apesar de a procurarem. Nem toda a gente é ociosa, aliás, a maioria das pessoas quer uma vida digna pelo trabalho.

É claro que não se defende um Natal miserabilista, um Natal de lamúria, bem pelo contrário, deseja-se um Natal de prosperidade, de intensa alegria, de fundadas esperanças no futuro. A harmonia entre prosperidade e otimismo é fundamental para podermos acreditar em nós próprios, nas nossas capacidades, nos resultados positivos que os nossos projetos nos podem proporcionar. A quadra natalícia é uma época que se festeja um pouco por todo o mundo, com mais ou menos alegria, com mais ou menos conforto, com mais ou menos segurança.

Neste Natal, o núcleo central para o nosso sucesso no futuro, é melhorarmos as condições de vida dos mais desprotegidos, não permitirmos que a dignidade das pessoas se “esfume” na miséria, na fome, na guerra e na morte. Não podemos permitir que a distância entre ricos e pobres seja cada vez maior, tal como ficou “demonstrado” na contestação à COP-27, no Egito, em novembro de 2022, a propósito das alterações climáticas.

Os países ricos devem ajudar, cada vez mais, os mais pobres, aqueles territórios nos quais cada vez existem mais “excluídos climáticos” a morrer sem qualquer tipo de assistência. Apesar de na referida COP-27, os países ricos se terem comprometido numa ajuda substancial aos mais desfavorecidos, significando isso um pequeno salto na solidariedade, é necessário muito mais. Natais em circunstâncias de exclusão, qualquer que ela seja, não podem repetir-se.

Passada esta festa e para iniciarmos um novo ano, com perspectivas de vida mais positivas, é necessário assumir que: «A vida é alegria e felicidade em ajudar a construir um mundo melhor e mais participativo, com equilíbrio e amor. Por isso a ordem é reprogramar o mundo interior para usufruir da arte de viver e para a reprogramação uma das melhores ferramentas encontra-se nas técnicas parapsicológicas». (FRANCESCHINI, 1996:67).

Na verdade, a vida passa muito rapidamente. É essencial termos a consciência de que não vale a pena cogitarmos, desenvolver e aplicar processos maquiavélicos do tipo “caça-às-bruxas”, apenas para prejudicarmos, humilharmos e “pisarmos” os nossos semelhantes. O ódio, a perseguição e a vingança conforme se semeiam, assim se colhem e não são próprios de pessoas com boa formação e sentimentos nobres.

Aproveito esta oportunidade para: primeiro, pedir desculpa por algum erro que, involuntariamente, tenha cometido e, com ele,  magoado alguém; depois para desejar um Santo e Feliz Natal, com verdade, com lealdade, com gratidão, seja no seio da família, seja com outras pessoas, com aquela amizade de um sincero «Amor Humanista», com um sentimento de tolerância, de perdão e muito reconhecimento pelo que me tem ajudado, ao longo da minha vida, compreendendo-me e nunca me abandonando. É este Natal, praticamente simbólico, que eu desejo festejar com a alegria possível, pesem embora as atuais restrições e condicionalismos, impostos por um conjunto de situações cruéis, que atiram cada vez mais pessoas para a miséria, fome e morte.

Finalmente, de forma totalmente pessoal, sincera e muito sentida, desejo a todas as pessoas que, verdadeiramente, com solidariedade, amizade, lealdade e cumplicidade, me têm acompanhado, através dos meus escritos, um próspero Ano Novo e que 2023 e, desejavelmente, as muitas dezenas de anos que se seguirem, lhes proporcionem o que de melhor possa existir na vida, que na minha perspetiva são: Saúde, Trabalho, Amizade/Amor, Felicidade, Justiça, Paz e a Graça Divina. A todas estas pessoas aqui fica, publicamente e sem reservas, a minha imensa GRATIDÃO. 

Bibliografia

FRANCESCHINI, Válter, (1996). Os Caminhos do Sucesso. 2ª Edição, Revista e Ampliada. São Paulo: Scortecci

 

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sábado, 13 de dezembro de 2025

A Ciência e a técnica ainda não solucionam muitos problemas.

O século XXI não terá começado da melhor maneira, no que concerne: à dimensão social da pessoa humana; ao respeito pela sua indeclinável dignidade; na observância dos mais elementares Direitos Humanos, como o direito à alimentação, à saúde, à educação, à habitação e ao emprego; pelo contrário, ao que se vem assistindo nos últimos anos, é a uma degradação galopante da qualidade de vida de multidões de pessoas; a uma ostentação vertiginosa e sem limites de algumas elites que, no seu todo, representam cerca de dez por cento da população mundial, embora controlem, aproximadamente, noventa por cento da riqueza do globo. As assimetrias que se acentuam, permanentemente, podem conduzir, mais cedo ou mais tarde, à deflagração de conflitos muito mais violentos e devastadores do que aqueles que já se verificam em vários países.

Provavelmente não existem estudos rigorosos, resultados objetivos, sobre a quantidade de alimentos, de roupas, de medicamentos, que se inutilizam, que se deterioram, diariamente, em certos círculos e vidas de organizações e pessoas, respetivamente, afinal o quanto negligentemente se desperdiça.

Através de um exemplo muito simples, possivelmente: as verbas que se gastam em viagens, reuniões, receções e outros atos, ditos “protocolares” e “prestigiantes” para quem os promove, seriam suficientes para matar a fome de milhões de pessoas; para dar uma habitação condigna a milhares de famílias; para melhorar as condições de vida dos mais idosos, justamente aqueles que trabalharam e contribuiriam durante uma vida inteira, e hoje são pouco apoiados e, eventualmente, numa ou noutra situação, até serão espoliados, ofendidos e descartáveis, por quem julga já não precisarem mais deles.

Constata-se que a ciência e a técnica não solucionam muitos problemas, enquanto os homens não se manifestarem disponíveis para resolver as degradantes situações de milhões de pessoas, famílias e grupos desfavorecidos. Ciência e técnica, sem um espírito humanitário, e até misericordioso, continuam cegas ao sofrimento humano.

Com efeito: «O progresso técnico, grande amigo do homem, sem o projecto espiritual e moral, pode tornar-se, por culpa do mesmo homem, no seu maior inimigo. A investigação científica que sua e tressua para prevenir e exterminar epidemias e doenças e que vai paulatinamente libertando de pestes a humanidade, por ironia das coisas, parece empurrar desumanamente o homem para a infelicidade e para a desgraça, falando-lhe dela e prometendo-lhe a construção dum paraíso terrestre e a fruição nesta vida duma felicidade completa. Não! O homem pode esquecer a sua condição de peregrino e este conceito é gerador da paz e serenidade para o espírito.» (BROCHADO, 1973:75).

Independentemente do conceito de felicidade poder, ou não, estar muito relativizado, desde definições em concreto, às conceções mais abstratas, a verdade é que, qualquer que seja a ideia que dela – a Felicidade - se tem, todos a desejam. Como termo mediador, ponto de referência e de partida, para a alcançar, poderiam os responsáveis pelos poderes, legal e legitimamente instituídos, à cabeça dos quais, se colocaria o Estado Social, traçar as principais diretrizes axiológicas, e conceptualizar a felicidade em termos qualitativos, que permitam o acesso a este valor inestimável.

Nesta perspetiva, haverá quem defenda que ser feliz é: «Ter sensações de bem-estar e prazer físicos; poder manifestar alegria e ter tranquilidade de espírito; sentir emoções agradáveis; desfrutar de coisas boas da vida; sentir-se valorizado, aceito e amado. Ter a sensação de utilidade e conseguir realizações na vida; conviver agradavelmente com parentes e amigos; entre outras situações.» (RESENDE, 2000:176-77).

Nos parâmetros enunciados, cabem, praticamente, todas as aspirações da pessoa humana. Nestas circunstâncias, apenas é necessário: implementar as estratégias; fornecer os recursos; controlar o processo e validar os resultados. Afinal, menos desperdício, mais racionalização, probidade e austeridade na utilização daqueles recursos que a toda a humanidade pertencem, porque foram colocados no Mundo pela Natureza, seja esta uma Divindade, ou um conceito. 


BIBLIOGRAFIA

 

BROCHADO, Alexandrino, (1973). Sim e Não a Muita Coisa. Porto: Edição do Autor


RESENDE, Enio, (2000). O Livro das Competências. Desenvolvimento das Competências: A melhor Auto-Ajuda para Pessoas, Organizações e Sociedade. Rio de Janeiro: Qualitymark

 

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA.

               O ordenamento disciplinador da sociedade, encontra-se compilado em inúmeros documentos jurídicos, que, por sua vez, obedecem a uma lei geral, na qual são consagrados: os deveres e os direitos fundamentais, organização económica, poder político, liberdades e garantias.

Neste conjunto de normas a Autoridade e o Direito devem caminhar em perfeita consonância, na medida em que a legalidade e a legitimidade daquela, advêm do Direito e da adesão popular. A eficácia das normas jurídicas depende da intervenção da Autoridade, no quadro dos condicionalismos normativos impostos pela tradição.

A força do Direito reside na observância habitual, sem conflitos, e com frequente utilização das normas que ele consagra, por parte da maioria dos cidadãos, que a ele está subordinada, contrariamente ao que muitos possam pensar, que vêm no Direito uma consequência da violação e o respetivo castigo, ainda que este aspeto também possa caracterizar o Direito.

Cabe aos órgãos com atribuições jurisdicionais a aplicação e vigilância das normas jurídicas, órgãos, por vezes, dotados de alto grau de especialização, relativamente à fiscalização, investigação e coerção. Tais órgãos revestem um carácter policial e, nessa qualidade, nem sempre são aceites, compreendidos e obedecidos pela comunidade.

Podemos entender que a ordem jurídica deve ser encarada como ordem prático-normativa e, como tal, existe para se cumprir, nem verdadeiramente existe senão enquanto se cumpre na realidade social. Aqui surge outro aspeto, qual é o da atuação do seu normativo nessa realidade, distinguindo-se, então, os critérios de procedimento ou operatórios e os órgãos de atuação que se consubstanciam no ato que há-de desempenhar-se dessa aplicação, no qual terá de ser definido o modo de proceder e um agente que realize tal ato.

Ora, se o Direito é uma consequência de uma sociedade organizada, a administração da justiça resulta da aplicação do Direito, nessa mesma sociedade, nesta intervindo a Autoridade como primeira avalista dos deveres, direitos, liberdade e garantias dos cidadãos.

A justiça é a outra componente, tão necessária quanto dignificante, para a convivência intersubjetiva do homem. Quando analisada no sentido absoluto: ela é atributo da divindade; expressa a infalível perfeição da vontade divina; todavia, se colocada numa perspectiva ética, enquanto conduta humana, então a justiça, adquire vários significados como sejam: a virtude total ou perfeição moral em geral; a virtude particular que leva a dar a cada um o que lhe pertence; ou, também, não faças aos outros o que não queres que te façam a ti.

Ao nível da conceção filosófica, entendemos a justiça como virtude universal e que tem em Platão o seu grande desenvolvimento (cf. A República) traduzindo, em síntese, a harmonia e a hierarquia das partes no todo, o que, levado à concreticidade da Polis, significa que cada uma das classes sociais deve cumprir a sua missão específica, sob o impulso da virtude correspondente, aliás, em S. Tomás, a justiça é considerada como virtude geral, no sentido de ordenar para o bem comum os atos da virtude ética, isto é, a justiça é a virtude cardeal que consiste na disposição da vontade de atribuir a cada um o seu direito, ou seja, objetivamente, o direito de cada um.

A justiça implica, também, o outro e assim a autoridade integra a sua essência, o que postula, igualmente, a diversidade de sujeitos. A justiça funda-se, afinal, nas virtudes da prudência e também da sabedoria, enquanto medida reguladora do querer e do agir e destina-se a traduzir na conduta, a verdade do real, porque, e ainda em S. Tomás, a lei que se afasta da lei natural, não será lei, mas corrupção desta, pelo que as leis injustas, não vinculam em congruência, exceto se tais leis evitarem um mal maior de desordem social geral, sendo legítimo resistir, e até desobedecer, às leis injustas.

Direito e Justiça, só fazem sentido num verdadeiro estado de direito, logo, numa sociedade onde os Direitos Humanos possam fazer parte da consciência cívica dos cidadãos, onde o direito à cidadania seja um princípio radical de convivência democrática, e, uma vez mais, socorrendo-nos do Preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos do Homem, encontraremos mais um apelo segundo o qual: «... é essencial que os direitos do homem sejam protegidos por um regime de direito para que o homem não seja obrigado, como supremo recurso, à revolta contra a tirania e a opressão» (in: HAARSCHER, 1993: 170).

Atualmente, há quem considere Habermas como o principal nome do pensamento hegeliano-marxiano que, tal como Rawls, pretende propor uma conciliação entre o elemento liberal e o democrático da política moderna. Apoiando-se nos pensamentos políticos de Kant, Hegel e Marx, bem como na Declaração Francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, a qual revela que a ignorância, o esquecimento ou o desprezo dos Direitos Humanos são os grandes responsáveis pela infelicidade pública, e que estes mesmos fatores, contribuem, sem dúvida, para a corrupção dos governos.

Todo o homem tem direitos iguais e imprescindíveis, salientando-se a liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência à opressão (Artº. 2º). A liberdade, sempre tão desejada, consiste, pois, em poder fazer/dizer tudo aquilo que não prejudique o outro, o semelhante. Assim sendo, e se o exercício dos direitos naturais do homem não possui outro limite, que não seja assegurar que os restantes membros da sociedade gozem deste mesmo direito, (Artº. 4º), então coloca-se a interrogação sobre as razões pelas quais os Direitos Humanos não são respeitados?

Rousseau, redefine a liberdade como algo que, previamente, consiste numa autonomia pública e que pelo Artº. 11º da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, se entende a liberdade: por um lado, sob o ponto de vista liberal e como um direito antecedente à constituição da sociedade política; e, por outro lado, como um elemento do exercício da soberania, resultando que a livre comunicação de opiniões e de palavras é um dos direitos mais preciosos do homem e de todo o cidadão, portanto, falar e escrever, estão naturalmente dentro dos limites estabelecidos democraticamente, pelas leis das sociedades livres e responsáveis. Habermas vai mais longe quando nos indica que: «(…) ninguém deve ser molestado devido às suas opiniões, sejam elas políticas ou religiosas, desde que a sua manifestação não perturbe a ordem política estabelecida pela lei.» (HABERMAS, 1998:11)

O desenvolvimento das sociedades modernas, a partir da Revolução Francesa constitui um conjunto sequencial de mutações profundas, implicando, correlativamente, e por via da desintegração das conceções religiosas do mundo, uma nova cultura profana, onde se incluíram: «as modernas crenças empíricas, a autonomização das artes e as teorias da moral e do direito, fundamentadas a partir de princípios, conduziram à formação de esferas culturais de valores que possibilitaram processos de aprendizagem, segundo as leis internas dos problemas teóricos, estéticos ou prático-morais.» (HABERMAS, 1998:13).

Compreensivelmente, para nós, não se colocaria, como então, para aqueles grandes pensadores, o problema central dos Direitos Humanos, na linha de preocupações que hoje nos afeta, muito embora e, designadamente, em Kant, uma teoria axiológica fosse profundamente construída, e divulgada, através das suas obras, nas quais as grandes máximas se mantém pertinentes e vigentes: «Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne universal» (KANT (1960:14), sabendo-se que as máximas são projetos de livre vontade, princípios humanos que é necessário distinguir radicalmente das leis objetivas.

E se é certo que: no discurso da modernidade há uma censura, que consiste na acusação dirigida contra uma razão subjetiva que só denuncia, e procura abalar todas as formas de ostensiva opressão e exploração, aviltamento e de exploração, para em seu lugar se impor o domínio expugnável da própria racionalidade; também é verdade que a crítica dos hegelianos de esquerda, orientada para a prática, e tendo por objetivo a revolução, pretende mobilizar todo aquele potencial da razão.

Ora, competirá aos Estados normativizar as regras que não só conceptualizem os Direitos Humanos, como também os imponham coercivamente, aliás, já se fala hoje no “Direito de Inferência Humanitária”, uma nova figura que se encontra em fase embrionária nos grandes areópagos mundiais, onde os Direitos Humanos ganham cada vez mais importância.

Sabemos, hoje, que Habermas, é considerado um dos mais brilhantes representantes da segunda geração da Escola de Frankfurt (Horkheimer, Adorno e Marmse) preocupado com a elaboração de uma crítica à sociedade, tendo como objetivo central da sua obra, caracterizar as sociedades contemporâneas como comunidades racionalizadas, não no conceito da razão de tradição filosófica, mas uma forma específica de racionalidade de tipo instrumental, todavia, Habermas não se satisfaz com a simples descrição do nosso mundo, cada vez mais submetido às regras da racionalidade instrumental, mas a sua verdadeira intenção, aliás, na linha dos seus antecessores de Frankfurt, é a denúncia de que nesse mundo tecnicizado, orientado, basicamente, pelas preocupações relativas ao desenvolvimento acelerado da economia, uma das dimensões genuínas da espécie humana - a linguagem e a possibilidade de com ela nos comunicarmos - termina por se submeter, também, às regras da natureza técnica e por perder, dessa forma, a sua autonomia.

Antes, porém, de entrarmos no sistema dos Direitos, conviria referir que ele entende que «O conceito de razão prática como capacidade subjectiva é uma cunhagem moderna», aliás, desde Aristóteles que a filosofia do sujeito apresentava diversas vantagens, entre elas, aquela pela qual a: «razão prática ficava referida à felicidade individualmente entendida e à autonomia, moralmente levantada do sujeito individualizado, a liberdade do homem como um sujeito privado que também pode assumir os papéis de membro da sociedade civil, de cidadão de um determinado estado e cidadão do mundo.» (HABERMAS, 1998:63).

E: se é certo que uma teoria crítica da sociedade, não pode circunscrever-se à descrição da relação entre a norma e a realidade; também é verdade que é necessário ter em conta que os direitos que os cidadãos reconhecem, mutuamente, entre si, devem regular-se, legitimamente, na sua convivência com o direito positivo, o que revela que o sistema de direitos em conjunto (direito subjetivo e direito positivo), está angustiado pela tensão interna entre a facticidade e a validade que caracteriza o ambivalente modo de validade, que é a validade jurídica.

Os direitos subjetivos estabelecem as balizas, entre as quais o sujeito está legitimado para afirmar livremente a sua vontade, e definem iguais liberdades de ação para todos os indivíduos, enquanto portadores de direitos, ou na qualidade de pessoas jurídicas. Pode-se refletir sobre o Artº. 4º da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, onde se proclama um dos princípios do direito, segundo o qual: «A liberdade consiste em poder fazer tudo o que não cause prejuízo a outro. Assim, o exercício dos direitos naturais de um homem não tem outros limites que os que assegurem aos demais membros da sociedade o desfrute dos mesmos direitos. Esses limites só podem estabelecer-se por lei.» (in: HABERMAS, 1998:147).

Possivelmente, pensando em idênticas preocupações, já Kant nos teria comunicado, através da formulação do princípio geral do direito, considerando que é legítima toda a ação que seja compatível, ou conforme com a máxima, segundo a qual: “a liberdade é o árbitro de cada um e será igualmente de todos em conformidade com uma lei geral”, ou seja: «toda a pessoa há-de ter um igual direito às liberdades básicas, as mais extensas possíveis, compatíveis com idênticas liberdades para os demais.». (in: HABERMAS, 1998:148).

Habermas, esclarece-nos, por palavras diferentes: «O Direito não pode limitar-se a cumprir os requisitos funcionais de uma sociedade complexa, tem, também, que satisfazer as precárias condições de uma integração social que, em última instância se efectua através das operações de entendimento intersubjectivo de sujeitos que actuam comunicativamente, ou seja, através de aceitação de pretensões de validade» (Ibid), o que significa que o direito positivo terá sempre de se compatibilizar, de cooperar e, se quisermos, de complementar, reforçando o direito natural, ou subjetivo.

 É aqui que, de momento, reside a sede do cumprimento, ou não, dos Direitos Humanos que, como se sabe, têm, ainda, a força moral (e coerciva) para se imporem definitivamente, deixando-se então à vontade dos cidadãos entenderem-se, ou não, quanto às regras fundadoras do direito subjetivo, ou natural, em função dos direitos consuetudinários de cada sociedade, que, obviamente, não serão, necessariamente, iguais em todo o mundo, mas que são imprescindíveis para uma boa convivência, no sentido do bem-comum,

Em última análise, é dito por Habermas, citando Puchta, em que sentido o direito, essencialmente o direito subjetivo, pode ser conceptualizado: «o direito é o reconhecimento da liberdade que compete por igual aos homens como sujeitos do poder da sua vontade.» (in: HABERMAS,1998:150) e, mais à frente, Habermas cita H. Coing, para nos mostrar a importância e influência do direito subjetivo, o cumprimento implícito dos Direitos Humanos (Ibid.:152), conforme se pode deduzir da citação que faz: “A ideia do direito subjectivo mantém viva a concepção de que o direito privado e a protecção do direito fundado nele, serve, em última instância, a manutenção da liberdade do indivíduo, na sociedade; mantém viva a concepção de que a liberdade individual é uma das ideias fundamentais, por via das quais existe o direito privado. Pois com a ideia de direito subjectivo não se quer dizer senão que o direito privado é o direito dos membros de uma sociedade jurídica, independentes uns dos outros, que actuam conforme as suas próprias decisões.”

É importante a conceção que HABERMAS nos transmite dos direitos subjetivos, porquanto eles existem desde sempre e, por outro lado, pela importância vital que exercem na estruturação jurídica das sociedades modernas e, consequentemente, na harmonia entre os homens, coletivamente considerados, conforme resulta do seguinte passo: «Os direitos subjectivos não estão referidos já pelo seu próprio conceito a indivíduos singulares e estranhos que auto-possessivamente se atropelam uns aos outros. Como elementos de ordem jurídica pressupõem melhor a colaboração entre sujeitos que se reconhecem como sujeitos de direitos livres e iguais nos seus direitos e deveres, os quais estão reciprocamente, referidos uns a outros.» (HABERMAS, 1998:154).

 

BIBLIOGRAFIA

 

AMNISTIA INTERNACIONAL – Secção Portuguesa, (s.d.). Declaração Universal dos Direitos do Homem, Nova York: Assembleia-geral das Nações Unidas 10/12/1948

CONSTITUIÇÃO FRANCESA DE 1791. Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 26 de agosto de 1789, in HAARSCHER, Guy. (1993) A Filosofia dos Direitos do Homem, Tradução, Armando F. Silva, Coleção Direito e Direitos do Homem, Lisboa: Instituto Piaget

GALTUNG, J., (1994). Direitos Humanos - Uma Nova Perspectiva, Tradução, Margarida Fernandes, Cap. I, pág. 12-23, Coleção Direito e Direitos do Homem, Lisboa: Instituto Piaget

HAARSCHER, G., (1993). A Filosofia dos Direitos do Homem, Tradução, Armando F. Silva, Cap. VI, pág. 123-140, Coleção Direito e Direitos do Homem, Lisboa: Instituto Piaget

HABERMAS, J., (1998). Facticidade y Validez, Cap. III, pág. 147 - 198, Madrid: Editorial Trotta, AS, Coleccion Estructuras y Processos, Série Filosofia,

HABERMAS, J., (1998). O Discurso Filosófico da Modernidade, Tradução, VVAA, Cap. III, pág. 57 - 80, Lisboa: Publicações Dom Quixote, Ltdª.

 KANT, Immanuel, (1960). Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Coimbra: Atlântida. PP 74-78

MACHETE, R., (1978). Os Direitos do Homem no Mundo, Lisboa: Política - Fundação Social Democrata Oliveira Martins, Caderno Nº 2,

PEREIRA, A. M., (1978). Direitos do Homem, pág. 97-104, Tradução, Manuel Alarcão, Coimbra: Livraria Almedina

 

 

“NÃO, ao ímpeto das armas; SIM, ao diálogo criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”

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domingo, 30 de novembro de 2025

A BUSCA DOS EQUILÍBRIOS ESPIRITUAIS.

              Os modelos técnico-científicos e instrumentais inventados, produzidos e utilizados para a construção de um mundo mais justo para todos os seres nele existentes, parecem esgotados, pese embora todo o potencial humano, direcionado na busca de melhores condições de vida material, para todos os indivíduos da natureza planetária conhecida, na circunstância, o planeta Terra.

O homem tem consciência que vive um pouco num equilíbrio de “terror”, porque: conhece, relativamente bem, as suas próprias intenções; que resultados pretende alcançar com certas atitudes, instrumentos e materiais utilizados; nos planos que vai elaborando e desenvolvendo na prática da vida concreta, física e objetivada para determinados alvos.

Um tal equilíbrio de “terror” tem, sistematicamente, ignorado outras alternativas, por sinal, bem, muito bem mais compatíveis com a superior inteligência humana, e com a dignidade inigualável e inquestionável que resulta da condição de ser pessoa humana.

Colocar ao serviço da guerra, da destruição, do sofrimento, da dor e da morte, todo este potencial humano e os recursos naturais que Alguém criou para o benefício de todos, constitui um comportamento “bestialmente selvagem”, contra a Natureza e contra Deus, qualquer que seja a Divindade que O represente, em cada homem, em cada cultura, em cada povo.

Sempre que um homem, um grupo, uma comunidade invoca o princípio, segundo o qual, “todos nascem livres e iguais”, significará pretender agir em conformidade ou, pelo contrário, tal manifestação apenas procura encobrir a hipocrisia de quem tenciona agir, precisamente, ao inverso e desrespeitando o seu semelhante?

Salvaguardando-se as felizes exceções, assiste-se, atualmente, à mais desenfreada e despudorada destruição dos princípios e valores instituídos, desde sempre pelo Deus Universal, consubstanciados em meia dúzia de virtudes, cada vez mais ignoradas pelo homem.

Uma parte significativa das pessoas vive, para além da materialidade do mundo concreto, preocupada e em busca das soluções que, da transcendência do divino, poderá ter para algumas situações, ainda não resolvidas pela Ciência e pela Técnica.

A virtude da adoração a um Deus n’O qual se acredita, constitui uma possibilidade de momentos felizes, calmos e profundos, suscetíveis de repetições, tantas quantas se queiram, contribuindo para um comportamento mais solidário, porquanto: «Adorar ao Deus verdadeiro ajuda a evitar um modo de vida puramente egocêntrico. (…) A verdadeira adoração é boa para você porque o ajuda a se tornar uma pessoa melhor. À medida que se pratica a adoração verdadeira você desenvolve uma personalidade que resulta em relacionamentos mais felizes. Você aprende de Deus e de seu Filho sobre como agir com honestidade, falar de modo bondoso e ser uma pessoa responsável.» (in: SENTINELA, 2006: Vol.127, nº 17)

O Homem deste novo século, independentemente das suas convicções político-filosóficas e religiosas, não tem que se submeter a quaisquer complexos e/ou preconceitos para manifestar, livremente, o seu pensamento acerca de um tema, por muito melindroso que ele possa ser.

Cada religião tem os seus valores, rituais, liturgia, processos de intervenção na sociedade, e condução dos seus crentes, alegadamente, para uma situação de plena felicidade espiritual. Aliás, só com estratégias que visem a dinamização, o intercâmbio e o diálogo inter-religiões, se poderá construir um mundo mais consensual, mais tolerante, porque mais eclético, com tudo o que de bom e dignificante cada religião comporta.

Certamente que não haverá religiões em que os seus crentes sejam bandos de marginais e/ou de malfeitores, excluindo aqui, ainda que pontualmente, os fundamentalismos e toda a espécie de radicalismos que, ao longo da história, se têm verificado com intervenções condenáveis, à luz dos valores da vida, da dignidade e do humanismo.

A importância e influência de cada religião, também, mas não só, resultam da adesão e da fé que os respetivos crentes nela depositam, sendo certo que é muito mais difícil acreditar nos valores religiosos e práticas ritualistas de uma religião, que promover e defender o mal, a guerra, a desgraça e a morte.

O homem “sapiens” e “tecnologicus”, deste novo milénio, tem condições para compreender, harmonizar e elaborar novas regras de boa-convivência interpares, adotar atitudes tolerantes, solidárias, com a elevação espiritual que o caracteriza.

A dimensão religiosa poderá ser mais um traço distintivo que eleva o homem a uma condição superior, relativamente aos restantes animais, estimulando-se, por isso mesmo, o seu empenhamento nas práticas e intercâmbios religiosos.

A consciência religiosa de cada indivíduo humano, certamente que contribui para se atingir uma certa paz espiritual, se se preferir, a verdadeira felicidade, naquilo que ela tem de mais sublime: a amizade pura, baseada num verdadeiro Amor, qualquer que este seja, a lealdade, o carinho, a cumplicidade, a sinceridade, a tolerância, a gratidão, a humildade, a coesão entre as pessoas, a tranquilidade, a harmonia e uma profunda autoconfiança nos valores divinos.

 

Bibliografia

 

SENTINELA, 2006: Vol.127, nº 17

 

 

 

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