sábado, 14 de fevereiro de 2026

NAMORAR TODA A VIDA.

 Nas paragens mais longínquas e quentes do planeta, já lá vão cinquenta e cinco anos, dois jovens encontraram-se, por acaso. Ela, muito nova, praticamente, saída da adolescência, belíssima e extremamente bem constituída, enquanto mulher; ele, um jovem, com alguma idade superior a ela, com formação, militar e, desde logo, ficou encantado, pois aos seus olhos, teria descoberto a “fada dos seus sonhos”. Naturalmente que ambos se apresentaram. Estavam na moradia dela, mas isso não impediu que, desde logo, iniciassem uma conversa, tendo escolhido para tema, o “Dia dos Namorados”.

Neste dia, tão importante para quem verdadeiramente está apaixonado ou, pelo menos se gosta muito, todas as manifestações de carinho, de atenção, gentileza e, sobretudo, de inequívocas: solidariedade, amizade, lealdade e gratidão, nunca serão demais, pelo contrário, são necessárias.

Naturalmente que não deveria ser apenas no “Dia dos Namorados”, portanto, uma vez por ano, mas sim todos os dias, porque sentimentos tão dignificantes, quanto maravilhosos, são para serem revelados, exercitados à/e para a pessoa de quem se gosta, que se ama e, igualmente, se possível, vice-versa, porque a retribuição de um amor, é como uma bênção que se deseja receber da pessoa que se ama.

Na verdade, a dimensão sentimental da pessoa humana será tão relevante e necessária quanto a sua faculdade racional. A relação interpessoal que deve existir no seio da sociedade é um fator de estabilidade, mas antes dessa grandeza societária, determinados princípios, valores e sentimentos têm de estar em nós, partir de nós para os outros e nestes, a começar na família, porque é nesta instituição que se funda a sociedade, com tudo o que ela comporta, de melhor ou de pior.

Com efeito: «A conexão entre as pessoas só é plenamente exercida quando a intimidade é vivida pela expressão clara dos sentimentos. Elas não eram capazes de experimentar a intimidade sem uma maior clareza no coração (…). A intimidade que vem de um coração puro é essencial no relacionamento de um casal.» (BAKER, 2005:130).

Viver este dia consagrado aos Namorados consiste em assumir atitudes de quem, por exemplo, pela primeira vez faz juras de “amor eterno” formulação e/ou renovação de promessas e, no caso de amigos íntimos, o compromisso de reforçar a amizade, demonstrar que realmente queremos estar com a pessoa de quem sinceramente gostamos e que, igualmente, desejamos a sua retribuição, eternamente.

Cada vez se torna mais difícil viver “Eternamente Enamorado”. As Bodas de Ouro”, são cada vez mais raras, vários são os obstáculos, verdadeiros ou imaginários, que se colocam a muitos casais, talvez porque o amor não foi sendo “regado”, acarinhado, aprofundado e consolidado.

Diz a experiência deste casal, já bem maduro, que o amor verdadeiro, “entranhado” nos seus corações, nas suas consciências não “morre” por “dá cá aquela palha”, mas sim porque nem sempre se trabalha bem a comunicação, as cedências têm de ser mútuas, porém, livremente assumidas, sem constrangimentos, nem imperativos.

ENAMORADOS ETERNAMENTE, poderá significar uma vida a dois, durante uma existência terrena inteira, porque sempre é possível descobrir, e praticar, novas e aliciantes formas de amar, qual delas, perduravelmente, a melhor. Não haverá nada melhor nesta vida do que amar e se amado, ter um ombro amigo no qual possamos desabafar, chorar e sermos compreendidos, porventura, tolerados e, no limite, PERDOADOS.

 

Bibliografia

 

BAKER, Mark W., (2005). Jesus o Maior Psicólogo que já Existiu. Tradução, Cláudia Gerpe Duarte. Rio de Janeiro: Sextante.

BRIAN L. Weiss, M.D. (2000). A Divina Sabedoria dos Mestres. Um Guia para a Felicidade, alegria e Paz Interior. Tradução, António Reca de Sousa. Cascais: Pergaminho.

 

“NÃO, ao ímpeto das armas; SIM ao diálogo criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”

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Venade/Caminha – Portugal, 2026

Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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TÍTULO DE LORDE, POR MÉRITO CULTURAL” a quem devem ser prestadas as Honras da dignidade atribuída aos membros desta Casa Real de Borgonha – Afonsina, bem como o direito ao uso de armas distintivas. Dado e assinado, no Gabinete do Chefe da Casa Real, em 27 de Dezembro de 2025.

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