domingo, 16 de março de 2025

O LÍDER NÃO DEVE USAR O CARGO PARA GOSTO DAS SUAS VAIDADES.

NOBRES CONFREIRAS/ADES. ILUSTRES AUTORAS/RES. ESTIMADAS/OS LEITORAS/RES. PREZADAS/OS AMIGAS/OS.

Antes de mais espero e desejo muito, que se encontrem de boa saúde, na companhia dos vossos familiares, amigos verdadeiros, colaboradores, leitores. Boa semana. Abraço.

Qualquer liderança, preocupada, apenas, com normas regulamentares, punitivas dos colaboradores, que facilitam suspensões, despedimentos e desgraça, é uma governação cruel, desumana e condenável perante os mais elementares princípios da ética, da moral e dos valores que dignificam a pessoa humana.

Pode-se, portanto, afirmar que: «A doação vem naturalmente quando você se envolve profundamente. É outra face do amor, e isso torna a liderança espiritual um ato de amor. É simples.» (HAWLEY, 1995: 213). Num contexto organizacional, importa valorizar as lideranças que pautam a sua atuação por uma doação espiritual, no sentido de considerar os seus colaboradores iguais ao líder, enquanto pessoas de deveres, de direitos, com identidade e dignidade próprias.

Poderá parecer utópico, inexequível e desvantajoso para a empresa, que nela se tente implementar lideranças espirituais, mas no caso concreto de instituições de base essencialmente religiosa, já se compreende muito bem, e deseja-se que as lideranças tenham uma componente espiritual muito acentuada e, nesse sentido, os responsáveis ajam com bom-senso, com tolerância, com benevolência e compreensão das dificuldades dos seus colaboradores.

Comunga-se da ideia, segundo a qual: «Os bons líderes são: incessante, invariável e regularmente cônscios do Espírito. E toda verdadeira liderança é espiritual, porque o líder busca liberar o melhor nas pessoas, e o melhor está sempre ligado ao nosso Eu superior. Portanto, isso implica a criação de um estado coletivo de constante consciência espiritual, uma fusão contínua entre coisas elevadas e o mundo.» (Ibid.).

O líder que interiorizou em si próprio valores espirituais, para os aplicar na instituição que dirige, normalmente é uma pessoa boa, otimista e grata. A gratidão do líder para com os utentes, colaboradores internos e externos da empresa, é uma mais-valia para o sucesso da mesma, um conforto para todas as pessoas que com ela têm de se relacionar.

Em bom rigor: «A verdadeira liderança traz uma energia oposta (aquela em que o espírito atua, sublinhado nosso). Há luminosidade nela, brotando da gratidão e do otimismo. A tarefa do líder é a criação de nada menos do que uma versão coletiva do “pensamento correto”. Isso traz de novo uma forma de energia para a empresa.» (Ibid.:219).

Como em quaisquer outras circunstâncias, de facto a gratidão é um valor, um sentimento, uma atitude que qualifica muito bem as pessoas com o mais elevado e íntegro caráter: «A gratidão é uma das faces mais brilhantes do amor. É uma apreciação altíssima que inclui muitas ideias espirituais. Livros inteiros, e até mesmo vidas inteiras, foram dedicados a observar o poder imenso da gratidão.» (Ibid.).

É claro que o líder que conduz a sua equipa, que ajuda a enaltecer a instituição, recorrendo aos valores espirituais, também se orienta e comporta como um autêntico defensor dos valores, desde logo, os morais, até porque: «Em última instância, a liderança torna-se moral no sentido de que eleva o nível da conduta humana (…) do líder e do liderado, e assim transforma a ambas.» (James McGregor Burns, in: HAWLEY, 1995:220).

E se a autoridade democrática e benevolente, assim como os valores espirituais e morais, são fundamentais, entre outros que integram uma axiologia humanista, para uma liderança verdadeiramente justa, também há algumas caraterísticas que revelam a superior condição de toda a pessoa e que é a sua faculdade pensante e hoje, primeiro quarto do século XXI, sabe-se que: «O mundo está cheio de gente que parou de pensar por si mesma.» (Joseph Campbell in: HAWLEY, 1995:221).

Hoje, mais do que nunca, as pessoas procuram incessantemente: a saúde, o amor, a ventura, a solidariedade, a lealdade e a gratidão. É obrigação de qualquer líder, tudo fazer para promover, e conseguir, que aqueles desejos legítimos e justos se realizem nos seus colaboradores, porque estes não são, não poderão ser, em circunstância alguma, meros objetos descartáveis que, depois de servirem a instituição, com zelo, lealdade, competência, às vezes durante uma vida, acabam por ser votados ao ostracismo, à indiferença, atirados para a dor, para o sofrimento, e até para a morte.

Sim, é verdade que: «As pessoas devem viver em liberdade e felicidade, como acontece na casa dos pais. A própria essência de seu papel é proteger as pessoas e sua felicidade. Não é fácil garantir a felicidade das pessoas. Você precisa usar vários métodos. Habilidade, inteligência e verdade, todos os três são importantes.» (HAWLEY, 1995:225).

Há líderes que pensam que a vida física nunca mais acaba e, com essa ideia fixa, vivem “infernizando” os seus colaboradores esquecendo-se que: «A cada instante a morte se aproxima de cada criatura. O que você planejou fazer amanhã deve ser feito hoje, de manhã! A morte é implacável. Nunca esperará para ver se seus projetos serão realizados. É importante estar pronto para ela. O mundo é apenas um cortejo que passa.» (Ibid:227).

Por tudo o que fica exposto, pode-se afirmar que o líder não pode, nem deve utilizar o seu cargo para satisfação das suas vaidades, do seu egocentrismo, para domínio e humilhação dos seus colaboradores. Ele tem de ser o primeiro a compreender as dificuldades, a ajudar os que mais precisam, a respeitar as pessoas em toda a sua dignidade, porque ele próprio, seguramente, também exigirá e gostará que os seus superiores, os seus iguais e os seus subordinados o considerem, o estimem e tenham por ele o apreço e admiração que realmente pretende para ele, enquanto pessoa digna.

 

Bibliografia.

 

HAWLEY, Jack, (1995). O Redespertar Espiritual no Trabalho. O Poder do Gerenciamento Dharmico. Tradução, Alves Calado. Rio de Janeiro: Record

 

“NÃO, ao ímpeto das armas; SIM, ao diálogo criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”

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Venade/Caminha – Portugal, 2025

Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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