domingo, 19 de março de 2023

Pai: Companheiro e Cúmplice

 As instâncias competentes internacionais, a propósito da celebração universal do “Dia do Pai”, decidiram que o dia 19 de março de cada ano seria dedicado ao Pai, a todos os Pais, homens, possivelmente, biológicos, adotivos ou por qualquer outra forma legal e legítima, no mundo inteiro, porque na cronologia hagiográfica, aquela data é consagrada a S. José que, juntamente com Maria, serão os Pais adotivos de Jesus.

Todos os anos se homenageiam os Pais, homens, em geral e, em cada família, em cada comunidade o Pai, em particular, sendo certo que este papel notabilíssimo, que alguns homens desempenham, nem sempre é assumido com todas as componentes afetuosas, carinhosas e materiais que implica, designadamente: amor, educação/formação, respeito, responsabilidade para com os filhos.

Ser Pai não é sinónimo, apenas, de ter um filho biológico, ou adotivo, de ter sido parceiro, numa relação sexual, da qual resultou o nascimento de uma criança que, depois, é necessário apoiar, incondicional e permanentemente, ao longo da vida. Ser Pai pressupõe a garantia de um total envolvimento, cumplicidade e proteção, igualmente, a transmissão de conhecimentos, de boas-práticas, de princípios, de valores, de sentimentos e dos melhores exemplos.

Neste “Dia Pai”, não é possível ignorar a imprescindibilidade das funções da Mãe que, naturalmente: sendo relativamente diferentes das do Pai, nalguns casos; e, substancialmente diversas, noutros; elas se complementam, numa tal harmonia e comunhão de objetivos, que os filhos virão a beneficiar, ao longo da vida, desejavelmente, para o bem, para o sucesso deles.

Independentemente do modelo de família: tradicional – um homem, uma mulher -, monoparental, de adoção, de acolhimento, institucional, homossexual, entre outras eventuais possibilidades, o importante é que os superiores interesses: deveres e direitos, da criança, do adolescente, do jovem, do “diferente”, estejam sempre assegurados e, se possível, em permanente melhoria.

E se é certo que, cultural e tradicionalmente, nas diversas sociedades, a educação e a formação dos filhos para a vida, não depende só dos Pais, mas também dos sistemas educativos, culturais, hábitos, tradições, hierarquização profissional histórico-familiar, entre outras condicionantes, também é verdade que sem o apoio motivador e material dos Pais, será muito difícil que os filhos consigam elevados níveis e qualidade de vida.

O mundo está a mudar vertiginosamente, quanto: aos valores, objetivos e meios para os alcançar; as mentalidades de hoje pautam-se por novos e diferentes interesses, dos de antanho, admitindo-se que os conflitos vão continuar, ainda que: cessando numas regiões, porém deflagrando noutras. As consequências que podem resultar da utilização de meios bélicos, cada vez mais sofisticados e mortíferos, ainda não são totalmente conhecidas, porque a seguir à bomba de hidrogénio, provavelmente, outras mais potentes já estarão em construção e/ou prontas para ensaio.

O Pai, tal como a Mãe, tem a obrigação de preparar os filhos para estas realidades e, simultaneamente, transmitir-lhes uma base axiológica sólida para que, um dia, estas crianças, adolescentes, jovens e depois adultos, tenham referências: não só para organizarem as suas próprias vidas; como também, quando no exercício do poder, as possam implementar na comunidade em que se inserirem.

O papel do Pai que não é, portanto, nada despiciendo, pelo contrário, a influência, mais ou menos profunda, que pode vir a exercer no futuro da vida dos filhos é decisiva, para o sucesso pessoal, profissional, espiritual e material dos mesmos, apenas com um pequeno detalhe: os filhos também têm o dever de apoiar os pais, desde logo acatando a sua autoridade, conselhos e orientação, porque sem esta colaboração dos filhos, por mais que os pais se esforcem, jamais aqueles alcançarão o êxito na vida.

Provavelmente, em muitas famílias, as tarefas do Pai e da Mãe serão diferentes, relativamente aos filhos e às filhas, sendo compreensível, talvez desejável que: a Mãe desenvolva, e transmita, determinados conhecimentos para com as filhas; e o Pai para com os filhos. É uma questão de ajuste de compatibilidades e também maior à-vontade.

Neste “Dia do Pai”, importa debruçarmo-nos, um pouco mais, sobre determinadas situações críticas, nas quais o Pai, infelizmente, em muitas famílias, é a figura central, tristemente, o principal protagonista, pelo péssimo comportamento e maus exemplos que comunica aos filhos, a partir do exercício: indevido, injusto, ilegítimo e ilegal de violência doméstica, em todas as suas diferentes facetas.

Fazer um “Ato de Contrição” por parte dos pais, homens, que procedem de forma censurável e inaceitável, pode, para começar, ser uma atitude de grande coragem e reconhecimento dos erros cometidos. Talvez este seja o dia indicado para que pais, homens, insensíveis, violentos e sem sentimentos de amor e afeto pelos filhos, e também pelas mães dos seus filhos, comecem uma nova vida junto dos seus descendentes e da esposa, dando-lhes tudo o que podem, eles merecem e têm direito.

https://www.youtube.com/watch?v=cXFiNiesmgY

 

“NÃO, à violência das armas; SIM, ao diálogo criativo. As Regras, são simples, para se obter a PAZ”

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Venade/Caminha – Portugal, 2023

Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

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TÍTULO NOBILIÁRQUICO DE COMENDADOR, condecorado com a “GRANDE CRUZ DA ORDEM INTERNACIONAL DO MÉRITO DO DESCOBRIDOR DO BRASIL, Pedro Álvares Cabral” pela Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística  http://www.minhodigital.com/news/titulo-nobiliarquico-de

 

COMENDADOR das Ciências da Educação, Letras, Cultura e Meio Ambiente Newsmaker – Brasil

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Diplomado com o título de “Personalidade de Ouro da Terra Lusitana”, no dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, pelo Ministério Evangélico Internacional Valorizando a Vida, como reconhecimento da Comunidade Internacional, das Ciências, Letras e Artes. (2022)

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TÍTULO HONORÍFICO DE EMBAIXADOR DA PAZ, pelos «serviços prestados à Humanidade, na Defesa dos Direitos as Mulheres. Argentina»

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EMBAIXADOR DA PAZ, TÍTULO HONORÍFICO, outorgado pela Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos

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DESTAQUE SOCIAL INTERNACIONAL outorgado pela OMDDH - Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos. 2020.

 

DESTAQUE CULTURAL INTERNACIONAL, outorgado pela OMDDH - Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos. 2020.

 

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domingo, 12 de março de 2023

Educação para a Organização Social

              Enquanto instrumento privilegiado para o desenvolvimento da sociedade, na observância da plena cidadania, a Educação desempenha, de facto, um papel insubstituível. No sistema liberal, que Pinheiro Ferreira tanto defendeu, até pela abolição de todo e qualquer privilégio, aceita-se que o principal ideal de educação é o da Escola, ao serviço de todas as classes, de não estar ao serviço de nenhum credo religioso ou político ou de interesses inconfessáveis.

A Escola e a instrução não devem servir de instrumento àqueles que possuem títulos, dinheiro, tempo para exercerem o poder, porque a Escola deve ser o local de formação do indivíduo, do homem no seu todo: livre, ativo, realizado e cidadão responsável.

Na Escola e na educação que os liberais idealizam, a Filosofia tem uma importância nada desprezível, como de resto deveria acontecer noutros domínios do conhecimento e da formação pessoal. Independentemente de outros veículos, e/ou instrumentos, para a dignificação da pessoa, parece pacífico, e aceita-se, que a Escola se preocupe com o Homem, sem estigmas ou benefícios resultantes da família, classe, religião, política, estatuto social, mas atendendo ao desenvolvimento de cada um, estimulando os dotes inatos, valores intrínsecos, talentos, aptidões e vocações.

A propósito de vocação, o projeto educativo de Pinheiro Ferreira, prevê que o aluno deverá ser encaminhado segundo os seus desejos e aptidões e não por imposição dos pais, porque é a partir dos talentos e vocações individuais que a escola melhor poderá realizar a sua função, aproveitando as qualidades inatas dos seus alunos.

O último quartel do séc. XVIII foi pródigo na reflexão filosófica, com incidência educativa, tendo-se elaborado alguns projetos verdadeiramente aliciantes; algo utópico, é certo, mas que já refletiam, apesar de tudo, alguns dos ideais liberais. Na sequência da Revolução Francesa, Condorcet (onde Pinheiro Ferreira investigou) elaborou um “Plano de Instrução Pública”, cujos pontos fortes assentam em princípios e valores que se recordam:

«(a) Ensinar a todos os cidadãos os conhecimentos necessários ao exercício dos direitos comuns ao gozo da independência, que os colocarão em estado de se conduzirem a si mesmos, sem recorrerem a nenhuma razão estranha: de gozarem seus direitos naturais; de exercerem uma profissão remunerada – em poucas palavras, de não dependerem senão de si mesmos nos actos ordinários da vida económica, intelectual, moral e social. (...) (b) dar a cada um o saber técnico em vista de uma profissão determinada. Esta instrução técnica não deverá ser idêntica para todos. É preciso, ao contrário, diferenciá-la em tantos cursos especiais quantas são as profissões análogas. (...). (c) Assegurar a cada um a cultura que desenvolverá plenamente os diversos talentos pessoais. Para isto é necessário que a instrução varie segundo a sua natureza e potencial, que ela se diversifique, por assim dizer, de acordo com cada indivíduo.» (in: CUNHA, 1978:41-42).

O pensamento europeu, designadamente da França das últimas décadas do século XVIII, influenciou, significativamente, a obra filosófica de Pinheiro Ferreira e, a partir desta toda uma doutrina político-liberal, que ele procurou divulgar e implementar no Brasil, aperfeiçoando-a através de inúmeros escritos.

As ideias educativas de Pinheiro Ferreira procuraram responder à organização social do seu tempo, ajudar a resolver os problemas que então se colocavam à sociedade, e dotar o cidadão de capacidades que lhe permitissem, pragmaticamente, inserir-se numa vida de trabalho. Na escola idealizada pelo luso-brasileiro, não há tanto a preocupação do aluno progredir de graus inferiores para os superiores, mas antes dotar o jovem de conhecimentos técnico-profissionais com alguma polivalência.

A educação a ministrar às crianças, proposta por Silvestre Ferreira, tem, à partida, uma intenção elitista, porquanto prevê a separação entre os que pertencem a classes inferiores e superiores; no entanto, e para evitar arrogâncias aristocráticas assentes num critério hereditário, a separação das crianças é feita em função da graduação profissional de seus pais.

O estatuto social dos chefes de família resulta, em primeira análise, das atividades em que desenvolvem as suas profissões as quais se distribuem por uma hierarquia de doze classes. A separação das crianças assenta no critério de que sendo oriundas de classes diferentes, os hábitos adquiridos por elas também são diversos; por via disso, não seria possível sujeitarem-se todas a um mesmo nível e género de vida. Acresce que a educação física e moral de crianças que pertencem a classes diferentes, também tem de ser diferente.

Nestas circunstâncias e segundo o autor de referência: 

«Não é, pois, justo fazer passar logo da casa paterna para o colégio primário da municipalidade, e a um género de vida mais delicado aquele que até então fora costumado a uma vida mais dura, e muito menos constranger a privações aquele que fora criado em abundância. Cumpre, pois, que as crianças pertencentes a classes inferiores sejam reunidas em colégios puramente municipais, enquanto aquelas que pertencem a classes superiores devem ser educadas sim em colégios de educação primária, mas situados nas cabeças das divisões territoriais de uma categoria tanto mais elevada quanto o for na ordem da hierarquia social a classe a que o aluno pertence”. (FERREIRA, 1834b:457).

Na perspetiva Silvestrina, este modelo adotado para as crianças, com idade de sete anos, corresponderia a uma organização que visava proporcionar um verdadeiro ideal de educação nacional, na medida em que, numa fase posterior do processo educativo, os alunos mais capazes encontrar-se-iam nos mesmos colégios, independentemente das suas origens sociais.

 

Bibliografia

 

CUNHA, Luís António, (1978). Educação e Desenvolvimento social no Brasil. Rio de Janeiro: Francisco Alves Editora SA. Págs. 27-60.

FERREIRA, Silvestre Pinheiro (1834b) Manual do Cidadão em um Governo Representativo. Vol. I, Tomo II, Introdução António Paim (1998b) Brasília: Senado Federal.

 

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terça-feira, 7 de março de 2023

08 DE MARÇO. DIA INTERNACILONAL DA MULHER.

              São muitos os dias nacionais e internacionais que ao longo do ano se evocam e festejam, com a pompa e circunstância que são possíveis. Para cada tema, a efeméride celebra-se no dia que, consensualmente, tem sido aceite, embora, também, já se tenham verificado alterações, como por exemplo em relação ao dia da mãe, todavia, a maioria das comemorações, nos respetivos países e/ou em todo o mundo se mantenha em data fixa.

Estabeleceu-se, internacionalmente, o dia oito de março, para se festejar a importância da Mulher em todo o mundo, para que todos os seres humanos rejubilem e prestem homenagem às Mulheres: elas próprias, incluídas nas homenagens que lhes são, justamente, dirigidas; elas mesmas, o centro de todas as atenções, naquele dia. Incompreensivelmente apenas naquele dia 08 de março de cada ano e não todos os dias, como seria da mais elementar justiça.

Paradoxalmente, aquele dia não é universalmente vivido, sentido e festejado, porque a Mulher, infelizmente, ainda não ocupa o lugar, no seio da sociedade que, por mérito próprio, tem direito, reconhecendo-se, entretanto, que, ainda que timidamente, tenha havido alguma evolução favorável ao reconhecimento da sua dignidade.

Numa visão generalista, e de muito fácil entendimento, pode-se admitir, como regra universal, que a Mulher é a pessoa que primeiro se ama, por quem se tem um grande carinho, a quem se pede refúgio, que dela se recebe amor incomensurável, proteção incondicional, compreensão e tolerância sem limites. Esta Mulher, que a maioria dos seres humanos começa a amar, e por ela a ser amado, é o primeiro porto-seguro, a nossa fonte de alegria, o nosso primeiro e grande amor, é a nossa mãe.

Esta função, este elevado e nobilíssimo estatuto, sublime e inigualável, só a ela pertence, é como que uma bênção divina, uma dádiva do Criador, a admirabilíssima missão de ser mãe, por isso, mas não só, se deveria reconhecer, na Mulher, o seu papel insubstituível, a premente necessidade do reconhecimento da sua importância e da sua dignidade, a Mulher que pelo seu “sexto sentido” consegue, quantas vezes, evitar as piores desgraças e resolver, carinhosamente, problemas extremamente complexos, no seio da família e da sociedade.

Dia internacional da Mulher, pelo qual, em todo o mundo civilizado, os valores do amor, do matrimónio, da maternidade, da dádiva total, se festejam, com mais ou menos autenticidade, sinceridade, respeito e reconhecimento. A Mulher-Filha, a Mulher-Esposa, a Mulher-Mãe, afinal, a Mulher, como que glorificada, merecidamente, afirme-se, desde já, porque ela, que gosta e respeita os pais, que ama o seu companheiro, a mãe extremosa, que gerou e transportou o filho no seu ventre, a Mulher-Trabalhadora que, no limite das suas forças, é capaz de dar a vida por aqueles que verdadeiramente ama. A Mulher em todo o seu esplendor.

Mas a Mulher, enquanto filha, é importante para os seus pais, seguramente, para a sua mãe, também esta Mulher, que ouve da filha todos os seus choros, tristezas, alegrias, aspirações, dificuldades. Como esta Mulher-filha ama a sua mãe, como que numa simbiose de amor, a ela está, demiurgicamente, ligada, mesmo quando a vida é adversa, ela procura na mãe, ou esta na filha, uma interpretação, os conselhos, ensinamentos e compreensão, porque esta filha sabe muito bem que um dia, também poderá vir a ser mãe, e conhece o aforismo popular, segundo o qual: “Filha és, mãe serás, como fizeres, assim receberás”.

Existe, na maior parte das pessoas, uma espécie de cumplicidade entre estas duas mulheres: mãe e filha, e/ou vice-versa. Em oito de março festeja-se o dia da Mulher, não o dia da mãe, nem o da filha (haverá o dia da filha?), não o dia da esposa, não o dia da avó ou de qualquer outro parentesco, o que se comemora é o dia da Mulher, em toda  sua resplandecência, na plenitude das suas capacidades, dos seus valores, dos seus direitos e deveres, dos seus sentimentos, sem dúvida.

É a mulher que está em nossas vidas: mais ou menos profundamente; mais ou menos amada, querida, desejada, protegida, acarinhada; mas também ela protetora, vigilante, trabalhadora, rainha dos nossos corações. Mulher com letra grande, que sabe perdoar, que quando ama se entrega totalmente, sem reservas, com esperança e determinação em conceder a maior felicidade ao ser amado. Mulher que se revela em toda a sua plenitude.

É impossível conceber o mundo sem a mulher, também ela na sua qualidade de esposa, companheira indefetível e amante do seu marido, cúmplice, na vida externa como na intimidade do leito conjugal, conhecedora das dificuldades mais íntimas do seu cônjuge, compreensiva, tolerante nos fracassos e incentivadora para vencer obstáculos.

Mulher que ao lado do seu amor conjugal, com ele enfrenta as adversidades da vida, com ele soluciona a maior parte dos problemas e com ele tanto vive as alegrias, quanto as tristezas. Mulher que não está atrás nem à frente dos êxitos do seu companheiro, mas está sempre ao seu lado, com os mesmos méritos, com idênticas capacidades, com iguais possibilidades de vitória. Mulher que é capaz de dar a vida por quem ama verdadeiramente.

É esta Mulher, enamorada, esposa, companheira que, ao lado do seu ente amado, enfrenta o mundo, sem medos, com firmeza, com amor e com sentimentos nobres. É esta Mulher que sabe guardar, num “cantinho do seu coração”, os mais profundos, quanto notáveis e sublimes sentimentos, que jamais praticará qualquer ato de deslealdade contra a pessoa que, autêntica e intimamente ama ou, ainda, que admira, gosta, acarinha ternamente a quem ela sabe que lhe quer bem, que também aprecia e ama com respeito e preocupação.

 

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sábado, 4 de março de 2023

Mãe: Mulher Querida

 Todos os estatutos, nas diferentes áreas societárias, têm a sua relativa importância, hierarquizando-se, por vezes, um conjunto, mais ou menos vasto, nos diversos contextos da vida: pessoal, familiar, social, cultural, político, religioso, social, empresarial, entre muitos outros, todavia, colocar, no topo da pirâmide, a condição de Mãe, parece não ser preocupação de maior, muito embora se estabeleça um dia, apenas um, no ano, para recordar a detentora do mais elevado estatuto, a par do pai que, numa sociedade culta e ciente dos seus valores, certamente, festeja.

A fixação de “Dias”: nacionais, internacionais e/ou mundiais, vem sendo uma prática corrente e, poder-se-á afirmar que, praticamente, cada dia do ano, tem um simbolismo específico, que alude a um acontecimento, a uma figura, ou à descoberta de uma solução para uma determinada situação, ou ainda, às ciências e às diversas atividades humanas, como por exemplo, os “Dias” alegóricos: ao Trabalhador, à Filosofia, à Música, entre outros pelo meio, para chegarmos ao “Dia da Mãe” que, na circunstância, é o que mais importa na presente reflexão.

Quando nos referimos às mães em geral e, particularmente, à nossa Mãe, seguramente que nos invade um profundo sentimento de amor, um carinho sem limites e um imenso respeito, de resto, é a atitude responsável, mas também de gratidão, que devemos manifestar, perante e para com aquela Mulher que, para nos defender, seria capaz de dar a própria vida.

O “Dia da Mãe”: para muitas pessoas, até passa despercebido; para outras, é mais um dia em que os órgãos da comunicação social dão algum destaque; e para outras, é um dia que dedicam à Mãe, com algum convívio, uma possível “prendinha” e, finalmente, há aquelas pessoas que, realmente, este dia apenas culmina outros trezentos e sessenta e quatro de amor, de dedicação e carinho à sua Mãe, não lhes sendo necessário este dia para mostrar que amam aquela que lhes deu a vida.

A condição de Mãe, contudo, por si só, é superior a quaisquer iniciativas para atribuir à “Mulher-Mãe” um dia por ano, para ser recordada, sendo certo que de nada vale tal evento, cerimónias alusivas, discursos muito bem elaborados, com grande eloquência, se depois, ao longo do ano, essa mesma Mãe não tem recursos mínimos para alimentar, educar, agasalhar e proteger os seus filhos.

Quando se interroga uma pessoa, sobre o que pensa, o que faz, o que deseja, relativamente à sua Mãe, as respostas, invariavelmente, e na sua maioria, vão no sentido de se defender o melhor do mundo para a ela, de revelar que se ama aquela Mulher, como a nenhuma outra, e que ela representa o que de melhor pode haver no universo, para aqueles filhos. Claro que não se duvida que ter a Mãe como nossa protetora, confidente e companheira, será o máximo a que talvez possamos (e devamos) aspirar.

Apesar do estatuto de Mãe, provavelmente, entre muitos outros, ser o mais sublime e dignificante para a Mulher, convém não ignorar que, nem todas as mães (como nem todos os filhos), poderão ser motivo de tão distinta honra, porque também existem aquelas (felizmente muito poucas, que são a exceção) que, perante um conjunto de alegadas “razões”, abandonam os seus filhos e, no limite extremo, talvez no desespero, de uma situação complexa, os abandonam ou assassinam.

A verdade, porém, é que descontadas aquelas terríveis exceções, a mãe é um fator de estabilidade, de fiel da balança, de moderadora no seio da família, assumindo-se, carinhosamente, como a defensora dos filhos e até do marido, quando a razão está de um dos lados, admitindo-se que, por vezes, se incline um bocadinho mais, na defesa dos filhos, principalmente, dos mais frágeis, o que até é bem compreendido pelo marido, especialmente, quando este ama, sem reservas a esposa e os filhos, quando a coesão, o amor, o respeito e a felicidade da família, são valores consistentes e a preservar.

A família tem sido, ao longo da História da Humanidade, a base fundamental para a constituição e organização da sociedade, por isso se faz, em algumas circunstâncias, como que uma analogia, no sentido de qualificar o tecido societário, em função das famílias que o integram, ou seja: os princípios, valores e sentimentos, experienciados no seio das famílias, passam para a sociedade, muito embora aqueles, a partir das suas instituições, desde logo a Igreja, a escola, a empresa, os meios de comunicação social, também exerçam forte influência nas famílias.

É por isso que o papel da Mãe é tão importante, e como cada vez mais se torna necessário que ela esteja bem preparada, para transmitir aos seus filhos, não só os bons exemplos dos valores da: honradez, reputação, dignidade; como também toda uma arquitetura axiológica, compatível com uma cultura fortemente humanista. Por vezes afirma-se que “quem não é na família, também não o será na sociedade”, significando tal assertiva que: quem não for educado, correto, respeitador e organizado nos seus relacionamentos, esse comportamento poderá ficar a dever-se ao que vive ou experienciou no contexto familiar, não significando que esta situação seja a regra

E se o casal – Mãe e Pai – são fundamentais na criação e encaminhamento dos filhos, na preparação para eles enfrentarem os muitos obstáculos que a vida lhes vai colocar, não há dúvida que a Mãe terá, quase sempre, uma grande influência na educação dos filhos, o mesmo é dizer, na construção de uma nova sociedade, mais humana, tolerante, moderadora, justa e segura.

Para além das muitas outras funções, que a Mulher vem desempenhando: na família, no trabalho, na sociedade, nas instituições, é indispensável que esta dimensão materna a eleve a um nível máximo, porque ela, com todas as suas qualidades, que são imensas, é dotada de uma espécie de sexto sentido, de pressentimentos que, muitas vezes, acabam por se confirmar: para o bem; ou para o mal, ela que tem uma capacidade infinita de amar, de sofrer; ela que é única e insubstituível; ela que é o símbolo da proteção, do amor e da felicidade

No “Dia da Mãe”, quantos filhos suspiram de saudade, de dor e de sofrimento por já não a terem fisicamente? Quantas Mães, identicamente, vivem em total nostalgia, sofrendo e deplorando a perda de um filho? Esta dimensão, avassaladoramente amorosa de uma Mãe, não é equiparável a nenhuma outra situação, por isso a obrigação moral de todos os filhos, é tudo fazerem para darem o melhor às suas mães.

É importante comemorar, uma vez por ano o “Dia da Mãe”, dedicar-lhe um pouco de tempo, para com ela partilharmos o nosso amor e ela, igualmente connosco, mas seria muito mais significativo e justo, se dedicássemos às nossas mães trezentos e sessenta e cinco dias todos os anos, sempre com maior empenho, dedicação e apoio ao seu bem-estar.

Costuma-se dizer que: “Mãe há só uma; mulheres há muitas”, mas neste dia que lhe é consagrado, também devemos ver nela a Mulher que é: filha, irmã, namorada, companheira, esposa, mãe, avó, amante – mais no sentido da mulher que ama verdadeiramente, não no conceito de infidelidade -.

Ela, a Mãe Querida que pelos seus filhos é capaz de dar a vida, deve ser amada em todos os seus inúmeros papéis, porque antes de ser Mãe: foi, é e será sempre Mulher, com imensas faculdades, as quais coloca ao serviço da família e da construção de uma sociedade e de uma humanidade culta e feliz.

É claro que a Mãe, tal como o Pai, sejam biológicos, ou adotivos, construindo uma família natural, desempenham e têm papéis relativamente difíceis, nestes tempos conturbados, onde as dificuldades, de vária ordem, impedem, muitas vezes, que a Mãe tenha condições materiais para criar os filhos, como moral, legal e legitimamente eles merecem, e têm direito, mas, ainda assim, ela faz autênticos “milagres”, para que nada lhes falte.

Hoje, quem tem uma Mãe, pode-se dizer que tem tudo o que de melhor há neste mundo, porque poucas, muito poucas, serão as pessoas que têm as virtudes de uma Mãe, que é capaz de doar, partilhar, arriscar a vida, para ver bem nessa mesma vida e/ou salvar o filho.

Hoje, como todos os anos neste dia, é o “Dia da Mãe”, daquela Mulher que durante muitos meses carregou, amorosa e cuidadosamente connosco no seu ventre, por vezes sofrendo psicológica e fisicamente, mas, simultaneamente, vivendo feliz, alegre e realizada, porque ser Mãe é o desejo supremo que a maioria das Mulheres pretende concretizar. Por tudo isto, preservemos, respeitemos e amemos as nossas Mães porque elas são únicas e infalsificáveis.

 

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domingo, 26 de fevereiro de 2023

Evolução Profissional

 Qualquer que seja a atividade profissional, a esmagadora maioria dos trabalhadores aspira, muito legitimamente, a uma progressão positiva, regular e reconhecida, ao longo do seu percurso ao serviço de uma determinada instituição. Nem seria justo que um trabalhador admitido com uma categoria, nela permanecesse o resto da vida. Sempre terá de haver uma evolução na organização hierárquica, seja nas chamadas carreiras verticais, seja nas horizontais.

A estagnação numa carreira profissional: por um lado, tornar-se-ia desmotivante e prejudicial para o trabalhador, para a instituição e para o público, sejam utentes, consumidores dos serviços e produtos, respetivamente; por outro lado, joga-se, também, a dignidade, o estatuto socioprofissional e o prestígio que são devidos a toda a pessoa que desenvolve uma atividade profissional.

Os servidores do Estado, qualquer que seja o nível da Administração: central, regional ou local, não podem ser prejudicados em relação a outros trabalhadores em geral, muito menos entre eles, enquanto servidores de um mesmo “patrão”, porque uma base remuneratória, comum a todos, seria o ideal, bem como a maior uniformização de categorias e carreiras profissionais.

Lamentavelmente, tanto quanto se ouve comentar, nem todos os trabalhadores desse mesmo patrão – o Estado –, têm as mesmas oportunidades de progressão, uma equivalência de salários, regalias e benefícios sociais, comentando-se, por exemplo, que os funcionários da administração local, comparativamente com os seus colegas de nível central e cargos de confiança política, estarão extremamente mal remunerados, e com regalias emolumentares e outros benefícios bem inferiores, quando os têm, o que a ser verdade, constitui uma inaceitável injustiça, que o Estado, como pessoa de bem que é, certamente, procurará resolver o mais rapidamente possível.

Naturalmente que certas atividades, profissões, responsabilidades e condições de trabalho são consideradas de risco, para as quais se exige um nível diferente, superior e até especializado, para o bom desempenho das respetivas funções, para o que existem os correspondentes estatutos profissionais, porém, alguns, totalmente desatualizados e até incompatibilizados com as exigências da vida contemporânea, até porque é o próprio Estado que dita as regras, impõe o seu cumprimento, precisamente porque: por um lado, também ele tem de estar modernizado; por outro lado, porque as pressões da denominada sociedade civil são cada vez maiores e complexas.

Por isso, quando a entidade patronal exige, tem de, ela própria, cumprir com a sua parte, na circunstância, remunerar, formar, criar condições e perspetivas de carreira profissional para todos os seus servidores, sem discriminações negativas, considerando, obviamente, as exigências e demais requisitos que são inerentes a cada categoria e/ou cargo. Naturalmente que não se pode pagar o mesmo salário a um médico e a um auxiliar administrativo, por exemplo, porque: os requisitos de admissão e execução das tarefas são bem diferentes; e, claramente, as responsabilidades, também são díspares, entre estas duas situações profissionais.

Analisando, contudo, categorias similares, com níveis de habilitações idênticos, responsabilidades equiparadas e perfis profissionais semelhantes, como por exemplo, um assistente administrativo principal de uma Câmara Municipal, de uma Repartição de Finanças ou de um Tribunal, entre outras situações, minimamente analisáveis, possivelmente extrair-se-iam algumas ilações, que poderiam apontar para diferenças salariais, progressão na carreira, benefícios extrassalariais, como emolumentos e outros de natureza idêntica e, eventualmente, outras regalias, em favor de uns e, inaceitavelmente, em prejuízo de outros.

Nestas circunstâncias o que será injusto é o que se refere ao funcionário que está em piores condições, que tem fracas ou nenhumas perspetivas de carreira e que está desvalorizado. Não se defende aqui, nem em nenhum outro momento, que se retirem benefícios e boas condições de trabalho a quem já os possui, bem pelo contrário, será de inteira justiça que se atribua tais melhorias a quem ainda não as possui, ou seja: não nivelar por baixo; sim, puxar para cima quem está em baixo.

As Autarquias Locais, habitualmente e por força das vastas e complexas competências legais que lhes estão consignadas pela legislação, são um dos grandes empregadores de âmbito nacional e dispõem, seguramente, de funcionários altamente especializados, para poderem dar resposta às solicitações das respetivas comunidades, integrando nos seus quadros de pessoal, técnicos dos mais diversos ramos da tecnologia, dos saberes, da ciência e da intervenção social.

Compete, indiscutivelmente, ao executivo camarário valorizar e dignificar os seus trabalhadores, concedendo a todos as oportunidades de progressão, após reavaliações periódicas, enquadramento e atribuição de novas funções, responsabilidades com os consequentes benefícios financeiros nos salários, e outras compensações legais, a que venham a ter direito.

A reavaliação dos funcionários, em circunstância alguma poderá ser efetuada a partir de critérios pessoais de simpatia, amizade, ideologia, pagamento de favores, nepotismo ou quaisquer outros instrumentos que colidam com os princípios da legalidade, da competência, do mérito, da assiduidade, da pontualidade, da atualização, da lealdade, do espírito de equipa e da cultura da instituição.

Várias e convergentes podem ser as competências pessoais, profissionais e essenciais que devem ser consideradas na seleção, admissão, avaliação e reavaliação dos funcionários, os quais, e já nesta qualidade, não podem (nem devem) acomodar-se ao cargo, esperando, calmamente, pelo fim do mês, porque: «O conhecimento e as tecnologias ficam rapidamente obsoletos hoje em dia. Como consequência, o tempo requerido para reciclagem técnica e profissional diminui cada vez mais. É preciso que todos se conscientizem de que a necessidade de estudar é agora permanente e de que desenvolver a disposição e capacidade de aprender e desaprender é uma exigência do mundo atual.» (RESENDE, 2000:104).

 

Bibliografia

 

RESENDE, Enio, (2000). O Livro das Competências. Desenvolvimento das Competências: A melhor Autoajuda para Pessoas, Organizações e Sociedade. Rio de Janeiro: Qualitymark

 

 

“NÃO, à violência das armas; SIM, ao diálogo criativo. As Regras, são simples, para se obter a PAZ”

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Venade/Caminha – Portugal, 2023

Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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