domingo, 6 de janeiro de 2013

Um Mundo com Ética


Atualmente a Ética terá de ser a disciplina nuclear em todos os currículos escolares, sejam de natureza técnica, cultural ou científica. Há que ressuscitar a moral fundamental de há dois milénios. Urge dinamizar as Igrejas no mundo, no sentido da concretização da mais íntima união da Igreja com toda a família humana, porque ela é a vocação do homem, porque o homem é criado à imagem de Deus e Este é Supremo Bem, cúpula celestial de todas as cúpulas terrenas.
É dever dos crentes cooperarem na construção da ordem internacional, com verdadeiro respeito pelas liberdades legítimas e na amigável fraternidade de todos. A salvação do mundo poderá residir na capacidade de intervenção ética dos crentes, sem fanatismos, sem complexos, sem preconceitos, mas, antes, numa abertura antropológica, com novos estilos de vida do homem, como autor de cultura; permanentemente promovendo o progresso cultural, com fé, em obediência à mensagem religiosa; em harmonia entre os diversos estratos humanos, enfim, numa verdadeira filosofia ético-social e política.
A prevalência da dignidade humana não é incompatível com o desenvolvimento da vida económica, social e política, bem pelo contrário, este progresso é, apenas, um dos aspetos caracterizadores da condição humana, porque o homem é o único ser capaz de, técnica e conscientemente, viver numa ordem económica e social.
Certamente que em tal crescimento: coexistem o luxo e a miséria; a opulência e a escassez; o poder e a submissão; a justiça e a iniquidade, e isto, precisamente, porque o homem não tem querido assumir as posições coerentes com o seu elevado estatuto, isto é, o homem do poder, da decisão, titular dos meios, ainda não pôs ao serviço da comunidade em geral, todas as potencialidades do progresso científico, técnico e económico.
A finalidade fundamental da produção não poderá ser, apenas, o mero aumento de produtos, nem o lucro, nem o poderio, mas o serviço de homem, do homem total, em ordem às suas necessidades materiais, às suas exigências intelectuais, morais, espirituais e religiosas, independentemente da sua posição geográfica, raça, credo ou política.
No aspeto económico é candente uma solução para o problema do controle do respetivo desenvolvimento, sem submissão a grupos ou indivíduos poderosos, bem pelo contrário, é necessário que em todas as plataformas da sociedade intervenham, na sua direção, o maior número possível de pessoas.
A irradicação das desigualdades económicas é outra das medidas que terá de ser imediatamente tomada, para satisfação das exigências da justiça e da equidade, evitando-se toda e qualquer discriminação, quanto às condições de trabalho e remuneração.
É preciso adaptar todo o processo de trabalho produtivo às necessidades da pessoa humana e às formas de vida, protegendo-se, desde logo, e em primeiro lugar, as mães, atendendo ao seu profundo contributo para a harmonia familiar e na preparação daquela/e/s que, no futuro, serão dirigentes das respetivas comunidades e, finalmente, considerando o sublime estatuto materno que assiste à mulher.
A construção de uma nova comunidade internacional, passa, assim, por profundas alterações da sociedade, na qual devem desempenhar papel preponderante todas as pessoas de Boa-Vontade, desligadas das correntes pseudo-progressistas, mas ávidas de concórdia, gananciosas pela paz, lutadoras pela prosperidade, combatentes contra a fome, a doença, a miséria, enfim, guerreiras da paz.
Seguramente que tais pessoas não são providenciais, elas existem em todos os cantos do mundo, em todas as raças, em todas as religiões. Certamente que a maioria dessas pessoas são fieis depositárias da palavra de Deus, seguidoras da mensagem Divina.
Naturalmente que o foco de irradiação deste movimento ressuscitador da palavra divina é a Igreja e o Diálogo entre as pessoas e a edificação do mundo para o Supremo e Absoluto Bem: Deus. 
 
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
 
Portugal: www.caminha2000.com (Link Cidadania)

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