segunda-feira, 1 de junho de 2026

A CRIANÇA E A SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA.

               Se as pessoas adultas são consideradas como um dos mais valiosos e rentáveis recursos naturais, ao serviço de quase todos em geral, e de cada qual em particular, então as crianças são a garantia desses recursos, a reserva mundial, com a vantagem de que poderão ser muito melhores, em todos os sentidos, do que as atuais gerações mais velhas.

As crianças são um tesouro de valor inestimável que, devidamente instruídas, em todas as suas capacidades, contribuirão para a riqueza das nações, justamente, através da sua educação e formação. A sociedade contemporânea, pela atuação dos seus máximos representantes: políticos, empresários, familiares, e religiosos, terá um papel preponderante na defesa das crianças que, como se sabe, são vítimas das maiores atrocidades: físicas, psicológicas éticas e morais.

As crianças de hoje, em muitas partes do mundo, tal como ocorreu durante a Revolução Industrial, continuam a ser exploradas, para diversas finalidades, incluindo o enriquecimento material de indivíduos sem valores ético-morais, sem escrúpulos. São milhões de crianças a sofrer abusos de toda a ordem, vítimas inocentes: da pedofilia, da prostituição, da guerra, da fome, do analfabetismo, da falta de cuidados de saúde, de habitação, de educação e formação, enfim, de amor.

Crianças que são um estorvo para muitos progenitores, uma despesa para certos governantes, um negócio, quando ainda sob a forma de feto, sem culpa formada, são assassinadas, a troco de intervenções clínicas, bem pagas. Mas, afinal, o que se pode afirmar, com segurança, é que nenhuma criança: a) pediu para nascer; b) escolheu os seus pais; c) cometeu qualquer crime. Então porque se condenam as crianças às penas mais degradantes, incluindo o castigo capital – a morte –?

Apesar de existir um quadro negro, felizmente, não generalizado, acerca da situação de milhões de crianças, na sociedade atual, também é verdade que, em bastantes países, muito se tem feito pela dignificação da criança, pela sua valorização moral e espiritual e pela sua preparação para a vida ativa, no futuro. É verdade que, em geral, existe uma forte sensibilidade para a proteção dos “superiores interesses da criança”. Mas será que existe?

Os países mais desenvolvidos têm, desde há várias décadas, apostado tudo na educação e formação das crianças e dos jovens (também nos adultos), e o que se verifica, sem grande esforço científico, é que nesses países o nível e qualidade de vida da população são de excelência.

O investimento nas crianças é a melhor estratégia para um mundo melhor, um futuro promissor que pode beneficiar: a humanidade em geral; e muitos dos atuais responsáveis, aqueles que pertencem a gerações novas, mas já no “Poder”, que se tiverem uma visão estratégica para a construção de uma humanidade mais afetivista, investem numa educação com objetivos diferentes.

Na verdade:

«Entretanto a escola deverá e muito rapidamente sofrer grandes transformações para redefinir sua missão, hoje tão voltada exclusivamente para transformar crianças e jovens em eficientes prestadores de qualidade de mão-de-obra para o mercado do trabalho, hoje tão erroneamente endeusado, para concomitante e eficazmente ensinar um humanismo prático e direto, de forma que em poucas gerações comece a surgir um novo homem e uma nova mulher, mais afetivamente equilibradas e distanciadas dos pontos extremos e exacerbados que foram levados a viver, em decorrência de ensinamentos falhos e incompletos …» (COLETA, 2005:19).

A sociedade contemporânea não pode perder mais tempo, deverá iniciar o processo de recuperação de todas as crianças, a começar por aquelas que estão sendo vítimas dos maiores atropelos aos seus direitos, consagrados em numerosos documentos, subscritos pelas mais altas instâncias internacionais.

Olhar as crianças como um futuro mais promissor e humano, porque elas estão na idade de tudo receberem, qual recipiente vazio, que se pode encher com o que se desejar, qual tábua rasa de cera, onde se pode escrever tudo, sem prejuízo do exercício da sua criatividade, espontaneidade e liberdade.

As crianças devem ser preparadas para o seu próprio futuro e também do dos seus descendentes, podendo e devendo, eventualmente, beneficiar os próprios progenitores. A sociedade atual é responsável pela degradação de milhões de crianças, pelo que deve assumir um novo comportamento, no sentido de as resgatar da humilhação a que elas vêm sendo submetidas.

Esta nossa sociedade, tão avançada científica e tecnologicamente, não se deve envergonhar de assumir as responsabilidades do estado degradante em que se encontram milhões de crianças por esse mundo, de resto, em todas as nações há “pingos sujos” a mancharem o lençol branco da inocência destas crianças.

BIBLIOGRAFIA

COLETA, António Carlos Dela, (2005). Primeira Cartilha de Neurofisiologia Cerebral e Endócrina, Especialmente para Professores e Pais de Alunos de Escolas do Ensino Fundamental e Médio, Rio Claro, SP – Brasil: Graff Set., Gráfica e Editora

 

“NÃO, ao ímpeto das armas; SIM ao diálogo criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=924397914665568&id=462386200866744

 

 

 

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

 

site@nalap.org

http://nalap.org/Directoria.aspx

http://nalap.org/Artigos.aspx

https://www.facebook.com/ermezinda.bartolo

diamantino.bartolo@gmail.com

http://diamantinobartolo.blogspot.comhttps://www.facebook.com/diamantino.bartolo.1

  

TÍTULO DE LORDE, POR MÉRITO CULTURAL” a quem devem ser prestadas as Honras da dignidade atribuída aos membros desta Casa Real de Borgonha – Afonsina, bem como o direito ao uso de armas distintivas. Dado e assinado, no Gabinete do Chefe da Casa Real, em 27 de Dezembro de 2025.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=3280847158747673&set=pcb.3280849792080743

https://www.facebook.com/photo/?fbid=3286626388169750&set=pcb.30113390628317777

  

TÍTULO NOBILIÁRQUICO DE COMENDADOR.

CONDECORADO COM A “GRANDE CRUZ DA ORDEM INTERNACIONAL DO MÉRITO DO DESCOBRIDOR DO BRASIL,

Pedro Álvares Cabral” pela Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística

http://www.minhodigital.com/news/titulo-nobiliarquico-de

 

EMBAIXADOR CULTURAL PERPÉTUO. BRASIL. ANGOLA. CABO VERDE. GUINÉ BISSAU. MOÇAMBIQUE. S. TOMÉ E PRÍNCIPE. EMBAIXADA CULTURAL BRASIL ÁFRICA. 2025

https://www.facebook.com/photo/?fbid=864391462845141&set=pcb.864391572845130

sexta-feira, 29 de maio de 2026

A JUSTIÇA, NA PARTILHA DA RIQUEZA, É PARTE COMPONENTE DO BEM-ESTAR.

Uma sociedade justa, solidária e livre, certamente facilita o aumento da riqueza material do maior número dos seus cidadãos, desde que bem cedo na vida de cada um, se criem as condições para uma consciencialização coletiva de solidariedade e de justiça.

A distribuição equitativa dos bens materiais pelos cidadãos, quando tais riquezas são património, ou o produto de todos, constitui um imperativo universal, que as pessoas, as instituições e o Estado devem assumir. A distribuição das riquezas (materiais) quaisquer que sejam, conjuntamente com riquezas de natureza subjetiva, como a felicidade, a beleza, a religião e outras, em tudo o que for possível distribuir, seguramente contribuirá para um certo bem-estar geral e individual.

 É claro que as elites, e o Estado é uma elite, no conjunto dos cidadãos que integram os seus diversos órgãos, têm uma posição que: tanto pode ser ajudar a reduzir as diversas misérias; como a agravá-las, sendo insensato e, em muitas situações injusto, excluir ou pretender acabar com tais elites, nem esse é o objetivo do presente trabalho, muito menos o pensamento do seu autor.

A distribuição da justiça implica, necessariamente, regras bem definidas e em todos os bens, que devem ser aplicadas, o contrário, conduziria à arbitrariedade, à parcialidade e, concomitantemente, à injustiça. Riquezas materiais e imateriais estão sujeitas, na sua distribuição, a critérios, habitualmente em função de binómios: existência-necessidade e situação-disponibilidade, também aqueles, assentes em valores ético-morais: liberdade, segurança, propriedade privada, solidariedade, paz, felicidade, obedecem a tais regras na distribuição, que em relação a determinadas riquezas são estabelecidas pelo Estado, pelas instituições, e/ou pelo próprio cidadão, de onde resulta que: «As regras da justiça prescrevem, inclusive, o respeito à liberdade.» (GOMES, 2000: 54).

O direito à justiça, nas suas múltiplas aplicações, não apenas no seu sentido mais divulgado, a justiça dos tribunais, mas em todas as dimensões da vida humana, constitui, por si só, uma riqueza insubstituível e que a par de outras, como a graça de Deus, a saúde, o trabalho, entre, ainda, muitas outras de diversificada natureza, que podem ser mais ou menos desejadas, definem o grau de desenvolvimento e bem-estar de uma comunidade, ou de uma pessoa.

Na circunstância, a justiça na distribuição da riqueza é parte integrante desse mesmo bem-estar, porque as pessoas, consideram-se objeto de um tratamento igual, face àquelas que são iguais, perante a lei. Exigir uma justiça igualitária, indistintamente da situação, necessidade, mérito e contributo de cada um para o bem-comum, tornar-se-ia numa autêntica injustiça, mas viver numa sociedade justa, tendo a justiça como valor orientador, para a distribuição de todas as riquezas materiais e imateriais, implica sólida preparação de todos os intervenientes da sociedade, e a todos os níveis de intervenção comunitária, o que eleva a justiça ao grau de outros valores superiores, porque: «A justiça representa um ideal de hierarquia superior». MACHADO, 1983:55).

A Justiça distributiva das riquezas materiais, e/ou imateriais, deve ser uma prática corrente em todas as elites, cujo exemplo e expoente máximos, se consubstanciam nos detentores dos cargos públicos do aparelho de Estado, seguindo-se, imediatamente, todos os agentes que, de alguma forma, têm um papel a um nível idêntico.

A par de outras medidas político-sociais-económicas, a distribuição justa das riquezas, por todos produzidas, impõe-se como um desígnio universal, que urge iniciar-se, desde já, como o principal contributo para acabar com as maiores chagas que envergonham a humanidade, dotada de recursos nunca antes disponibilizados, mas cada vez mais são manipulados e usufruídos por algumas elites.

Cada pessoa viverá, apenas, uma ínfima parte do tempo que a humanidade terá e já teve. Prepare-se, então, o futuro das gerações que sentem constantes dificuldades, e enfrentam as mais cruéis injustiças. Isto é o mínimo que as atuais gerações, nos diversos poderes: familiar, educacional, formativo, político, empresarial, económico, financeiro, cultural, religioso, têm o dever ético-moral de fazerem.

BIBLIOGRAFIA

GOMES, Maria Cristina Leite, (2000). “Johm Stuart Mill: Felicidade, Justiça e Liberdade, in: Phrónesis, Campinas: PUC-Pontifícia Universidade Católica, Vol. 2 (1) Págs. 49-61, jan./jun., 2000

MACHADO, J. Baptista, (1983). Introdução ao Direito e ao Discurso Legitimador. Coimbra: Livraria Almedina. 


“NÃO, ao ímpeto das armas; SIM ao diálogo criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=924397914665568&id=462386200866744

 

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

 

site@nalap.org

http://nalap.org/Directoria.aspx

http://nalap.org/Artigos.aspx

https://www.facebook.com/ermezinda.bartolo

diamantino.bartolo@gmail.com

http://diamantinobartolo.blogspot.comhttps://www.facebook.com/diamantino.bartolo.1

TÍTULO DE LORDE, POR MÉRITO CULTURAL” a quem devem ser prestadas as Honras da dignidade atribuída aos membros desta Casa Real de Borgonha – Afonsina, bem como o direito ao uso de armas distintivas. Dado e assinado, no Gabinete do Chefe da Casa Real, em 27 de Dezembro de 2025.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=3280847158747673&set=pcb.3280849792080743

                               https://www.facebook.com/photo/?fbid=3286626388169750&set=pcb.30113390628317777

segunda-feira, 25 de maio de 2026

VALORES E PRUDÊNCIA NA VIDA SOCIAL

              Apesar de, alegadamente, se considerar um lugar-comum, a verdade é que o ser humano não consegue viver separado: seja dos seus semelhantes, da natureza e até, em certas circunstâncias e limites, de uma entidade Divina, muito menos, e de ora em diante, terá condições para se isolar, levar uma existência sem estar em permanente contacto com a humanidade, sem se relacionar em diversos contextos e situações da vida, tudo pela simples e verídica razão de que ele é um ser limitado, frágil e degradável, designadamente na sua compleição física e mental.

O relacionamento interpessoal em diferentes âmbitos da sua existência, naturalmente que conduz a diversas situações, através dos: princípios, valores, práticas, sentimentos e emoções que, tanto quanto se julga saber, só ele possui e desenvolve, precisamente no quadro da sua organização social, esta, por sua vez, composta por diferentes e articulados parâmetros, desde logo ao nível da amizade e dos afetos.

Com efeito: «A amizade é a base na qual a consciência grupal é edificada e a cooperação é aprendida e praticada. O sucesso dos esforços de cooperação e consciência grupal depende da qualidade dos relacionamentos entre as pessoas. Sua nação é uma espécie de amizade, sem amizade não há nação.» (SARAYADARIAN, in: CARVLHO, 2007:47).

As relações sociais, nesta sociedade extremamente complexa, competitiva e dinâmica, seja qual for o domínio pelo qual se pretende analisar, tornam-se, por isso mesmo, singularmente difíceis e, por vezes, com elevados níveis de melindre, e/ou então, a partir de estratégias pouco claras, para se atingirem objetivos irreveláveis, recorrendo-se, para tanto, a uma linguagem verbal e não-verbal dos estilos passivo, manipulador e agressivo, enfim, valerá tudo menos o comportamento assertivo, transparente, compreensivo, tolerante e amigável.

No livro da minha autoria: “Valores e Prudência na Vida Social” (2015), que, obviamente não se pretende que seja um manual de práticas impositivas, de afetadas boas-maneiras, mas que se deseja possa contribuir para alertar e sensibilizar as/os leitoras/es, no sentido de se precaverem contra situações que ocorrem, cada vez com mais frequência, no contexto das relações sociais, na medida em que os exercícios, bem elaborados de hipocrisia, cinismo, bajulação, “jogos de cintura”, falinhas mansas, por vezes escondem intenções ética e moralmente condenáveis e são cada vez mais recorrentes.

Ensina-nos a experiência da vida, ao longo de mais de seis décadas, no desempenho de diversos papéis: familiares, académicos, profissionais, políticos, associativismo, sociais, educativo-formativos e religiosos que, por distintas vezes, temos na nossa presença imensos falsos “cordeiros” para se apoderarem dos nossos conhecimentos, influências, apoios e todo o tipo de colaboração que lhes é necessário para alcançarem os seus objetivos, eventualmente, os mais ignóbeis e, quando atingidos, revelam-se verdadeiros “lobos”, que passam a atacar-nos ferozmente, tentando destruir a nossa credibilidade, reputação, e até a própria família, aliando-se, de seguida a outros “lobos” constituindo-se assim em perigosíssimas “alcateias” de lobos humanos.  

 Valores e Prudência na Vida Social não significa, de forma alguma, uma descrença total na sociedade no seu todo, muito menos nas pessoas verdadeiramente humanas, pelo contrário, pretende-se enaltecer a autenticidade, a generosidade, a solidariedade, a amizade, a lealdade e outros valores culturais, éticos e morais, justamente, porque: “nem sempre se diz o que se pensa; e nem sempre se pensa o que se diz”, logo para se evitarem mal-entendidos, ofensas, mágoas, toda a precaução será pouca, porque depois da palavra dita, escrita, caricaturada ou por qualquer outro meio divulgada, as consequências serão imprevisíveis, por tudo isto, é fundamental que exista uma excelente base para se desenvolver e consolidar relações sociais do mais elevado nível civilizacional.

Valores e Prudência na Vida Social” deverá revelar-se como sendo um comportamento a praticar-se permanentemente, não só como um processo de inquestionável transparência, como também numa perspetiva de autodefesa, na medida em que: «Descobrir os pontos fracos e fazer com que eles não se tornem flancos, dando margem a investidas danificadoras, é uma missão difícil mas necessária. É pela fraqueza que se escraviza e manipula um cargo, função ou sentimento. Isso ocorre de diversas maneiras – a mais comum é a chantagem.» (ROMÃO, 2000:70-71).

Na sociedade moderna construída, sempre e alegadamente melhorada, conservada a partir dos seus últimos desenvolvimentos, verifica-se que os relacionamentos interpessoais vão passando para segundos, terceiros e últimos planos. A corrida ao TER, ultrapassa a meta do SER, as ambições pessoais, e de grupo, quantas vezes ilegítimas e ilegais, praticamente, não têm limites: «A competição é antissocial, hoje e outrora, porque implica a negação do outro, a recusa da partilha e do afeto. A sociedade moderna neoliberal, especialmente o mercado, se assenta na competição. Por isso é excludente, desumana e faz tantas vítimas. Essa lógica remete-nos a uma sociedade enferma que impede o bem-estar dos seres humanos, já que lhes nega a sua satisfação essencial.» (MATURANA, in: CARVALHO, 2007:53).

Seja qual for o enquadramento em que a pessoa humana se coloque, a verdade é que cada vez se torna mais necessário adotar uma firme e leal “Prudência na Vida Social”, sem subterfúgios nem hipocrisias, porque será suficiente revelar que a maioria das situações, com que se é confrontado diariamente exige uma, ainda que muito breve, reflexão, para se poder decidir sobre o que as pessoas e a vida colocam perante cada um, porque resolver o que quer que seja apressadamente, por vezes, conduz a autênticas catástrofes pessoais, grupais, e/ou humanitárias, à escala mundial.

Evidentemente que há situações, atividades, envolvimentos e intervenções cujas decisões: ou se tomam em frações de segundo, com todas as consequências resultantes e a respetiva assunção de responsabilidades, para o bem ou para o mal; ou se protelam tais resoluções para mais tarde, porque é possível adiá-las e até se pode calcular resultados e riscos. Claro que não decidir, no momento, ou nunca, também é uma opção que se coloca, em determinadas circunstâncias.

Valores e Prudência na Vida Social” normalmente revela, por parte de quem é cauteloso, alguma sabedoria, experiência de vida, mas também, em determinados contextos, e com objetivos, inconfessavelmente bem definidos, alguma astúcia, hipocrisia e até deslealdade e, aqui, uma vez mais, dir-se-á que se está perante os tais “cordeiros vestidos de lobos”. Quem tem de se relacionar com este tipo de pessoas, indiscutivelmente que todas as precauções são necessárias e, ainda assim, nunca serão demais.

Importa, portanto, desenvolver, no bom sentido, esta característica, ou capacidade das pessoas, que aqui se designa por “Prudência”, se possível, em todos os domínios da atividade humana, porque permitirá que cada indivíduo tenha as melhores condições para agir com alguma segurança, com benefício para as partes envolvidas e, no limite, para melhorar o relacionamento interpessoal, no seio da sociedade complexa, em que hoje se vive.

Valores e Prudência na Vida Social debruça-se sobre dezenas te temas/situações que, entre muitos outros, fazem parte da vida real quotidiana, para os quais é desejável a máxima atenção, a maior “Prudência” possível, para se evitarem erros, injustiças, discriminações, deslealdades, conflitos, mágoas, sofrimento, dor e, contingentemente, até a morte prematura. Neste trabalho, cuja leitura não obedece a qualquer sequência, também se pretende partilhar experiências de vida, princípios, valores, sentimentos e emoções, que o seu autor tem vivenciado, e/ou de que tem conhecimento direto.

Aconselha a “Prudência” que não se mencionem nomes, que não se identifiquem locais, que não se revelem situações e que se omitam decisões, todavia o recurso à investigação através da literatura conseguida, para os diversos temas, garante, precisamente, a atualidade das afirmações e, prudentemente, demonstra, a quem ler esta reflexão, a importância da moderação, dos relacionamentos assertivos, do não envolvimento com pessoas que, de alguma forma, pelos mais diversos meios, se revelam, com excessiva frequência, muito precipitadas, por vezes com inqualificável indecência, sem respeito pelo próximo, nem sequer pelos amigos, então, nestas circunstâncias, uma vez mais, aconselha a ”Prudência” que nos afastemos delas, porque de contrário, perde-se o que existe de mais valioso na pessoa humana: dignidade, credibilidade, honorabilidade e reputação.

Valores e Prudência na Vida Social é um trabalho que vem na sequência de outros, nomeadamente: “O Desafio de Viver em Sociedade”; “S. Bento: Pescador de Homens”; “Direitos Humanos: Alicerces da Dignidade”; “A Nobreza do Poder Local Democrático” e “Lealdade nas Relações Pessoais”, que versam temas atuais da sociedade, no âmbito das relações humanas, nos seus diferentes contextos, e que antecede outras obras que apontam na linha dos grandes problemas nacionais, em particular, e do mundo em geral.

O conjunto de reflexões que integram Valores e Prudência na Vida Social” pretendem, finalmente, dar testemunho das profundas preocupações que afligem: a humanidade, em geral; e os portugueses, em particular. É, enfim, um muito modesto contributo ao incentivo para o pensamento positivo, a partir da realidade que nos circunda, para as possibilidades de construção de um mundo melhor, uma sociedade mais humana, justa, solidária, fraterna, amiga e tolerante, com Prudência, Verdade, Lealdade, Respeito, Afeto, entre seres que, no fim das suas existências terrenas, terão todos o mesmo destino, a morte, e que, para além dela, fica a pairar o incerto, o misterioso e, possivelmente, para muitas pessoas, o não-retorno, por isso sejamos, generosa e sabiamente prudentes. 

BIBLIOGRAFIA 

CARVALHO, Maria do Carmo Nacif de, (2007). Gestão de Pessoas. 2ª Reimpressão. Rio de Janeiro: SENAC Nacional

ROMÃO, Cesar, (2000). Fábrica de Gente. Lições de vida e administração com capital humano. São Paulo: Mandarim.

 

 

“NÃO, ao ímpeto das armas; SIM ao diálogo criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=924397914665568&id=462386200866744

 

 

 

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

 

TÍTULO NOBILIÁRQUICO DE COMENDADOR. CONDECORADO COM A “GRANDE CRUZ DA ORDEM INTERNACIONAL DO MÉRITO DO DESCOBRIDOR DO BRASIL, Pedro Álvares Cabral” pela Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística http://www.minhodigital.com/news/titulo-nobiliarquico-de

 

PATRONO-FUNDADOR DA ALSPA – ACADEMIA DE LETRAS DE SÃO PEDRO DA ALDEIA - 2026

 

EMBAIXADOR CULTURAL PERPÉTUO. BRASIL. ANGOLA. CABO VERDE. GUINÉ BISSAU. MOÇAMBIQUE. S. TOMÉ E PRÍNCIPE. EMBAIXADA CULTURAL BRASIL ÁFRICA. 2025

https://www.facebook.com/photo/?fbid=864391462845141&set=pcb.864391572845130

 

PRÉMIO ORGULHO PAULISTA DE LITERATURA 2024, NO ÂMBITO LITERÁRIO, SOCIOCULTURAL, HISTÓRICO, PEDAGÓGICO E ACADÉMICO.

https://www.facebook.com/photo?fbid=517339164217041&set=a.436111459006479

 

ACADÉMICO FUNDADOR E TITULAR DA CADEIRA PERPÉTUA N º 1, “AD IMMORTALITATEM” sendo Patrono, o Poeta Luís Vaz e Camões, da Academia de Letras, História e Genealogia da Inconfidência Mineira, – Órgão Cultural da Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira, Correspondente Internacional na República Portuguesa. 2024

terça-feira, 19 de maio de 2026

20 DE MAIO. DIA DA MARINHA PORTUGUESA:

 Altruísmo e Espírito de Missão

Servir na Armada Portuguesa, de facto, não era para qualquer pessoa.

Esta circunstância alimentou, e reforçou a autoestima de um jovem humilde, pobre, mas que não virou as costas a um sonho, lutou, correu atrás dele e venceu, sempre convicto de que seria capaz de atingir este primeiro desiderato na sua vida, foi um pouco como refere o adágio popular: “O homem sonha; Deus quer e a obra nasce”, neste caso, o projeto, concretiza-se.

Um de Abril de mil novecentos e sessenta e seis, data histórica, que prevalece na memória de um cidadão, hoje, pai e avô, que continua a orgulhar-se do privilégio de ter servido na Armada Portuguesa, com total empenho, desvanecimento incontido e, acima de tudo, um grande respeito pelos valores que continuam a orientar todas as pessoas, nas diversas especialidades, com as diferentes patentes e motivações, que excedem todas as expetativas, continuam a “Amar” a nossa Armada.

O lema que continua a orientar a vida deste cidadão: “A Pátria Honrae que a Pátria vos Contempla”.

A escolha, feita há sessenta anos, considera-a, ainda hoje, como sempre, a mais acertada, isto é: “servir a Armada Portuguesa, foi a forma que considerou a mais abnegada, de amar o seu país”, nada pedindo, então, em troca.

No dia um de Abril de mil novecentos e sessenta e seis (que não foi nenhuma mentira), aquele jovem sonhador apresentava-se no Corpo de Marinheiros no Alfeite, onde adquiriria todo o fardamento necessário, para, de imediato, e ainda no mesmo dia, receber a respetiva “Guia de Marcha” e dirigir-se para o Grupo Número Um de Escolas da Armada, em Vila Franca de Xira, onde se processaria a preparação militar dos mancebos, e também dos recrutas, que se prolongou até quinze de Julho DE MIL NOVECENTOS E SESSENTA E SEIS, data do “Juramento de Bandeira”, a que correspondia o fim da recruta.

O contingente de abril de mil novecentos e sessenta e seis era composto por mais de mil homens: cerca de quinhentos e cinquenta, mancebos voluntários, com dezassete/dezoito anos; os restantes, jovens recrutados na idade normal para o serviço militar, com vinte/vinte e um anos de idade.

Na época, cumprir o serviço militar na Armada Portuguesa, como de resto, nos restantes ramos das Forças Armadas, era, naturalmente, uma imposição que pendia sobre todos os jovens Portugueses, todavia, existia a outra alternativa, que já foi identificada: a emigração que, até ao vinte e cinco de abril de mil novecentos e setenta e quatro, era feita sob a “capa” da clandestinidade, com imensos riscos, incluindo perigo de vida, para os Portugueses que optavam por sair do país.

O cumprimento do serviço militar na Armada Portuguesa constituía e, continua a ser, uma incomparável “Escola de Vida Excecional”. Aqui se cultivavam os valores da solidariedade, da camaradagem, da lealdade, do humanismo, do respeito, da tolerância, da compreensão, da disciplina e da entreajuda; nela, na Armada, se cumprem: com rigor, profissionalismo e atualização, as diversas funções que cabem a cada mulher e a cada homem; neste ramo das Forças Armadas o “espírito de missão”, o altruísmo com que se realizam as gratificantes tarefas, por mais “penosas” que possam parecer, é uma constante e uma honra.

A Pátria honrae que a Pátria vos Contempla”.

E não há que ter complexos ao se escrever, e/ou pronunciar a palavra “Pátria”, porque ela significa o Território, a Língua, a História, a Cultura, com as suas tradições, usos e costumes, os objetivos, enfim um Destino comum.

Tudo isto se defende no serviço militar, em geral e na Armada em particular.

É muito importante, para a formação da pessoa, verdadeiramente humana, que, as/os jovens Portugueses, cumpram um período, ainda que de alguns meses, de serviço militar, mesmo que seja em regime de voluntariado, sem prejuízo das suas atividades profissionais, pelo menos em tempo de paz, porque não há melhor escola na vida, do que tudo o que se aprende na Escola Militar.

 

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Patrono Fundador Perpétuo da ALSPA. Cadeira Nº 01

ALSPA – Academia de Letras de São Pedro da Aldeia

sábado, 16 de maio de 2026

Titulares do Poder: responsáveis pelas boas, e/ou más práticas.

 O poder democrático, ao serviço do bem-comum, que o mesmo é dizer, do povo, independentemente dos estatutos individuais, pode constituir um chavão eleitoral, uma utopia, ou uma promessa demagógica em campanha política. O título em destaque seria suscetível de interpretação político-partidária se não se esclarecesse que o termo “socializante” é aqui utilizado na dimensão social do homem, da comunidade e do poder.

Exercer o poder democrático, sem preocupações sociais, também aqui considerando as diversas vertentes da socialização, designadamente: cultura, educação, religião, trabalho, saúde, formação, entre outras, revelaria, por parte de quem o exerce, a grande insensibilidade, e constituiria uma inaceitável injustiça, que não se coadunam com os valores da democracia, entre estes, a liberdade, a igualdade e a fraternidade, até porque o homem é um ser naturalmente social, e não teria condições para viver à margem da sociedade, mesmo que em certas situações pudesse estar muito afastado das normas, regras, condutas e valores societários.

Os titulares do poder: civil, miliar, político, empresarial, religioso, bem como quaisquer outras formas de domínio, serão sempre os primeiros responsáveis pelas boas ou más práticas, no exercício das respetivas funções. Nesta perspetiva, devem preocupar-se com a sua própria formação, e também cultivar um espírito de serviço público social, obviamente, sem prejuízo dos objetivos e finalidades da instituição que dirigem, no contexto da sociedade em que se inserem, porque o poder democrático socializante, no sentido já definido, é compatível com quaisquer atividades, inclusivamente, no âmbito militar, principalmente em tempo de paz.

Se se considerar que toda a pessoa sempre exerce algum tipo de poder, público ou privado, incluindo-se aqui na própria família, rapidamente se pode verificar que, utilizando-se princípios de: sabedoria, prudência, moderação, compreensão, tolerância, respeito e responsabilidade, os resultados serão favoráveis para todos os intervenientes.

Comportamentos sociais, democráticos, virtuosos, estes no sentido da objetividade, das realidades existentes e no relacionamento interpessoal, podem estabelecer a diferença entre: a construção de uma sociedade moderna, humanista, motivada e disponível para abraçar as grandes causas, na prática de atos altruístas; e uma outra sociedade cujos dirigentes enveredam pelo autoritarismo, pela prepotência, pela perseguição e eliminação político-social dos que, ideologicamente, se lhes opõem.

O poder totalitário, persecutório e ditatorial, muito dificilmente reunirá condições que contemplem a maior parte das diversas vertentes sociais: da educação à formação; da cultura ao lazer; da saúde à habitação; do emprego à reforma; da religião à axiologia. Estas práticas despóticas, também se verificam ao nível de muitas instituições, inclusivamente, daquelas que até têm uma natureza religiosa, de solidariedade social, cultural, desportiva e outras similares.

Importa, portanto, destacar as virtualidades do poder democrático, obviamente, sem perda da autoridade que lhe é devida e até vantajosa, aceitando-se a orientação segundo a qual: «A ordem social não pode ser mantida sem autoridade, mas esta não significa força bruta, porque a força bruta é apenas manifestação excepcional de autoridade e não pode ser permanente. (...) Autoridade pessoal é baseada nas qualidades do indivíduo, no seu magnetismo às vezes extraordinário, nos dotes pessoais que possui. É a autoridade exercida pelos líderes pessoais, que conseguem espontaneamente a colaboração dos liderados.» (TORRE, 1983:178-179). 

Em bom rigor, é oportuno destacar que parte significativa do sucesso do poder democrático socializante depende: das capacidades, conhecimentos, experiências e, principalmente, da sabedoria, prudência e sensibilidade dos dirigentes, em particular; e de todos os indivíduos, em geral, para administrar a justiça na repartição dos bens sociais, o que implica um total sentido ético-moral, justamente para que as virtualidades do poder não se desconfigurem.

A justiça é dos caráteres bem formados, prudentes e sensibilizados para as situações que afetam os mais desfavorecidos, os carenciados e os que, de alguma forma, estão marginalizados, porque também é verdade que: «A injustiça é encontrada em todas as partes algumas vezes consequência de ações conscientes de pessoas de má índole ou mal intencionadas, algumas vezes consequência de julgamentos ou decisões parciais ou protecionistas, algumas vezes resultantes de preconceitos e outras vezes, de erros involuntários, deficiências ou ausência de critérios de conceder ou repartir alguma coisa.» (RESENDE, 2000:186).

O poder democrático socializante, que se vem defendendo, naturalmente, e por si só, não será suficiente para implementar e demonstrar todas as suas virtualidades. Ele carece de executores preparados, sensibilizados e competentes na perspetiva dos melhores resultados sociais, com justiça e oportunidade, no tempo e no espaço. E se nas sociedades alargadas, multiculturais, urbanizadas, onde os seus membros se conhecem, ou então serão mesmo estranhos entre eles, outro tanto não se verificará nas comunidades locais ao nível das Freguesias e Concelhos portugueses.

 

BIBLIOGRAFIA

 

RESENDE, Enio, (2000). O Livro das Competências. Desenvolvimento das Competências: A melhor Auto-Ajuda para Pessoas, Organizações e Sociedade. Rio de Janeiro: Qualitymark

TORRE, Della (1983). O Homem e a Sociedade. Uma Introdução à Sociologia. 11ª Edição. São Paulo: Companhia Editora Nacional

 

“NÃO, ao ímpeto das armas; SIM ao diálogo criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=924397914665568&id=462386200866744

  

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

https://www.facebook.com/ermezinda.bartolo

diamantino.bartolo@gmail.com

http://diamantinobartolo.blogspot.comhttps://www.facebook.com/diamantino.bartolo.1

 

TÍTULO DE LORDE, POR MÉRITO CULTURAL” a quem devem ser prestadas as Honras da dignidade atribuída aos membros desta Casa Real de Borgonha – Afonsina, bem como o direito ao uso de armas distintivas. Dado e assinado, no Gabinete do Chefe da Casa Real, em 27 de Dezembro de 2025.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=3280847158747673&set=pcb.3280849792080743

https://www.facebook.com/photo/?fbid=3286626388169750&set=pcb.30113390628317777

 

TÍTULO NOBILIÁRQUICO DE COMENDADOR. CONDECORADO COM A “GRANDE CRUZ DA ORDEM INTERNACIONAL DO MÉRITO DO DESCOBRIDOR DO BRASIL, Pedro Álvares Cabral” pela Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística  http://www.minhodigital.com/news/titulo-nobiliarquico-de

segunda-feira, 11 de maio de 2026

13 DE MAIO. INVOCAR MARIA COM HUMILDADE E GRATIDÃO.


Há momentos na vida de uma pessoa que, independentemente de convicções religiosas, mais intensas, ou não, percebe-se que existe uma outra dimensão, imaterial, metafísica que, no mínimo, nos leva a refletir sobre: o que realmente somos; o que estamos a fazer neste mundo terrestre; de onde viemos e para onde iremos pós-morte biológica?

Questões que, de alguma forma, nos intrigam e nos deixam algo inseguros, porque nos faltam as “certezas rigorosas e técnicas”, a chamada “verdade científica”.

No presente ano de 2026 e, mais concretamente, a treze de maio, celebram-se os cento e nove anos da primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima, aos Pastorinhos, na Cova da Iria, em Fátima. 

Há quem acredite, quem duvide, quem não acredite, ou este tema lhe seja indiferente.

Obviamente que se respeitam todas as posições, como de igual modo se pede que reverenciem as convicções daquelas pessoas crentes que, sem quaisquer dúvidas, aceitam as Aparições de Fátima.

Nesta reflexão, comemorativa de uma data tão importante para os crentes católicos, permitam-me analisar o evento pela perspetiva da Fé em Deus, através de Nossa Senhora de Fátima, na medida em que:

«Fátima é uma das manifestações mais espetaculares da presença de Deus na História da Humanidade ao longo do século XX e com uma clara projecção para o nosso século XXI. Estamos perante um acontecimento que, quer queiramos quer não, faz parte da nossa memória coletiva e da nossa História não só nacional, mas do mundo. A História da Igreja em Portugal, a História de Portugal e mesmo a História Universal não podem ser escritas sem fazer uma referência a Fátima.» (TRINDADE, Manuel de Almeida (Bispo Emérito de Aveiro), in: CARVALHO, 2017:21).

Escamotear, ridicularizar, denegrir e humilhar os crentes cristãos, por estes vivenciarem, intensa e publicamente, a Fé em Nossa Senhora de Fátima, parece configurar uma atitude, incompreensivelmente, preconceituosa, de alegada e infundamentada superioridade racional, como, ainda, para algumas destas pessoas, entenderem que possuem um coeficiente intelectual muito elevado, quando, em boa verdade, no seio da população mundial crente, se multiplicam, precisamente, pessoas do mais alto nível racional e intelectivo, ocupando, na sociedade, posições de imensa responsabilidade, a que ascenderam, justamente, pelas suas inigualáveis capacidades: inatas e adquiridas; pelas competências profissionais e pelas dimensões pessoais: seja no âmbito material; seja no círculo mais íntimo da espiritualidade.

Invocar Maria, todos os dias do ano, todos os segundos da nossa vida, revela humildade, fragilidade humana para a qual pedimos, incessantemente, proteção, porque se a “Fé é que nos salva”, então devemos ser coerentes e não nos recordarmos d’Ela, apenas, quando estamos aflitos, de resto como refere o aforismo popular:

“Só nos lembrarmos de Santa Bárbara quando troveja”.

A dimensão espiritual da pessoa humana, revela-se em todos os momentos da vida, mesmo naquelas criaturas não-crentes, porque sendo elas, igualmente racionais, inteligentes e pensantes, reconhecem, ainda que para si próprias, que existe “Algo” para além de toda a materialidade de que se compõe o corpo humano, e tudo o que o rodeia.

Nesta dimensão espiritual, a figura santificada de Nossa Senhora de Fátima, é incontornável, e pode-se considerar que o seu Santuário, é um dos mais visitados do mundo, com uma afluência de peregrinos, impressionante.

Fátima, “arrasta” multidões de todas as idades, etnias, estatutos, condições socioprofissionais, crentes de todo o mundo, muitos dos quais têm um sonho na vida: visitar este simples, mas imponente, “Altar do Mundo”, o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal.

Com efeito: «É evidente que Fátima tem uma importância especial, única, que não tem outros Santuários. A importância de Fátima deriva da importância da Mensagem, que é, antes de mais, um apelo à fé. Num mundo em que a fé está a desaparecer, em que os ateus aumentam, é um apelo ao mundo de hoje para viver a fé que os cristãos professam, não só teoricamente, mas concreta, vivida, existencial.» (MARTINS, D. José Saraiva, Prefeito Emérito da Congregação Para as Causas dos Santos, 2016, in: CARVALHO, 2017:117-118).

É justo invocar aqui alguns Santuários Marianos no mundo, igualmente muito importantes:

«Santuário de Nossa Senhora Aparecida é o maior templo católico do Brasil e o segundo maior do mundo, atrás apenas da Basílica de São Pedro, no Vaticano. É dedicado à Virgem Aparecida, hoje padroeira do país, cuja imagem de terracota foi encontrada por pescadores no Rio Paraíba, em 1717.

Hoje atrai milhares de fiéis ao interior paulista, no Vale do Paraíba, que vão em busca de curas e agradecimentos.

A devoção a Nossa Senhora de Fátima, em Portugal, surgiu em 1917 quando três pastorinhos (Lúcia, Francisco e Jacinta) avistaram a Virgem sob uma grande árvore. Um pedido especial, entre tantos: a oração do terço. Desde então a pequena vila tornou-se um local de peregrinação de fiéis do mundo inteiro.

Na França, a devoção Mariana está no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes. Tudo começou com as aparições da Virgem Maria a uma menina muito simples chamada Bernadette Soubirous, em 1858. A jovem, que não sabia quem era a mulher que aparecia a ela, perguntou e obteve a resposta: era a Imaculada Conceição.

Das mãos de Bernadette brotou uma fonte que jorra água até os dias de hoje e é local de muitas curas. A Rainha da Paz é uma atribuição de Maria mais recente, surgida em 1981 na pequena vila de Medjugorge, na Bósnia-Herzegovina.

É um local que recebe cada vez mais peregrinos, sendo considerada uma das mais famosas aparições do século XX. As crianças às quais a Virgem Maria apareceu ainda estão vivas e podem ser vistas frequentando o santuário. São chamadas de videntes e rezam junto com os fiéis.

Na Croácia, a devoção a Nossa Senhora é antiga. Relatos da presença de imagens da Virgem Maria em Marija Bistrica remontam ao século XVI. Hoje a devoção reúne centenas de milhares de peregrinos do mundo inteiro, inclusive brasileiros que têm descoberto o destino como parte do turismo religioso.

Nossa Senhora de Guadalupe é muito mais do que a principal devoção mexicana. É também a padroeira da América Latina. Seu santuário foi construído aos pés do monte Tepeyac, o principal da Cidade do México. Suas aparições foram para o índio Juan Diego, além de uma ao seu tio, Juan Bernardino, no início do século XVI.»

BIOGRAFIA. 

CARVALHO, José, (2017). Francisco e Nossa Senhora. Um Amor Incondicional. S. Pedro, do Estoril: Prime Books

(PF, ouvir: http://www.terrasantabrasil.com.br/blog/1023/conheca-6-santuarios-marianos-importantes-pelo-mundo.html

 

 “NÃO, ao ímpeto das armas; SIM ao diálogo criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=924397914665568&id=462386200866744

  

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

diamantino.bartolo@gmail.com

http://diamantinobartolo.blogspot.comhttps://www.facebook.com/diamantino.bartolo.1

 

TÍTULO DE LORDE, POR MÉRITO CULTURAL” a quem devem ser prestadas as Honras da dignidade atribuída aos membros desta Casa Real de Borgonha – Afonsina, bem como o direito ao uso de armas distintivas. Dado e assinado, no Gabinete do Chefe da Casa Real, em 27 de Dezembro de 2025.
 

TÍTULO NOBILIÁRQUICO DE COMENDADOR. CONDECORADO COM A “GRANDE CRUZ DA ORDEM INTERNACIONAL DO MÉRITO DO DESCOBRIDOR DO BRASIL, Pedro Álvares Cabral” pela Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística http://www.minhodigital.com/news/titulo-nobiliarquico-de