sábado, 21 de fevereiro de 2026

O DELEITE DA PARTICIPAÇÃO LITERÁRIA,

Há mais de quarenta, anos iniciei uma colaboração, com o Jornal físico, denominado “O CAMINHENSE” mais tarde com o digital Caminha@2000, na coluna “Tribuna”, com o artigo Contributo da Filosofia para os Direitos Humanos”, somando até hoje, trezentos e treze artigos, publicados neste espaço. Outra colaboração, muito significativa, tem-se verificado em contexto Luso-Brasileiro, na circunstância, com a LITERARTE - Associação Internacional de Escritores e Artistas e o NALAP – Núcleo Académico de Letras e Artes de Portuga. Recordo-me que o primeiro artigo, publicado em 15 de fevereiro de 2016, tinha o título: “Juras de Amor no dia dos Namorados. E depois?”.

Igualmente no sítio do NALAP- Núcleo Académico de Letras e artes de Portugal, venho publicando desde 08 de setembro de 2019, com um primeiro artigo, intitulado: “Valor do Tratado Amizade, Cooperação Brasil e Portugal“. Muitas outras parcerias foram estabelecidas com Jornais em documento físico, em Portugal; Revistas, também em papel, no Brasil, a que se seguiram, as redes digitais: jornais, Blogues, Facebook, cerca de 2 dezenas de instituições académicas, no Brasil, na Bélgica, no Canadá, entre outros países.

Decorrido este tempo, estão escritos cerca de 2.200 (dois mil e duzentos artigos), dos quais mais de mil foram, publicados, ininterruptamente, todas as semanas, afigurando-se ter havido uma produção literária tão exaustiva, quanto diversificada, conduzindo a um esforço excepcional quer: de investigação científica, de observação direta, experiência de vida e análise conclusiva. A área das Ciências Sociais e Humanas, em diversas disciplinas: Filosofia, Axiologia, Sociologia, Psicologia, Antropologia, Religião, Política, História, Economia, Educação, Formação, Trabalho, Motivação, Liderança, Dias Mundiais Especiais, tem estado sempre presente nos meus trabalhos literários.

Escrever é uma atividade complexa porque envolve várias capacidades humanas, para além das funcionalidades físicas, precisamente, da mão que conduz a caneta, e/ou o teclado de um computador, tentando acompanhar a espontaneidade e rapidez do pensamento, o que é, praticamente, impossível, assim como faculdades próprias das pessoas: sensibilidade, princípios, valores, sentimentos, emoções, que o autor tenta levar aos seus leitores, com lealdade, amizade, solidariedade, gratidão e muita coragem.

Mas, para além destes “pormenores”, que não são assim tão desprezíveis, refletir sobre um tema, organizar, minimamente que seja, o pensamento para que este produza, lógica e adequadamente, um texto que, por sua vez, deve respeitar imensas regras ortográficas, sintáticas, éticas, morais e axiológicas, constitui, na verdade, um trabalho difícil, nem sempre enaltecido e compreendido.

O esforço mental que a escrita pressupõe, raramente é valorizado por algumas pessoas, talvez porque os textos escritos implicam, para a sua compreensão, muita concentração e domínio de um ou outro termo, por parte dos leitores, alguns dos quais, nem sequer têm disponibilidade para ocupar um pouco do seu, já reduzido tempo livre, na análise dos conteúdos e, sobre eles, extrair as ilações que julgarem corretas, independentemente de ficarem, ou não, em sintonia com o pensamento do autor.

A leitura de textos corridos, tal como a reflexão sobre o teor da mensagem que eles transmitem, dizem que estará “fora de moda”, porque quase ninguém tem tempo para coisa alguma e, nestas circunstâncias, afirmam tais pessoas, tornar-se mais prático, uma linguagem telegráfica, superficial e pretensamente objetiva, pragmática, do tipo: “um recado no vão da escada”, mas que nem sempre produz os melhores resultados, considerando-se que esta situação se tem vindo a agravar, por via do recurso sistemático às mensagens curtas, quase codificadas que, através dos telemóveis e outros equipamentos digitais, tanto se usa e abusa.

Por outro lado, vem-se comprovando, com muita preocupação, que cada vez se escreve e lê menos. Que a incorreta construção da frase, deturpa a fidelidade e correspondência que se deseja existir, entre o pensamento e a escrita, tudo isto agravado pela incapacidade em elaborar um texto, sem erros e com uma pontuação correta, esta, todavia, pode ser efetuada de acordo com a intencionalidade, princípios, valores, sentimentos, emoções e objetivos que o autor pretende imprimir ao seu texto.

Com todos os condicionalismos, quer pela parte do autor, quer no que respeita ao leitor, a verdade é que se trata de uma tarefa complexa, mas muito estimulante, porque criativa, inovadora e livre. O leitor tem a possibilidade de recriar o texto, criticá-lo, reinterpretá-lo e, no limite, ignorá-lo, (que também há quem o faça), mas é sempre livre para contextualizar a mensagem, como muito bem entender, ainda que o seu entendimento, não corresponda ao pensamento do autor, até porque não tem de estar de acordo.

Escrever é um ato que implica grande responsabilidade, exposição permanente, relativamente ao público que vai ler, refletir, criticar, sugerir e, quantas vezes, reformular o texto, “rebatizando-o”, suscita, também, incompreensões, mal-entendidos e, em certas circunstâncias, procedimentos radicais.

Transpor para um texto, que muitas vezes torna público: um pensamento, uma amizade, um desejo, um sentimento, uma emoção, princípios e valores, uma opinião, um estudo, um êxito, um insucesso, reflexão sobre um qualquer tema, comporta sempre algum perigo, possíveis confrontos e podem deixar sequelas para o resto da vida, se não houver o cuidado, a lealdade e a coragem de se esclarecerem dúvidas, também por isto é que os comentários são muito importantes.

As reflexões/artigos publicados, e a sua continuação no futuro, em circunstância alguma, e sob qualquer pretexto, jamais tiveram a mínima e voluntária intencionalidade em prejudicar, injuriar, difamar, denegrir, humilhar ou ofender alguém. Os trabalhos dados à estampa, e os que vierem a ser lançados, para o público analisar, não pretendem atingir ninguém, não se deseja, com eles, exercer quaisquer atos de vingança, nem de desforra, nem perseguição de nenhuma natureza, nem fazer juízos de valor, objetivamente direcionados à idoneidade e bom nome, que assiste a todas as pessoas, como tais e enquanto individualmente consideradas (não há nenhuma razão para que o autor tenha tais atitudes).

Nesta difícil arte, a de escrever e publicar, uma outra preocupação central do autor, tem sido a de expressar o seu pensamento, acerca de muitas das suas próprias experiências, ao longo da vida, alguns poucos conhecimentos, nunca se eximindo a manifestar princípios, valores, sentimentos e emoções que, realmente, fazem parte, tanto quanto se julga saber, da sua própria personalidade, da sua maneira de estar na vida, da sua solidariedade, amizade e fidelidade para com um ou outro amigo, sendo certo que as circunstâncias e situações da sociedade em que vive, também de uma ou outra pessoa, por vezes o possam levar a alguma incoerência ou mesmo, pequenas contradições.

É normal mudar-se de opinião, quando causas profundas impelem as pessoas para a mudança, contudo, apesar de alguma instabilidade emocional, por vezes manifestada, eventualmente, devido a relacionamentos que se afiguram terem-se desconsolidado, por razões alheias ao compositor, todavia, nunca tais circunstâncias conduziram o autor para atitudes incorretas, desrespeitosas, de falta de consideração e estima: para com as pessoas em geral; e os leitores em particular. A intervenção literária tem-se pautado por total respeito.

Expor princípios, valores, sentimentos e emoções, pode constituir um grande risco, mas vale a pena adotar-se uma postura de verdade, sem reservas, solidária, amiga, leal, com grande gratidão e humildade. Afinal, a verdade é sempre a mesma: só uma, com ela se conquista a confiança, o respeito, a amizade e a credibilidade, e deve ser retribuída por quem a recebe.

É um privilégio, dir-se-ia, uma Bênção Divina, ter-se a possibilidade de expor, livremente, o pensamento, num país onde a liberdade de expressão é um direito cívico, constitucionalmente garantido, mas que, por vezes, é mal recebido, porque ainda existe uma certa cultura persecutória, em relação a quem ousa comentar situações, pessoas e entidades que violam, grosseiramente, os mais elementares direitos humanos.

É uma honra ser lido por tantas pessoas, receber cada vez mais incentivos, ainda que outros tenham sido, ao fim de algum tempo, interrompidos, negados, por razões que o autor desconhece, mas que muito o magoam e julga não merecer tal indiferença, mas uma pessoa que reflete, um Escritor, um Livre- Pensador, está sujeito a estas contingências, à incompreensão, por vezes alguma ingratidão que, apesar de tudo, tenta superar.

Claro que, é muito importante perceber que existem leitores verdadeiramente amigos, sinceros, que apreciam o trabalho do autor, que manifestam total solidariedade, que oferecem as suas ideias para melhorar os artigos, que incentivam permanentemente. São estes leitores solidários, amigos, leais, transparentes, que ajudam, com as suas críticas fundamentadas, a melhorar a escrita e as atitudes.

Também é verdade que nem todos os textos agradam a todos os leitores, o que é salutar, porque significa que há opiniões diferentes, o que enriquece as análises, e até contribui para soluções mais equilibradas, em relação aos problemas que vão sendo abordados, sobre situações do dia-a-dia, de resto, ninguém é titular absoluto da verdade.

Como é gratificante ouvir e ler comentários, sobre os trabalhos que se vão publicando. Como é importante que as análises, diferentes, idênticas ou mesmo divergentes, sejam elaboradas e transmitidas ao autor, porque isso estimula para mais: estudo, investigação, reflexão, cuidado nas abordagens dos temas e, por que não, mais entusiasmo no trabalho.

São essenciais os comentários que os leitores produzem, porque, no limite, revelam consideração, estima, apreço, por vezes carinho pelo autor e, valorizam os trabalhos. Por tudo isto é que a gratidão do autor, para com os seus leitores em geral, e em particular, para com aqueles que comentam, sugerem, incentivam a continuação desta caminhada, nunca é demais, porque desta forma, ela será infinita.

Qualquer autor aprecia imenso os apoios recebidos dos leitores e, nesta linha de pensamento há, justamente, quem defenda igual desejo: «Vivemos na era em que para nos inserir no mundo profissional devemos portar de boa formação e informação. Nada melhor para obtê-las do que sendo leitor assíduo, quem pratica a leitura está fazendo o mesmo com a consciência, o raciocínio e a visão crítica. Espero que gostem do meu Blogue e deixem sugestões, comentários ou troca de ideias.» http://oquemevainacabecaagora.blogspot.pt/

Contando com o período mais insipiente e inicial da minha dedicação à escrita, então já são algumas décadas a redigir e a publicar, semana após semana, é uma grande e agradável responsabilidade. O prazer da escrita torna-se mais profundo, mais permanente, mais cuidado e, acima de tudo, mais direcionado e oferecido, com sincera generosidade, a todos os leitores, porque é para eles que todo o trabalho é dirigido, que as preocupações em fazer melhor são constantes e “aguilhoam” a não parar, enquanto Deus assim o permitir.

É da mais elementar justiça, trazer para esta reflexão, o inestimável contributo dos órgãos de comunicação e editoras que têm sido postos à disposição do autor, quer a nível local, regional, nacional e internacional. Com efeito, todo este projeto só tem sido possível, com o apoio gracioso, sempre disponível, dos respetivos diretores dos órgãos de comunicação, onde são publicados os trabalhos. Sem esta indispensável ajuda, os leitores estariam privados de analisar, criticar e incentivar um desígnio que se deseja perdure por muitos anos, essa é a determinação do autor.

“O Deleite da Participação Literária” fica reforçado, porque ao longo de mais de 17 anos, com mais de 2.200 artigos publicados, a nível universal, sem quaisquer intenções materiais, e/ou contrapartidas financeiras fica, inequivocamente, recompensado, pela adesão que tem suscitado.

Muito obrigado pela paciência, compreensão e tolerância na apreciação que tem sido feita ao trabalho de um desconhecido. Muito Obrigado Nobres Confreiras/des prezadas/os leitoras/res e, para finalizar, um pedido para quem deixou de produzir comentários: que retome essa boa prática, porque isso revela solidariedade, amizade, lealdade, consideração, estima, carinho e uma grande firmeza em ajudar quem tem na escrita, um imenso prazer. Muito, e Muito, Obrigado.

 

“NÃO, ao ímpeto das armas; SIM ao diálogo criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”

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Venade/Caminha – Portugal, 2026

Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

 

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TÍTULO DE LORDE, POR MÉRITO CULTURAL” a quem devem ser prestadas as Honras da dignidade atribuída aos membros desta Casa Real de Borgonha – Afonsina, bem como o direito ao uso de armas distintivas. Dado e assinado, no Gabinete do Chefe da Casa Real, em 27 de Dezembro de 2025.

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sábado, 14 de fevereiro de 2026

NAMORAR TODA A VIDA.

 Nas paragens mais longínquas e quentes do planeta, já lá vão cinquenta e cinco anos, dois jovens encontraram-se, por acaso. Ela, muito nova, praticamente, saída da adolescência, belíssima e extremamente bem constituída, enquanto mulher; ele, um jovem, com alguma idade superior a ela, com formação, militar e, desde logo, ficou encantado, pois aos seus olhos, teria descoberto a “fada dos seus sonhos”. Naturalmente que ambos se apresentaram. Estavam na moradia dela, mas isso não impediu que, desde logo, iniciassem uma conversa, tendo escolhido para tema, o “Dia dos Namorados”.

Neste dia, tão importante para quem verdadeiramente está apaixonado ou, pelo menos se gosta muito, todas as manifestações de carinho, de atenção, gentileza e, sobretudo, de inequívocas: solidariedade, amizade, lealdade e gratidão, nunca serão demais, pelo contrário, são necessárias.

Naturalmente que não deveria ser apenas no “Dia dos Namorados”, portanto, uma vez por ano, mas sim todos os dias, porque sentimentos tão dignificantes, quanto maravilhosos, são para serem revelados, exercitados à/e para a pessoa de quem se gosta, que se ama e, igualmente, se possível, vice-versa, porque a retribuição de um amor, é como uma bênção que se deseja receber da pessoa que se ama.

Na verdade, a dimensão sentimental da pessoa humana será tão relevante e necessária quanto a sua faculdade racional. A relação interpessoal que deve existir no seio da sociedade é um fator de estabilidade, mas antes dessa grandeza societária, determinados princípios, valores e sentimentos têm de estar em nós, partir de nós para os outros e nestes, a começar na família, porque é nesta instituição que se funda a sociedade, com tudo o que ela comporta, de melhor ou de pior.

Com efeito: «A conexão entre as pessoas só é plenamente exercida quando a intimidade é vivida pela expressão clara dos sentimentos. Elas não eram capazes de experimentar a intimidade sem uma maior clareza no coração (…). A intimidade que vem de um coração puro é essencial no relacionamento de um casal.» (BAKER, 2005:130).

Viver este dia consagrado aos Namorados consiste em assumir atitudes de quem, por exemplo, pela primeira vez faz juras de “amor eterno” formulação e/ou renovação de promessas e, no caso de amigos íntimos, o compromisso de reforçar a amizade, demonstrar que realmente queremos estar com a pessoa de quem sinceramente gostamos e que, igualmente, desejamos a sua retribuição, eternamente.

Cada vez se torna mais difícil viver “Eternamente Enamorado”. As Bodas de Ouro”, são cada vez mais raras, vários são os obstáculos, verdadeiros ou imaginários, que se colocam a muitos casais, talvez porque o amor não foi sendo “regado”, acarinhado, aprofundado e consolidado.

Diz a experiência deste casal, já bem maduro, que o amor verdadeiro, “entranhado” nos seus corações, nas suas consciências não “morre” por “dá cá aquela palha”, mas sim porque nem sempre se trabalha bem a comunicação, as cedências têm de ser mútuas, porém, livremente assumidas, sem constrangimentos, nem imperativos.

ENAMORADOS ETERNAMENTE, poderá significar uma vida a dois, durante uma existência terrena inteira, porque sempre é possível descobrir, e praticar, novas e aliciantes formas de amar, qual delas, perduravelmente, a melhor. Não haverá nada melhor nesta vida do que amar e se amado, ter um ombro amigo no qual possamos desabafar, chorar e sermos compreendidos, porventura, tolerados e, no limite, PERDOADOS.

 

Bibliografia

 

BAKER, Mark W., (2005). Jesus o Maior Psicólogo que já Existiu. Tradução, Cláudia Gerpe Duarte. Rio de Janeiro: Sextante.

BRIAN L. Weiss, M.D. (2000). A Divina Sabedoria dos Mestres. Um Guia para a Felicidade, alegria e Paz Interior. Tradução, António Reca de Sousa. Cascais: Pergaminho.

 

“NÃO, ao ímpeto das armas; SIM ao diálogo criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”

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Venade/Caminha – Portugal, 2026

Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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TÍTULO DE LORDE, POR MÉRITO CULTURAL” a quem devem ser prestadas as Honras da dignidade atribuída aos membros desta Casa Real de Borgonha – Afonsina, bem como o direito ao uso de armas distintivas. Dado e assinado, no Gabinete do Chefe da Casa Real, em 27 de Dezembro de 2025.

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                                                                                                                        TÍTULO NOBILIÁRQUICO DE COMENDADOR

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

PODER LOCAL DEMOCRÁTICO. CONTEXTUALIZAÇÃO.

De nada serve iludir a situação, pintando-a cor-de-rosa, quando o povo vive em dificuldades e não usufrui dos bens de primeira necessidade: saúde, família, educação/formação, trabalho, habitação confortável para o cidadão e sua família, férias, cultura e velhice com dignidade.

A gestão pública equilibrada implica uma visão global da comunidade, para a partir dela elencar os melhoramentos que mais eficaz e duradouramente possam contribuir para o desenvolvimento sustentável, considerando-se que todos os melhoramentos e progresso nascem essencialmente do trabalho, seja na construção de grandes infra-estruturas, seja na prestação de serviços, seja nas indústrias extrativas e transformadoras e nos serviços.

O denominado Portugal profundo, correspondente às nossas aldeias e pequenas vilas, carece de imensas intervenções, reconhecendo-se, embora, que nestas três décadas de Democracia muito já se conseguiu. Há, todavia, muito mais para fazer: as acessibilidades e vias de circulação, nas e para as freguesias, para além de deverem reunir as melhores condições para o trânsito, no que se refere ao piso, largura e limpeza das bermas, necessitam também de um outro melhoramento muito influenciador na condução com segurança e trânsito pedonal – iluminação pública.

Com efeito, dotar todos os caminhos e arruamentos: primeiramente, os que dão acesso às residências e instituições, com uma boa e permanente iluminação pública; depois, os restantes, é uma medida que se reveste de grande alcance no desenvolvimento, progresso e bem-estar das populações.

A partir do levantamento, ainda que provisório, dos limites do município, em consenso com os concelhos limítrofes, será mais fácil avançar-se para as delimitações das respectivas freguesias de cada concelho, afigurando-se conveniente um trabalho preparatório, informal: primeiramente com o Presidente da Câmara e as suas freguesias; depois, entre os Presidentes das Câmaras dos municípios confinantes.

Em princípio, os autarcas das freguesias, por si sós e/ou com a ajuda de cidadãos mais habilitados, são as pessoas que melhor conhecem os limites das suas freguesias. Como metodologia de trabalho, entre outras, provavelmente melhores, porém, agora, como reflexão, base de trabalho e debate crítico, pode-se sugerir a formação de comissões alargadas, a nível das freguesias, constituídas pelos membros da Junta de Freguesia, Assembleia de Freguesia, Conselho Diretivo dos Baldios, Comissão Fabriqueira e Pároco, Conselho de Anciãos, ex-presidentes de junta, associações de caçadores, etc.

A administração moderna, seja privada ou pública, trabalha em função dos objectivos que são estabelecidos pelos executivos responsáveis, os quais devem prestar contas aos acionistas e à população em geral, respetivamente. É evidente que os objectivos gerais da instituição têm o contributo dos objectivos específicos de cada departamento ou serviço, devendo ser espírito e cultura da organização, todos trabalharem no sentido de: primeiro, alcançarem objectivos específicos sectoriais; depois, atingirem os objectivos gerais finais. Com esta filosofia interiorizada por todos os trabalhadores, seguramente que o produto final será de excelência, a começar no atendimento dos utentes da organização.

As Autarquias Locais, habitualmente e por força das vastas e complexas competências legais que lhes estão consignadas pela legislação, são um dos grandes empregadores de âmbito nacional e dispõem, seguramente, de funcionários altamente especializados para poderem dar resposta às solicitações das respectivas comunidades, integrando nos seus quadros de pessoal, técnicos dos mais diversos ramos da administração, da tecnologia, da ciência e da intervenção social.

Compete, pois, ao executivo camarário valorizar e dignificar os seus trabalhadores, justamente convidando “a prata da casa” para os lugares disponíveis, concedendo a todos as oportunidades de progressão, após reavaliações periódicas, enquadramento e atribuição de novas funções, responsabilidades com os consequentes benefícios financeiros nos salários e outras compensações legais, a que venham a ter direito.

O Gabinete de Apoio e Solidariedade às Juntas e Freguesia, ou qualquer outro Departamento com designação diferente, pode constituir-se numa excelente ferramenta: não só para apaziguar certos comportamentos entre políticos, partidos, movimentos e instituições; como também para relançar a esperança, recuperar a imagem e a dignidade que são devidas a toda a pessoa humana em geral e, na circunstância, aos agentes políticos em particular, aliás, segundo a perspectiva do Presidente da República no seu discurso de 5 de Outubro de 2008.

 Deve-se compreender, com tolerância e consideração, que a fragilidade da condição humana conduz, frequentemente, ao erro e que as probabilidades de errar são muito maiores naquelas pessoas que têm de tomar decisões, naquelas que exercem uma actividade, porque mesmo quem nada faz, também acaba por errar: primeiro, porque tinha a obrigação de colaborar, de trabalhar, de produzir; segundo, porque quem critica tem a obrigação ético-moral de apresentar melhores alternativas e soluções para as situações e pessoas criticadas.

A Assessoria para os direitos e deveres do munícipe e do cidadão, procurará conjugar todo o património cultural do Concelho, suportado na autoridade da tradição, seus valores e princípios, com as novas filosofias da vida moderna, alguns valores, entretanto assumidos, designadamente, pelas gerações mais novas, que, no futuro, serão os quadros técnicos, políticos e dirigentes das diversas instituições.

Nesta perspectiva, um dos deveres da comunidade concelhia, circunscrever-se-á à volta da tradição, obviamente daqueles usos e costumes seculares, que não colidem com os valores do respeito, da dignidade da pessoa humana, da religião professada por cada indivíduo, com a proteção dos animais e do ambiente, no quadro bio-ecológico da democracia.

Portugal é, atualmente, um país de acolhimento e, nestas circunstâncias, certamente, procederá, através dos governantes e da população, em conformidade com o que no passado (e ainda num pretérito recente, na situação dos emigrantes portugueses no Canadá, ou até aqui ao lado, na Espanha) exigia aos países que recebiam os trabalhadores portugueses.

Indubitavelmente que se defende a elaboração, publicação e fiscalização de leis justas, humanas, facilitadoras para o acolhimento e integração de imigrantes, para que todos tenham trabalho digno, salários compatíveis e justos, regalias sociais para os próprios e seus familiares, aceitação das respectivas culturas e integração dos traços étnico-culturais que forem possíveis, na cultura portuguesa, o que só enriquece o património nacional. Igual atitude se deseja por parte dos imigrantes, no sentido de aceitarem a nossa cultura, nas vertentes que lhes são compatíveis.

Quando, objetivamente, se aborda a cidade educadora, pretende-se convocar para este novo conceito as autarquias, as empresas, as instituições e movimentos cívicos, os mecenas e a própria comunidade, organizados em torno de projectos educativos e formativos para toda a população.

Cidade/localidade que oferece tais oportunidades aos seus residentes e a todos os outros cidadãos que nela trabalham, a visitam por períodos regulares ou pretendem deslocar-se, a qualquer título para lá, é sempre uma cidade cujo progresso e prosperidade se farão sentir a curto prazo, beneficiando todos aqueles que nela apostaram pelo recurso à educação e formação: ao estudo e ao trabalho.

O investimento público reveste-se de características muito específicas, desde logo porque sendo público e, salvo as exceções legais e legítimas, deve ser canalizado para o bem-comum de toda a população, precisamente em: melhoramentos que confiram bem-estar geral; ajudem ao desenvolvimento e progresso da comunidade.

Nesse sentido e para salvaguardar as justas aspirações das populações locais, como regra de oiro a seguir pelos executivos, a auscultação dos interessados é muito importante: quer através das entidades e órgãos democráticos eleitos, associações e coletividades; quer fazendo parcerias com as instituições que para tal se disponibilizem e se assumam, responsavelmente, para execução das tarefas delegadas.

 

“NÃO, ao ímpeto das armas; SIM ao diálogo criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”

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Venade/Caminha – Portugal, 2026

Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO ESPECIAL, do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal 

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TÍTULO DE LORDE, POR MÉRITO CULTURAL” a quem devem ser prestadas as Honras da dignidade atribuída aos membros desta Casa Real de Borgonha – Afonsina, bem como o direito ao uso de armas distintivas. Dado e assinado, no Gabinete do Chefe da Casa Real, em 27 de Dezembro de 2025.

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TÍTULO NOBILIÁRQUICO DE COMENDADOR.

CONDECORADO COM A “GRANDE CRUZ DA ORDEM INTERNACIONAL DO MÉRITO DO DESCOBRIDOR DO BRASIL,

Pedro Álvares Cabral” pela Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística

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EMBAIXADOR CULTURAL PERPÉTUO. BRASIL. ANGOLA. CABO VERDE. GUINÉ BISSAU. MOÇAMBIQUE. S. TOMÉ E PRÍNCIPE. EMBAIXADA CULTURAL BRASIL ÁFRICA. 2025

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PRÉMIO ORGULHO PAULISTA DE LITERATURA 2024, NO ÂMBITO LITERÁRIO, SOCIOCULTURAL, HISTÓRICO, PEDAGÓGICO E ACADÉMICO.

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ACADÉMICO FUNDADOR E TITULAR DA CADEIRA PERPÉTUA N º 1, “AD IMMORTALITATEM sendo Patrono, o Poeta Luís Vaz e Camões, da Academia de Letras, História e Genealogia da Inconfidência Mineira, – Órgão Cultural da Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira, Correspondente Internacional na República Portuguesa. 2024

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domingo, 1 de fevereiro de 2026

ASSOCIAÇÃO DE REFORMADOS E PENSIONISTAS DE CAMINHA,

No dia 24 de Novembro de 2009, um grupo de “Jovens-Seniores”, muito corajoso e altruísta, decidiu que era tempo de se unirem por uma causa filantrópica (amor à humanidade, ainda que, na circunstância, uma humanidade restrita à condição social das pessoas envolvidas e das que, posteriormente viriam e vierem a aderir). Naquela data foi constituída, oficial e legalmente a ARPCA – Associação de Reformados e Pensionistas de Caminha, conforme consta da escritura notarial para o efeito celebrada. Obrigado

Festejamos, portanto, o terceiro aniversário, com muito orgulho, com muita alegria, mas também com muita humildade e espírito de bem servir a Associação e todas as pessoas que: quer na qualidade de associadas; quer enquanto colaboradoras e beneméritas, têm servido esta instituição, com inegável espírito de dedicação, ternura e amizade mútuas. Obrigado

Cabe aqui e agora refletir nas dificuldades que, logo à partida, os seus distintos fundadores tiveram para erigir uma Associação tão complexa, quanto necessária, considerando a riqueza das suas vidas, das suas experiências, da sabedoria e prudência que cada pessoa comporta em si mesma.

É extremamente difícil a alguém envolver-se, graciosamente, em organizações que, à partida, poderão, na perspetiva de muito “Boa Gente”, não trazer quaisquer benefícios materiais, se possível, logo no curto prazo, nem influências sociais, ou de outra natureza, na sociedade. Exercer determinadas atividades apenas pelo denominado “Amor-à-Camisola” é uma atitude que nem todas as pessoas estão disponíveis para o efeito.

O associativismo gracioso que, afinal, não é assim muito diferente do voluntariado, pressupõe caraterísticas pessoais muito singulares, exige algumas qualidades indispensáveis para o bom exercício das funções, que cada associado vier a assumir.

Desde logo, alguma disponibilidade de tempo, empenho, lealdade, solidariedade, camaradagem, honestidade, profissionalismo (hoje, as exigências da sociedade e o rigor da legislação, não se compadecem com amadorismos), compreensão, tolerância e espírito de entre-ajuda. Pelo menos estes valores e condutas são muito importantes.

Mas as dificuldades em fundar e, imediatamente, assumir funções nos respetivos órgãos sociais da Associação, na circunstância, a ARPCA, são naturalmente acrescidas, porque parte-se do “zero”, sem quaisquer recursos financeiros, técnicos e infraestruturais. Valeu, neste caso concreto, a riqueza, a generosidade e a determinação dos recursos humanos, logo disponíveis e consubstanciados nos seus fundadores que, rapidamente, se transformaram em dirigentes.

A este grupo de 15 (QUINZE) magníficas pessoas, os atuais membros dos Corpos Sociais, manifestam, publicamente, o seu agradecimento e louvam a grandeza do trabalho daqueles “jovens Seniores”, bem como a coragem que então manifestaram, assim como àquelas/es associadas/os que integraram os primeiros corpos sociais. Obrigado.

Nesta breve reflexão, obviamente que outras entidades: públicas, privadas e pessoas individualmente consideradas, foram preponderantes: quer no arranque da Associação; quer depois, ao longo destes últimos três anos, sem as quais a nossa Associação, certamente, teria tido muitas mais dificuldades e, porventura, não usufruiria das belíssimas instalações que hoje servem os associados, e que são: O Centro de Convívios de Argela e o Centro Administrativo de Caminha. Obrigado

Por isso é da mais elementar justiça que se manifeste público agradecimento à Câmara Municipal de Caminha, pelo protocolo realizado com a Associação, para efeitos de utilização da ex-escola primária de Argela, onde funciona o nosso Centro de Convívios, mobiliário diverso, bem como a comparticipação nas despesas de funcionamento.

Também no que respeita à disponibilidade para os seus dirigentes nos ajudarem em permanência, assim como na participação de eventos públicos, como foi o da Feira Medieval deste ano e ainda ­ com a presença, sempre bem-vinda, de algum representante do Município, por ocasião dos nossos convívios. Obrigado.

Igualmente uma palavra de muita gratidão à Junta de Freguesia de Argela que, dentro das suas possibilidades, tem contribuído para o asseio exterior do recinto das instalações e também com a presença sempre agradável, dos seus membros, nos nossos eventos. Obrigado.

Queremos, naturalmente, deixar o nosso agradecimento à Junta de Freguesia de Caminha pela belíssima sala que nos cedeu, a um preço de aluguer que é apenas simbólico, dadas as condições e a localização de que dispõe. É o nosso Centro Administrativo. Obrigado.

Recordamos, ainda, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caminha, pelo apoio que nos primeiros tempos nos foi dado, para a realização das nossas Assembleias Gerais e acolhimento, sempre generoso, de alguns pedidos que lhe eram dirigidos. Obrigado.

Outras Entidades e Organizações nos ajudaram a realizar alguns projetos que consideramos de grande importância, desde logo a escolarização dos Associados que assim o desejaram, através do Centro de Novas Oportunidades da GABIGERH – Vila Nova de Cerveira. Ao serviço deste projeto esteve uma vasta equipa de técnicos da GABIGERH. Cinco associadas conseguiram melhorar a sua escolaridade, perante a presença de um júri de certificação, que para o efeito se deslocou às nossas instalações em Argela. Obrigado.

O apoio informático na atualização do nosso site, tem sido um trabalho desenvolvido por um especialista nesta área, que muito tem contribuído para a divulgação das nossas atividades a nível internacional, o que constitui uma mais-valia que muito prestigia a nossa associação. Obrigado

Recordamos, ainda, a disponibilidade manifestada por um formador da Gabigerh, para ministrar formação gratuita, no domínio das Tecnologias da Informação e Comunicação – curso de iniciação à informática -, não se tendo realizado porque, entretanto, ocorreu o encerramento dos Centros de Novas Oportunidades. Obrigado.

Através de uma associada, foi feita a tentativa de se trazer a escola de dança para a Associação. Nesse sentido deslocaram-se às nossas instalações os diretores da “Jadança - Academia de Dança” que, graciosamente, fizeram uma demonstração e informaram as condições para a escola funcionar. Por dificuldades diversas, o projeto não avançou. Obrigado

Desejamos enaltecer, com muita simpatia, a pronta aceitação do convite que formulamos ao Revº Pároco de Argela para, pela primeira vez, nos trazer a Visita Pascal às nossas instalações de Argela e proceder à bênção das mesmas. Foi um momento muito alto, de intenso simbolismo e de grande respeito, que nos dignificou na nossa dimensão religiosa. Obrigado.

Também uma palavra de grande apreço pelo equipamento que nos foi oferecido pela TENSAI, cuja necessidade era evidente e que veio colmatar a nossa insuficiência na preservação de artigos deterioráveis. Obrigado.

Da Casa de Repouso do Bom Jesus dos Mareantes de Caminha foi-nos oferecido um conjunto de louça que vem em muito boa ocasião. A esta benemérita instituição, aqui fica o nosso Obrigado.

Uma palavra de apreço pelo acompanhamento que nos tem sido feito pelos Órgãos de Comunicação Social locais que, ao longo destes anos, muito têm contribuído para a divulgação da nossa Associação, bem como das atividades que se vão realizando. Obrigado

Muitas foram as instituições, organizações e pessoas: umas, associadas; outras, ainda não, que nos fizeram diversas ofertas, quer de equipamentos, quer de louças, quer de artigos de artesanato, quer comestíveis por ocasião dos nossos convívios, oferta de serviços especializados no âmbito da saúde, trabalhos de manutenção e arranjo das instalações, confeção das inigualáveis iguarias que foram sendo servidas nos convívios. A todas as pessoas que, generosa e graciosamente, ajudaram a nossa Associação, Obrigado

Para as/os nossas/os estimadas/os associadas/os vai, com muito carinho e amizade, uma sentida saudação de profunda gratidão, por tudo quanto têm feito pela Associação, pela disponibilidade que, cada uma e cada um têm manifestado, sem nunca exigirem nada em troca. Associativismo é isto mesmo: Dádiva, Abertura, Solidariedade, Amizade, Lealdade, Tolerância, Compreensão, Respeito, Camaradagem, Comunhão de Objetivos, União, Tranquilidade e Felicidade.

Infelizmente a Associação, por dificuldades diversas, então explicadas, nomeadamente a intervenção nefasta de alguns associados, a instituição terminou as suas atividades, decorridos que foram alguns anos.

A todos quanto estiveram sempre de boa-fé e se dedicaram à Associação aqui fica o nosso muito obrigado. BEM-HAJAM.

Venade/Caminha – Portugal, 2012 

O Presidente da Direção da ARPCA,

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo 

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Direitos Humanos, enquadrados nas Ciências Sociais e Humanas.

 

A ciência tem um caráter geral, na medida em que as suas conclusões não valem, exclusivamente, para os casos observados, mas sim para todos os que se assemelham, daí que a grande preocupação do cientista, resida na descoberta da regularidade, de tal forma que um determinado fenómeno, depois de observado, possa resultar num enunciado, que será generalizado: uma lei científica.

A realidade, ou o mundo construído pela ciência, postula a objetividade, isto é, as conclusões podem ser verificadas por qualquer outro membro competente da comunidade científica. E se por um lado, está estabelecido que para ser objetiva, a ciência dispõe de uma linguagem rigorosa, de tal forma que os conceitos são definidos de maneira a evitar ambiguidades, insuficiências ou ambivalências, todavia; por outro lado, não estamos em condições de podermos afirmar que ela, a ciência, é a única explicação da realidade e que, portanto, se trata de um conhecimento absolutamente certo e infalível.

A tudo o que já foi referido acresce que: os paradigmas sucedem-se, destroem-se; as teorias, por vezes, são contraditórias e, se nos debruçarmos sobre as ciências humanas, então a dificuldade é ainda maior, porquanto a sua componente qualitativa, não pode ser reduzida à mera quantidade, para além de resistir a certas técnicas de experimentação; neste contexto, quando se aborda a sistemática dos Direitos Humanos, enquadrados nas Ciências Sociais e Humanas, naturalmente que a Filosofia não pode ficar de fora.

Ao delinear, idealmente, este trabalho, impus-me, a mim próprio, um determinado percurso, em obediência a uma das questões especiais, no âmbito da Gnoseologia e da Ontologia, naturalmente numa postura em ordem a obter determinado resultado, precisamente, através do Ser inigualável que é o homem, a pessoa humana, e o acervo de conhecimentos que o caracteriza, ou seja, a Filosofia, a Política, a Religião, a Educação, a Formação, a Ciência e os Direitos Humanos, não me sendo possível, aqui e agora, analisar outras vertentes, eminentemente humanas, tais como o Trabalho, a Cultura e, mesmo ao nível da Ciência, preferirei as Ciências, Sociais e Humanas, tema que procurarei desenvolver um pouco mais.

É fundamental o respeito, cada vez mais responsável, pelos Direitos Humanos, não só nas Cartas e Declarações de “boas intenções”, mas, e principalmente, em atos concretos e permanentes. Pedir a alguns dos mais altos responsáveis políticos, religiosos e outros detentores do poder, uma prática regular de bons exemplos, a partir das instituições que chefiam, é um dos objetivos que este trabalho pretende alcançar, sem quaisquer acusações, ressentimentos, ou polémicas que não conduzem aos resultados pretendidos.

 

Bibliografia

 

LEGRAND, Gerard (Dir.), (1983). Dicionário de Filosofia, Tradução, Armando J. Rodrigues e João Gama, Lisboa: Edições 70.

TAVARES, Manuel & FERRO, Mário, (1983). Guia do Estudante de Filosofia. 4a Ed. Lisboa: Editorial Presença.

 

“NÃO, ao ímpeto das armas; SIM ao diálogo criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”

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Venade/Caminha – Portugal, 2026

Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

 

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TÍTULO DE LORDE, POR MÉRITO CULTURAL” a quem devem ser prestadas as Honras da dignidade atribuída aos membros desta Casa Real de Borgonha – Afonsina, bem como o direito ao uso de armas distintivas. Dado e assinado, no Gabinete do Chefe da Casa Real, em 27 de Dezembro de 2025.

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TÍTULO NOBILIÁRQUICO DE COMENDADOR.

CONDECORADO COM A “GRANDE CRUZ DA ORDEM INTERNACIONAL DO MÉRITO DO DESCOBRIDOR DO BRASIL,

Pedro Álvares Cabral” pela Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística

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EMBAIXADOR CULTURAL PERPÉTUO. BRASIL. ANGOLA. CABO VERDE. GUINÉ BISSAU. MOÇAMBIQUE. S. TOMÉ E PRÍNCIPE. EMBAIXADA CULTURAL BRASIL ÁFRICA. 2025

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sábado, 17 de janeiro de 2026

Feminismo, Multiculturalismo, Nacionalismo e Eurocentrismo.

 A reflexão que se pretende fazer, na perspectiva Habermesiana, continua com a análise atual, relativamente a alguns fenómenos que herdamos de uma situação eurocêntrica do colonialismo, dos quais se destacam o Feminismo, o Multiculturalismo, o Nacionalismo, o Eurocentrismo. Assistimos, um pouco por todo o lado, às mais diversas iniciativas de movimentos que defendem os seus valores, os seus princípios, as suas culturas, do direito à diferença, que lutam contra a opressão, contra a marginalização e o desrespeito, pelo que importa, caracterizar alguns deles, na ótica de Habermas:

«O Feminismo não é uma causa minoritária, mas é dirigido contra uma cultura dominante que interpreta a relação dos sexos de uma maneira assimetral, que exclui os direitos iguais. As diferenças específicas do género nas circunstâncias da vida e nas experiências não recebem uma consideração adequada, legal ou informalmente. (...). Assim, a luta pelo reconhecimento começa como uma luta sobre a interpretação dos feitos e interesses específicos do género. Na medida em que tem êxito, muda a relação entre sexos juntamente com a identidade colectiva das mulheres, afectando assim directamente o auto-entendimento dos homens. A escala de valores da sociedade enquanto um todo está em discussão; (...)

Multiculturalismo refere-se à luta das Minorias étnicas e culturais oprimidas pelo reconhecimento das suas identidades culturais é um assunto diferente. Estes movimentos de libertação visam ultrapassar a divisão ilegítima da sociedade, o auto-entendimento da cultura maioritária não pode permanecer intocável. (...). Os movimentos de libertação nas sociedades multiculturais não são um fenómeno uniforme. Eles apresentam desafios diferentes, dependendo se é uma questão das minorias endógenas tomarem consciência da sua identidade ou das novas minorias surgirem da imigração (...). O desafio torna-se maior quanto mais profundas são as diferenças religiosas, raciais ou étnicas, ou as disjunções histórico-culturais a ser construídas;

O Nacionalismo dos Povos (...) que querem proteger a sua identidade não só enquanto comunidade étnica como também enquanto um povo que constitui uma nação com capacidade de acção política. Os movimentos nacionalistas modelaram-se quase sempre no Estado Republicano que emergiu da Revolução Francesa (...): O período de descolonização depois da Segunda Guerra Mundial; o colapso dos impérios; a situação das minorias nacionais - bascos, árabes, irlandeses; a fundação do Estado de Israel;

O Eurocentrismo e a hegemonia da Cultura Ocidental - são, em última análise, lemas de luta pelo reconhecimento a um nível internacional. (...). Sobre a sombra de uma história colonial que ainda está viva na memória das pessoas, a intervenção aliada (no Golfo) foi encarada pelas massas religiosamente motivadas e pelos intelectuais secularizados como uma falha em respeitar a identidade e autonomia do mundo árabe-islâmico;

A precisão política que fomenta o debate destes fenómenos num processo de autorreflexão sobre o estado de modernidade, conduz a que nenhuma das partes quer adoptar o projecto da modernidade, sendo por isso sugerido que podemos deixar de lado este debate já que pouco contribui para uma análise das lutas pelo reconhecimento do Estado Democrático Constitucional e não ajuda nada para as suas resoluções políticas;

Os raciocínios mais estritamente filosóficos, estão a um nível diferente: os fenómenos estão bem adaptados para ilustrarem as dificuldades do entendimento intercultural. Eles demonstram a relação da moralidade na vida ética ou a ligação interna entre o significado e a validade. (...) A evidência opressiva da fragmentação das sociedades multiculturais e a confusão babilónica das línguas numa sociedade global demasiado complexa parece impelir-nos para concepções holísticas de linguagem e concepções contextualistas de opiniões mundiais que nos tornam cépticos em relação às reivindicações universalistas, sejam cognitivas ou normalistas (...);

A questão dos direitos das minorias ofendidas e oprimidas levantam um sentido legal (...): As decisões políticas devem fazer uso da forma reguladora da lei positiva efectiva nas sociedades complexas (...). A lei moderna formal porque depende da premissa que tudo o que não é explicitamente proibido é permitido. É individualista, porque torna a pessoa individual no suporte dos direitos. É coerciva porque é sancionada pelo Estado e aplica-se somente ao comportamento legal ou de acordo com a regra. É lei positiva porque deriva das decisões (modificáveis) da legislatura política e, finalmente, é uma lei aprovada processualmente, porque é legitimada por um processo democrático…» (HABERMAS, 1998a:136-39).

 

Bibliografia.

 

HABERMAS, Jürgen, (1998a). Facticdad y Validez. Madrid: Editorial Trotta SA.

TAYLOR, Charles. (1998). Multiculturalismo, Tradução, Marta Machado. Lisboa: Instituto Piaget.

 

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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