domingo, 28 de fevereiro de 2021

Estruturalismo da Linguística

É bem sabido que até SAUSSURE (Ferdinand de SAUSSURE 1857-1913 foi um linguista e filósofo suíço, cujas elaborações teóricas propiciaram o desenvolvimento da linguística enquanto ciência autónoma), foram seguidos os postulados platónicos, privilegiando-se o sentido, e omitindo-se o significado na organização da linguagem.

A palavra era um símbolo conceptual, mas Saussure deu notável destaque à forma do signo, abrindo a investigação para o estudo do significante e, simultaneamente, a análise realmente sintática (relações formais) da linguagem, porque o que carateriza uma língua, são as relações que se desenvolvem entre os seus elementos, na medida em que a língua é um sistema de sinais, interdependentes entre si.

A língua é uma doutrina na qual os diferentes signos tomam posição, uns em relação aos outros, e o valor de um signo deriva da sua posição, porque a língua passa de uma posição diacrónica (evolução), para uma determinante sincrónica (relações existentes num dado momento entre os elementos da língua).

Os diferentes signos que estabelecem entre si uma dependência lógica vão formar as denominadas relações de paradigma, ou de sistema e: «… qualquer enunciado é, portanto, compreensível por meio deste jogo de sintagma e de sistema.» FAGES, 1976:33).

A influência Saussuriana, através das diversas conceções e métodos nos estudos linguísticos, fez-se sentir nas Escolas de Praga, em algumas ciências (Antropologia e Psicologia), e até mesmo em certas doutrinas (Marxismo). De realçar as repercussões que igualmente se fez sentir na análise literária (numa perspetiva crítica).

Roland BARTHES (Roland BARTHES 1915-1980 foi um escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo francês), considera que toda a criação literária se inscreve numa ordem denominada texto, ou estrutura escrita, que se distingue da língua, e que possui estruturas próprias.

O texto é uma estrutura diagramática. A obra literária constitui um sistema, é um todo, formado por elementos solidários entre si, interligados por uma tensão dinâmica, cabendo à crítica descrever estes elementos, as relações existentes entre eles, os quais definem a estrutura do sistema, e as respetivas funções, utilizando um processo analítico, para o efeito.

O objeto da investigação estrutural não é o de explicar o conteúdo da obra, mas analisar as regras combinatórias, que estão na base do funcionamento do sistema semiótico. De igual forma, à linguística estrutural importa mais a gramaticalidade das frases, do que a sua significação.

Tal crítica, não parece ser uma análise dos aspetos concretos da obra, mas antes se afigura ser a elaboração de um modelo, que permita compreender, o funcionamento do seu universo semântico.

Na origem da linguística estrutural está a linguística interna, que estuda as regras pelas quais uma língua se organiza e produz sentido e, a separação: língua/fala, paradigma/sintagma, diacronia/sintonia, marcam bem esta orientação da linguística para a língua, para o paradigma e para a sincronia, mais do que para a fala e para a diacronia, porque a língua, tomada como estrutura, ou seja: sincronicamente, tem regras de funcionamento; uma estrutura determinada e transformações estruturais, que obedecem a leis muito estritas e rigorosas.

Neste contexto estruturalista, o desenvolvimento de reflexões de uma ciência da literatura, e uma leitura efetiva, movimenta-se toda uma crítica literária, que poderá incidir sobre se: «Uma linguagem em si não é verdadeira ou falsa, é válida ou não: válida se constitui um sistema coerente de signos. Os signos que sujeitam a linguagem literária não dizem respeito à conformidade desta linguagem com o real (quaisquer que sejam as pretensões das escolas realistas) mas simplesmente à submissão, ao sistema de signos a que o autor se fixou» (BARTHES, 1964:255-56).

O estruturalismo faz nascer, e conserva uma certa desconfiança em relação ao significado, e procura traços formais que o possam revelar. Para os estruturalistas americanos, o significado é um elemento de contexto. Eles concebem a frase como construção, que integra outras construções menores, e procuram caraterizar a língua abstraindo dos significados dos signos como conjunto de classes distribucionais.

As marcas, ou elementos de uma estruturação, não existem em si, no exterior das relações da frase, mas tomam forma e significação através das relações sintáticas. Uma palavra é nome ou verbo, porque tem um determinado papel sintático na frase, e não por ter em si um certo sentido que a predestina a ser nome ou verbo, o que leva a uma tendência da linguística moderna, para reduzir a morfologia e a semântica, à sintaxe, ao estudo das construções.

Bibliografia

BARTHES, Rolando, (1983). O Prazer do Texto. Tradução, Maria Margarida Barahona. Lisboa: Edições 70.

FAGES, J.B., (s.d.). Para Entender o Estruturalismo. Tradução, M. C. Henriques. Lisboa: Moraes Editores

 

 


 

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domingo, 21 de fevereiro de 2021

O Uso do Signo.

Desde sempre que uma das questões mais problemáticas, tratadas na Hermenêutica e na Filosofia da Linguagem é, efetivamente, o sentido que pretendemos para o nosso pensamento, de forma a que ele manifeste um conhecimento, e a correta significação para a sua transmissão, qualquer que seja a linguagem utilizada: verbal, gráfica, musical, mímica, pictórica, entre outras.

WITTGENSTEIN (Ludwig Joseph Johann WITTGENSTEIN, 1889-1951, filósofo austríaco, naturalizado britânico, foi um dos principais atores da reviravolta linguística na filosofia do século XX. Suas principais contribuições foram feitas nos campos da lógica, filosofia da linguagem, filosofia da matemática e filosofia da mente), pretende fazer coincidir a significação e o uso, opondo-se às expressões (significação da palavra ou da frase), que fazem corresponder às expressões da nossa linguagem, entidades particulares, que se poderiam identificar como sendo as suas significações.

O critério da compreensão não é a ocorrência de um acontecimento mental, mas o uso correto, e explica o sentido pelo uso, porque na linguagem, o fundamental não são os símbolos, mas o uso que deles fazemos.

Paul RICOEUR (Paul RICOEUR, 1913-2005 foi um dos grandes filósofos e pensadores franceses do período que se seguiu à Segunda Guerra Mundial) faz o relacionamento entre o acontecimento e o sentido, na medida em que todo o discurso é efetuado como acontecimento, mas compreendido como sentido, realizando uma promoção do sentido no próprio seio da linguagem.

Numa outra perspetiva: «Em vez de decalcar uma fenomenologia do sentido sobre uma análise científica da língua, propõe-na como inteligência integral da linguagem» (cf. FAGES, 1976), e assim o sentido de um texto, não é intrínseco à intenção do autor, mas integrado no mundo que ele abre e descobre, porque a vinda à linguagem do sentido, será a vinda à linguagem de um universo.

Ao abordar a importância do signo, enquanto suporte da linguagem, certamente que não se pretende desenvolver o historial do signo, enquanto isolado do contexto linguístico-filosófico, mas tão-só o uso que dele se faz, para que, através da linguagem possamos obter um sentido para a realidade que procuramos, ou seja, um conhecimento que buscamos e desejamos transmitir, muito embora, sendo o homem um ser imperfeito, inacabado, limitado e até desorientado, o que produz não é, logicamente, perfeito mas, bem pelo contrário, é insuficiente. 

Tal incapacidade, reflete-se, também, na linguagem que origina dificuldades insuperáveis, o que não deixa de distorcer a realidade, e não é por acaso que face a tais discrepâncias, na busca do conhecimento verdadeiro pretendido, surge o mito, também ele, em parte, fundamentado pela linguagem deficiente, que o homem usa, de resto, a investigação linguística e etimológica, permite deslindar um pouco o tema misterioso que é o mito.

Max MULLER (Friedrich Max MÜLLER 1823-1900, linguista, orientalista e mitólogo alemão. Aluno de Franz BOPP e de E. BURNOUF) empregou a análise filológica, para um ponto de partida entre a linguagem e o mito, que resulta no facto de: «O mito estar condicionado pela força da linguagem, pela significância intencional da palavra, pelo aproveitamento da fonética, pela interpretação do recetor.» (cf. 1876: Apêndice).

 

Bibliografia

 

DELEUZE, Gilles, (1977). Como Reconhecer o Estruturalismo, in: História da Filosofia, Vol. 8, direção de F. Châtelet. Lisboa: D. Quixote

 

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sábado, 13 de fevereiro de 2021

Amigos, Carinhosamente Enamorados

              Associar S. Valentim ao dia dos namorados, ou vice-versa, é inevitável, porque o destaque que aqui se pretende dar, contempla o Santo e os Namorados (ou Enamorados), muito embora o fio condutor do tema, o núcleo central, o objetivo que se pretendem, apontem no sentido do amor, não necessariamente o “amor-paixão” que, eventualmente, será efémero.

Pensa-se ser muito importante, o amor que fundamenta uma amizade sólida, para toda a vida, entre duas pessoas que se gostam, se respeitam, se cuidam e comungam as alegrias e as tristezas, os sucessos e os fracassos, a cumplicidade, a confiança, a solidariedade e a lealdade, de resto, excelentes bases para um namoro que conduza, justamente, a um casamento feliz, se possível, para sempre.

Num breve resumo da vida de S. Valentim, resulta logo numa análise despretensiosa, sem qualquer manifestação elitista ou hagiográfica, que o padroeiro dos namorados é uma entidade santificada, muito popular e querida no seio da humanidade, independentemente do escalão etário de cada pessoa, porque nunca se é demasiado velho, nem muito novo, para as “coisas” do coração, que, quantas vezes, se sobrepõem à racionalidade calculista.

A história do “Padroeiro dos Namorados” resume-se, neste trabalho, ao seguinte: «Há muitos anos, o Imperador Cláudio pretendia reunir um grande exército pois queria aumentar o império romano. Mas nem todos os homens queriam alistar-se no exército porque já estavam cansados de tantas guerras e de estarem muito tempo sem as suas famílias.

O Imperador ficou furioso. Então teve uma ideia: se os homens não fossem casados, nada os impediria de ir para a guerra. Assim decretou que não seriam permitidos mais casamentos. Os jovens acharam aquela lei cruel e injusta.

Um sacerdote chamado Valentim, que também discordava da lei imposta pelo Imperador, decidiu realizar casamentos às escondidas. Uma noite, durante um desses casamentos secretos, ouviram-se passos. O casal que nesse momento estava a casar conseguiu fugir, mas o padre foi capturado.

Durante o seu cativeiro, jovens passavam pelas janelas da sua prisão e atiravam flores e mensagens onde diziam acreditar também no poder do amor. Entre os jovens que admiravam Valentim, encontrava-se a filha do carcereiro. O pai dela deixou que ela o visitasse na sua cela e ficavam horas a conversar. No dia da sua execução, Valentim deixou uma mensagem à sua amiga agradecendo a sua amizade e lealdade. Dizem que essa mensagem foi o início do costume de trocar mensagens de amizade no dia de São Valentim, celebrado no dia da sua morte, a 14 de fevereiro do ano 269.» (Disponível em http://www.cybertic.net/images/Hotpotatoes/respostatextos_multipla/saovalentim/saovalentimjogo1.htm 05.07.2018).

Namorar, amar, casar, estimar, cuidar, são atitudes e sentimentos que não têm idade, e ninguém pode provar que uma amizade, dita tardia, sentida, vivida, oferecida por uma pessoa sénior, seja menos intensa, menos verdadeira e menos sólida do que esse mesmo sentimento, experienciado aos vinte ou trinta anos porque, em boa verdade, há valores, sentimentos e emoções que vivenciados ao longo da vida, poderão ter exuberâncias, causas e consequências diferentes e, cientificamente, parece que ainda não há conclusões sobre qual a faixa etária, em que aquelas atitudes e sentimentos são mais autênticos e sólidos.

Partindo-se do princípio de que o namoro poderá ser um período de aprofundamento de uma amizade, ainda na sua fase embrionária, com o objetivo de estreitar o relacionamento, conhecimento mútuo do casal, projetos que serão comuns aos dois e, eventualmente, à união matrimonial, então será necessário que os futuros cônjuges se abram plenamente um ao outro, que confiem, que consolidem os seus propósitos, para estarem preparados para constituírem uma família, iniciarem uma vida a dois, com todas as responsabilidades inerentes.

O namoro, tendo por objetivo projetos sérios, de constituição de família, será bem diferente do namoro de ocasião, que visa apenas a conquista fácil, a posse e fruição do corpo, para prazeres erótico/sexuais, enquanto nenhuma das partes se saturar da outra, porque onde não existe amizade sincera, o amor, muito dificilmente, surgirá e vencerá.

Importa, por isso mesmo, nesta breve reflexão, dedicada, primeiramente, ao dia dos namorados, abordar o namoro na perspectiva de constituição de uma família honrada, respeitada, em que os futuros cônjuges, para além de se amarem, comportam-se com respeito, consideração, estima e confiança na fidelidade um do outro para, de seguida, abordar o namoro a partir de uma amizade sincera, que se transformará num expoente mais elevado.

Na perspectiva do casamento, o namoro é um período de conhecimento recíproco, de confissão, de gestos, desejos, sucessos, fracassos no passado, portanto, e por um lado: «Manter seu namoro moralmente limpo dá evidência clara de que você tem autocontrolo e que o interesse altruísta no bem-estar do outro está acima de seus próprios desejos» e, por outro lado: «O namoro honroso inclui também a comunicação honesta. À medida que seu namoro se encaminha para o casamento, certos assuntos terão de ser considerados francamente. (…) Além disso, é muito justo revelar coisas, talvez do passado um do outro que possam afetar o casamento.» (Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Trados, 1996:24-25)

Culturalmente, em certas sociedades, entre o namoro e o casamento, haverá um outro período em que o casal de namorados experiência uma nova vivência, que. Tradicionalmente, se pode designar por noivado. Acredita-se que este ciclo já é a antecâmara do casamento, em que se acertam pormenores, se confidenciam situações, se afirmam e clarificam desejos. Também nesta época se deve consolidar o conhecimento recíproco, sem sombras, sem passados duvidosos. É o tempo de tudo clarificar, definitiva e assumidamente.

O noivado é, portanto, o primeiro passo para o casamento e, nesse sentido, é necessário que seja encarado como uma espécie de “ensaio geral”, de resto, ainda em relação ao noivado admite-se que: «Há quem imagine que vem a ser um jogo romântico ou um passatempo divertido, como qualquer outro, ou uma vaga de ‘sentimentaloide’, aventura para satisfazer a descoberta do coração que se abre para um mundo desconhecido. Nada disso merece o qualificativo de noivado. O que entendemos aqui por noivado é o trato particular, assíduo e sério de um jovem com uma jovem que normalmente costuma acabar em casamento.» (GUERRERO, 1971:31).

Estipulou-se para os namorados um determinado percurso, que culminaria numa situação que, felizmente, ainda é desejada por muitas pessoas, certamente jovens, mas não só, porque se tem entendido o casamento como mais um patamar para a felicidade, para a família, para a responsabilidade conjugal, para a fundamentação da sociedade.

Mas nem todos os namoros e noivados se consolidam no casamento, porque uma outra consequência também é possível: a ruptura, quantas vezes com especial dramatismo e violência, ao ponto de se verificar um desfecho fatal, para ambos ou para um dos namorados. Eventualmente, não terá havido total abertura, lealdade e reciprocidade.

É interessante, agora, abordar-se o namoro na perspectiva da amizade íntima, entre duas pessoas, que ao longo de um relacionamento geram uma simpatia salutar, que depois se transforma numa amizade sincera e, finalmente, surge o verdadeiro “Amor-de-Amigo”. Aqui já se pode aceitar, perfeitamente, sem qualquer receio, e neste contexto muito especial, que: «Amar não é apoderar-se egoisticamente. É viver uma atitude de dádiva desinteressada. Amar é também receber. Humildemente, agradecidamente. E isto, às vezes, é mais difícil do que dar. O amor é o intercâmbio de dois seres em tudo. Amar é compreender. Amar é sentir-se responsável pelo outro e conduzi-lo desinteressadamente. É abrir-se ao serviço do outro.» (Ibid.:22-23).

Todos os anos, a catorze de fevereiro celebra-se o “Dia dos Namorados” e também, todos os anos, a trinta de julho se comemora o “Dia do Amigo”, da amizade. A conjugação das duas figuras: namorado e amigo, pode resultar numa nova situação intermédia, cujos sentimentos até se enquadram, entre o namoro e o casamento, que não são incompatíveis com os valores do matrimónio, porque este novo sentimento tem a suportá-lo: amor, fidelidade, entrega, respeito, compreensão, tolerância, solidariedade, reciprocidade, companheirismo, doação.

Aceite-se, portanto, sem reservas nem preconceitos, uma nova noção de namorados, na perspetiva de uma amizade sincera, solidária, leal, recíproca, em que tal afeição se transforma num genuíno “Amor-de-Amigo”, que realmente é possível cultivar e consolidar e, com base neste sentimento tão nobre: regular as relações de quem realmente se quer muito bem; de quem se gosta sem reservas; com respeito pela honra e dignidade pelo outro; de quem nos orgulhamos e com quem partilhamos alegrias, tristezas, vitórias, derrotas, projetos, desejos, aflições na vida, dificuldades: familiares, profissionais e sociais.

Este dia dos namorados, que S. Valentim, pelo seu exemplo, apadrinha, é, perfeitamente, extensível aos amigos que se enamoram no âmbito de uma amizade íntima, em que o respeito prevalece, a consideração, a estima, o carinho, o estar do lado do amigo, incondicionalmente, em quaisquer circunstâncias, é o denominador comum aos dois, e o limite para este amor muito especial é balizado pelo respeito e pela felicidade do outro.

Ser e ter um amigo, nestas condições, é maravilhoso. Pode-se afirmar que um amigo assim é um privilégio que não está acessível a qualquer pessoa, é uma dádiva divina, que se deve preservar, com total carinho, preocupações pelo bem-estar desse amigo, cumulando-o, sempre de atenções, gentilezas, amabilidades sem fim. É, comparativamente com muitas situações de namorados e matrimónios, muito mais sólido, mais genuíno, mais sublime.

É pertinente, incluir aqui, algumas frases, tão célebres quanto dignas de reflexão, a propósito da amizade e dos amigos: «Quando defendemos os nossos amigos, justificamos a nossa amizade.» (MARQUÊS DE MARICÁ); «Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.» (CONFÚCIO); «A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro.» (PLATÃO); «Ter muitos amigos é não ter nenhum.» (ARISTÓTELES); «Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos.» (SÓCRATES); «Dos amores humanos, o menos egoísta, o mais puro e desinteressado é o amor da amizade.» (CÍCERO); «A verdadeira amizade é aquela que nos permite falar, ao amigo, de todos os seus defeitos e de todas as nossas qualidades.» (MILLÔR FERNANDES).

É fundamental e condição indispensável para o reforço de uma felicidade, oriunda da família nuclear: esposos e filhos, cultivar-se um “Amor-de-Amigo” pelo qual se possa ser, ainda mais feliz, porque a felicidade, não tendo medida nem dimensão, ela é sentida e tanto pode ser prejudicada, por fatores externos à família, como beneficiada e ampliada, justamente, pelo amor que os verdadeiros amigos se dedicam reciprocamente.

O sentimento que se designa por “Amor-de-Amigo”, não é nenhuma traição ao matrimónio, não constitui nenhuma infidelidade por parte de quem o dá e recebe e, neste “Amor-de-Amigo”, os comportamentos e gestos carinhosos só vêm demonstrar o quanto se pode gostar de uma pessoa, na qual se confia, com quem se deseja partilhar, desabafar, encostar a cabeça num ombro amigo, saber que se tem um rumo para um porto seguro, em quaisquer circunstâncias.

O dia dos namorados também se pode aplicar a todas as pessoas, de quem verdadeiramente se gosta, de quem se recebe permanentes manifestações de amizade, de consideração, de estima, de ajuda, enfim, de genuíno, inédito e infalsificável “Amor-de-Amigo”. Adapte-se o dia dos namorados, também, aos “Amigos, Carinhosamente Enamorados”, porque os sentimentos destes, em certas situações, até se podem considerar bem mais puros do que aqueles.

Em bom rigor vale muito mais um amigo solidário, leal, companheiro, carinhoso e cuidador do que alguns namorados, noivos ou cônjuges, apenas interessados numa conquista e/ou manutenção de comportamentos meramente sexuais, onde o corpo de um não passa, de facto, de um objeto de prazer, quantas vezes efémero, em função da vitalidade do outro.

Entretanto, o percurso da vida ensinará, numa fase mais adiantada, no período em que os valores, princípios, sentimentos e emoções se destacam sem complexos, estão consolidados e proporcionam momentos de autêntica felicidade, um amor nobre que prevalece, além dos aspetos físicos, dos prazeres eróticos passados, quantas vezes esquecidos ou, então, esgrimidos como troféus de caça mansa e indefesa, de pessoas desorientadas na vida.

É nesta perspectiva que também se pode celebrar este dia, como sendo o de um outro tipo de namorados, que aqui se conceptualiza como sendo o dia dos “Amigos, Carinhosamente Enamorados”, cujo objetivo final será sempre uma amizade íntima, no seu sentido mais notável, mais eloquente, puro, que por sua vez proporcionará legítima felicidade, que será acrescida à felicidade que, por via do casamento, por exemplo, já se adquiriu ou, então, uma felicidade que no matrimónio se chegou a ganhar, ou já se perdeu.

A felicidade complementar, ou paralela, que se pode obter através do “Amor-de-Amigo” é um direito pelo qual todas as pessoas podem (e devem) lutar, procurando uma amizade sincera, incondicional e duradoura, de uma pessoa que se deseja, que seja sempre nossa verdadeira amiga, que nos dê provas permanentes do seu sincero “Amor-de-Amigo”.

Fica aqui, portanto, um novo conceito de namorados, (no contexto de amigos, de quem se gosta muito e se respeita), numa dimensão nobre, consolidado pelos valores da solidariedade, da amizade, da lealdade, da cumplicidade, da confiança, da reciprocidade, do companheirismo. Namorados para um “casamento” de amizade íntima, de confidencialidade, de ombro amigo, que navega para o porto seguro da estabilidade deste sentimento tão necessário, quanto maravilhoso e supremo.

Enalteçam-se os “Amigos, Carinhosamente Enamorados”, para além da família, do casamento, da sexualidade, dos “amigos de ocasião”. Defendam-se amigos para a proteção recíproca, para a entre-ajuda, para a consolidação do sentimento mais puro, mais desejado, como é o “Amor-de-Amigo”, que acompanha para todo o sempre quem tem a felicidade de o sentir, de dá-lo e recebê-lo, sem reservas. “Amigos, Carinhosamente Enamorados”, resguardados num cantinho do coração, de cada um dos amigos, guardados a sete chaves, para todo o sempre.

 

Bibliografia.

 

GUERRERO, José Maria, (1971). O Matrimónio Hoje, à Luz do Vaticano II, Tradução, José Luís Mesquita, Braga: Editorial Franciscana.

SOCIEDADE TORRE DE VIGIA DE BÍBLIAS E TRATADOS, (1996). O Segredo de uma Família Feliz, Edição Brasileira, São Paulo: Cesário Langue

 

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domingo, 7 de fevereiro de 2021

Atos de Fala

 Falar uma linguagem implica: uma subordinação a regras; executar atos de acordo com certas normas. A enunciação de frases pelo falante, exige que este se refira a algo, que mencione ou designe um certo objeto, embora a referência e a predicação sejam as mesmas, elas ocorrem como partes de um ato de falta completo, sendo por isso denominadas por atos ilocucionais, quando: afirmamos, perguntamos, ordenamos, prometemos; chamando-se atos proposicionais quando referem e predicam e, finalmente, atos de enunciação quando enunciam palavras.

Pela Teoria Geral dos Atos da fala, não há possibilidade de identificar um ato proposicional a um ato ilocucionário de asserção, porque o ato proposicional só pode ocorrer como parte de algum ato ilocucionário, e não isoladamente. Ora, fazer uma asserção é realizar um ato ilocucionário completo.

A Teoria das Descrições, eliminados que sejam os paradoxos, revela-se de grande plausibilidade global, porque deriva do facto de que esta teoria propõe, como condição prévia a toda a realização efetiva de um ato de referência, a existência do objeto ao qual ele faz referência.

Podemos dizer que: os nomes próprios não têm sentido, se utilizados para descrever ou especificar as caraterísticas dos objetos; mas, os nomes próprios têm sentido se são, ou não, logicamente, ligados às caraterísticas do objeto ao qual se referem.

O nome próprio é uma instituição para realizar o ato de falta de referência identificadora. A existência dessas expressões, deriva da nossa necessidade de separar a função referencial, da função predicativa da linguagem. A referência da predicação nunca pode ser isolada, porque isso seria violar o princípio de identificação, sem o qual não é possível qualquer referência.

Pelos atos de fala, o homem procura os instrumentos de pensamento capazes de dominar a linguagem, e com ela estrutura o seu sentido último para a vida, que no fundo passa pelo problema da Língua e da Fala e, nenhum analista negará que enquanto homem falante (linguista e/ou filósofo), ele irá encontrar o mistério da fala vivida. Cabe ao filósofo relembrar a fala vivida, sem, contudo, cair no verbalismo sem-sentido.

O Homem encontra nos atos de fala, o veículo privilegiado para o diálogo, desde que instituindo um esquema de funcionamento emissor/recetor, na medida em que em cada polo surgem os problemas do “EU-TU”, do mundo, das categorias do Espírito.

 

6. Bibliografia

 

SEARLE, John Rogers, (1981). Os Actos de Fala. Um Ensaio de Filosofia da Linguagem. Tradução, Carlos Vogt, Ana Cecília Maleronka, Balthazar Barbosa Filho, Maria Stela Gonçalves e Adail Ubirajara Sobral. Coimbra: Livraria Almedina

 

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domingo, 31 de janeiro de 2021

Hermenêutica e Gramatologia

O conflito de uma Hermenêutica Filosófica geral, e a arbitragem das interpretações metodológicas, prometia desbravar um novo pensamento, à procura da integralidade do falar humano.

É assim que o texto da neo-Hermenêutica, procurando corrigir a tendência intersubjetiva e psicologizante da Hermenêutica romântica, visa o mundo que se revela na interpretação, sendo o texto pensado, enquanto fazendo parte da experiência geral da linguagem, pondo em relevo a idealidade do sentido fixado, e conservado num documento escrito, situação que imprime ao discurso, no seu significado e plano onto-semântico, as marcas da Gramatologia.

A presença de um sentido da linguagem, desenvolve-se num jogo de diferenças internas, alterando a natureza da pertença do leitor a um texto, o que resultará numa certa incompatibilidade entre a Hermenêutica e a Gramatologia, porque o acontecimento da linguagem, com as suas implicações ontológicas, tem um papel transcendental na condição de possibilidade da discursividade.

Numa nova contextualização, a Hermenêutica e a Gramatologia, constituirão, certamente, fatores importantes, podendo-se, por isso, adiantar a hipótese de alguma colaboração entre aqueles dois ramos, no âmbito da natureza do texto, enquanto produtividade e trabalho de interpretação. Certamente que tal tarefa produtivo-interpretativa se justifica ao nível do texto escrito, como no plano do texto verbal, ou seja: no campo das expressões e significações dos atos de fala.

A relação entre Código e Sentido, no plano dos atos de fala, numa perspetiva estruturalista, consiste na decifração do sentido para o homem, a qual se insere numa compreensão de si próprio e do ser. A análise dos significados do Código deve ser a etapa objetiva, de uma interpretação existencial do sentido, uma decifração para a compreensão de si e do ser.

Pelos atos de fala, o homem procura os instrumentos de pensamento capazes de dominar a linguagem, e com ela estrutura o seu sentido último para a vida, que no fundo passa pelo problema da Língua e da Fala, e nenhum analista negará que enquanto homem falante (e filósofo), ele irá encontrar o mistério da fala vivida. Cabe ao filósofo relembrar a fala vivida, sem, contudo, cair no verbalismo sem-sentido.

O Homem encontra nos atos de falta o veículo privilegiado para o diálogo, desde que instituindo um esquema de funcionamento emissor/recetor, na medida em que, em cada polo surgem os problemas do “EU-TU”, do mundo, das categorias do Espírito.

Só uma Filosofia de consentimento do Ser está, sem dúvida, melhor equipada para aquele diálogo, ultrapassando as hegemonias culturais do ocidente, e a opinião de que existe um “selvagem pré-lógico” e um “civilizado adulto na sua lógica”, pelo que nas linguagens humanas, se evidenciam os signos de uma profunda unidade do homem.

 

 

«Protejam-se. Vamos vencer o vírus. Cuidem de vós. Cuidem de todos». Cumpram, rigorosamente, as instruções das autoridades competentes.

As “benditas” vacinas começaram a chegar. CALMA. Já se vê a luz ao fundo do túnel

Acreditemos nos Investigadores, na Ciência, na tecnologia e instrumentos complementares.

Agradeçamos, a quem, de alguma forma, está a colaborar na luta contra a pandemia, designadamente o “Pessoal da Linha da Frente”

Estamos todos de passagem, e no mesmo barco. Aclamemos a VIDA com Esperança, Fé, Amor e Felicidade. Tenhamos a HUMILDADE de nos perdoarmos uns aos outros.

Alimentemos o nosso espírito com a ORAÇÃO e a bela música. https://youtu.be/1E4ASWqQ1OE

 

 

 

 

Venade/Caminha – Portugal, 2021

Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO

 

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

 

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domingo, 24 de janeiro de 2021

Os Nomes Próprios

 A simples afirmação: “o nome representa o objeto”, nada explica, efetivamente, embora seja verdadeira, no entanto, tal afirmação, aplicada aos nomes próprios, levanta sérias questões e, uma delas, é saber se os nomes próprios têm um sentido?

Qual a natureza da relação entre o nome e o objeto representado, ou seja, se entre a forma pela qual uma descrição definida isola o seu referente, e a forma pela qual um nome próprio o faz. O nome próprio é, realmente, uma descrição abreviada? Para J. S. MILL, (John Stuart MILL 1806-1873) os nomes próprios não têm sentido, são marcas sem significação, denotam mas não conotam, porque um nome próprio não descreve o objeto, ao contrário de uma descrição definida, e daqui resulta a primeira diferença entre esta e o nome próprio, de resto, este também não admite predicação, pelo que usamos o nome próprio para referir, e não para descrever.

Esta posição, embora pareça correta, ela suscita algumas oposições, ou seja, contra a afirmação de que os nomes próprios não têm sentido, podemos, desde já, apontar três argumentos:

1º - Usamos os nomes próprios em proposições existenciais – “existe um local que se chama África” -, porque toda a afirmação de existência afirma que deve haver uma instância, em que certo predicado é verdadeiro para um objeto, logo, um nome próprio que ocorra numa afirmação de existência, ele deve ter algum conteúdo concetual ou descritivo;

2º - As frases que contêm nomes próprios podem ser utilizadas para fazer afirmações de identidade, que transmitem informação fatual e não somente linguística – “O Everest é o Chomolungma” -, esta frase pode servir para fazer uma afirmação de natureza geográfica, logo, há uma transmissão de uma informação, o que, afinal, dá um sentido ao nome próprio.

3º - O princípio de Identificação, exige que o enunciado de um nome próprio comunique uma descrição, da mesma maneira que o enunciado de uma descrição definida deve fazê-lo, se deseja que a referência seja completa, logo, parece deduzir-se que um nome próprio é um tipo de descrição abreviada, e, por conseguinte, tem um sentido.

Redunda daqui, e desde já, uma conclusão a saber: os nomes próprios são descrições definidas abreviadas, todavia, tal conclusão parece incompatível com algumas verdades evidentes, entre elas:

a) Se o nome próprio fosse uma descrição abreviada, então as descrições poderiam ser utilizáveis como equivalentes, mas em geral não temos definições para os nomes próprios;

b) Se apresentássemos uma descrição completa de um objeto, como sendo o sentido do nome desse objeto, poderiam resultar consequências diversas, como a mudança da significação do nome, sempre que houvesse qualquer modificação no objeto.

A antinomia criada: por um lado, pelo bom senso, em que concluímos que o nome próprio não é uma espécie de descrição, mas uma realidade “sui generis”; e, por outro lado, ao contrário, uma série de considerações teóricas levam-nos à conclusão de que o nome próprio deve ser uma descrição definida abreviada.

Tal antinomia, admite, porém, uma solução ao partirmos da seguinte questão: - Os usos referenciais dos nomes próprios implicam, logicamente, algum tipo de predicados descritivos? -.

Acontece que a caraterística do nome próprio consiste em ser empregado para se referir ao mesmo objeto, em diferentes ocasiões, pressupondo que o objeto permanece o mesmo, ao longo da história, o que implica a identidade do objeto, e de um critério para essa identidade.

Respondendo de maneira mais fraca, poderemos dizer que a todo o nome próprio é associado, analiticamente, um certo termo geral – O Everest é uma montanha -, sendo o termo geral o critério de identidade. Respondendo, porém, de maneira mais forte, poderemos decidir de modo determinante, se um nome próprio tem, ou não, um sentido, no uso que fazemos desse termo.

À luz do princípio de identificação, qualquer um que utilize um nome próprio, deve estar preparado para substituir uma descrição identificadora do objeto ao qual se refere, por um nome próprio.

Se é incapaz de fazê-lo, então não sabia de quem, ou de que fala, portanto, o nome próprio tem um sentido, e a descrição identificadora constitui esse sentido, quando ocorre um termo geral, cuja base é igual para todos os falantes, ou então que a disjunção seja analiticamente associada ao nome a que se refere, sendo essa uma resposta quase-afirmativa à pergunta: “Os nomes próprios têm um sentido?”, considerando naquela resposta a vertente mais forte, ou positiva.

Podemos dizer que os nomes próprios não têm sentido, se utilizados para descrever ou especificar as caraterísticas dos objetos; mas os nomes próprios têm sentido se são, ou não, logicamente ligados às caraterísticas do objeto ao qual se referem.

O nome próprio é uma instituição para realizar o ato de falta de referência identificadora. A existência dessas expressões, deriva da nossa necessidade de separar a função referencial, da função predicativa da linguagem. A referência da predicação nunca pode ser isolada, porque isso seria violar o princípio de identificação, sem o qual não é possível qualquer referência.

 

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