A problemática que resulta da aparente
incompatibilidade, entre o facto de a lei retirar a educação dos filhos à
autoridade de seus pais, e no respeito pelas ideias recebidas, sem ofender os
sentimentos e interesses, Pinheiro Ferreira responde que: «Fazendo assentar
o plano de educação nacional sobre esses mesmos sentimentos que animam os pais
para com seus filhos, enquanto fundados na natureza do coração humano;
porquanto propensões, que se encontram em toda a parte onde há homens,
constituem um facto antropológico, um facto que faz parte do mesmo homem, um
facto tão superior às forças humanas como a mesma natureza.» (FERREIRA,
1834b:454).
A construção do edifício Silvestrino, no domínio
social e económico, preconiza um sistema educativo do tipo profissional,
contudo, complementado por uma estrutura assistencial adequada, designadamente,
com a ocupação dos tempos livres, em: atividades culturais (Teatro), físicas,
jogos sedentários (xadrez, damas, cartas, excepto os de azar), incluindo-se
nesta assistência um objetivo bem específico, o qual era o de evitar as
situações de marginalidade, (vadiagem, prostituição e criminalidade). Em
Portugal, defende-se, hoje, estas estratégias como algo de inovador (?)
O ensino, de acordo com as preocupações já
apontadas e tendo em vista os objetivos a alcançar, através das carreiras das
artes e das ciências, revestia, no entanto, um caráter marcadamente politécnico
e as escolas abrangeriam as etapas: primária, secundária e preparatória. Era
possível o ingresso no ensino superior, a todos os que tivessem aproveitamento
distinto no final do ensino preparatório, para o que se concediam bolsas para a
frequência do ensino superior.
Nas reflexões que antecedem o «Projecto de Associação para o Melhoramento da Sorte das Classes
Industriosas (1840)», Pinheiro Ferreira, transmite uma ideia de uma
sociedade promotora da educação industrial, observando uma formação integral,
com possibilidades de polivalência, isto é, uma formação profissional
específica, acompanhada de uma educação para os valores e direitos humanos e,
finalmente, conhecimentos diversos para enfrentar eventuais crises de emprego e
correspondentes situações de desemprego.
Com efeito: «O Governo tem já providenciado e
sem dúvida se propõe continuar a prover com o mesmo ardor a instrução pública.
(...) Os estabelecimentos criados pelas leis têm unicamente por objecto
fornecer à mocidade os meios de adquirir os conhecimentos precisos para as
diferentes carreiras científicas ou industriais; mas na instrução não se
encerra tudo o que se entende e deve entender por educação verdadeiramente
nacional. (...) é necessário que os alunos (...) adquiram os princípios de
moral e os hábitos de ocupação e indústria, sem os quais a instrução, longe de
aproveitar ao indivíduo, só serve de convertê-lo num incorrigível inimigo da
moral e da sociedade. (...) E enfim, como entre várias artes existe mais ou
menos afinidade, será fácil aos Directores organizarem o Ensino de maneira que,
se bem que o aluno faça de uma delas a sua habitual profissão, possa, contudo,
na falta de trabalho, lançar utilmente mão de qualquer daquelas que lhe são
análogas.» (FERREIRA, Apud. PEREIRA, 1996b:37-38).
Concordar-se-á, seguramente, que a influência de
Pinheiro Ferreira, na educação, ao seu tempo, seria notável, na medida em que a
quantidade de projetos, normas e regulamentos, por ele elaborados, constitui
prova inequívoca da sua preocupação pela educação, não só das crianças em idade
escolar, mas principalmente da mocidade, ao ponto de entender que não basta uma
formação exclusivamente técnica ou tecnicista, mas que, sendo o homem um todo
complexo, dotado de várias dimensões: política, social, cultural, ética,
religiosa, económica, a sua formação deve ser abrangente, integral, para que
possa enfrentar, sem dificuldades, as vicissitudes da vida.
BIBLIOGRAFIA
FERREIRA,
Silvestre Pinheiro (1834b) Manual do Cidadão em um Governo Representativo. Vol.
I, Tomo II, Introdução António Paim (1998b) Brasília: Senado Federal.
PEREIRA, José
Esteves, (1996b). Textos Escolhidos de
Economia Política e Social (1813-1851). Introdução e direcção José
Esteves Pereira, Lisboa: Banco de Portugal.
“NÃO, ao ímpeto das armas; SIM ao diálogo
criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=924397914665568&id=462386200866744
Venade/Caminha
– Portugal, 2026
Com
o protesto da minha permanente GRATIDÃO
Diamantino
Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente
HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
http://nalap.org/Directoria.aspx
https://www.facebook.com/ermezinda.bartolo
http://diamantinobartolo.blogspot.comhttps://www.facebook.com/diamantino.bartolo.1
TÍTULO DE LORDE,
POR MÉRITO CULTURAL” a quem devem ser prestadas as Honras da dignidade
atribuída aos membros desta Casa Real de Borgonha – Afonsina, bem como o
direito ao uso de armas distintivas. Dado e assinado, no Gabinete do Chefe da
Casa Real, em 27 de Dezembro de 2025.
https://www.facebook.com/photo/?fbid=3280847158747673&set=pcb.3280849792080743
https://www.facebook.com/photo/?fbid=3286626388169750&set=pcb.30113390628317777
TÍTULO
NOBILIÁRQUICO DE COMENDADOR.
CONDECORADO COM
A “GRANDE CRUZ DA ORDEM INTERNACIONAL DO MÉRITO DO DESCOBRIDOR DO BRASIL,
Pedro Álvares
Cabral” pela Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística
http://www.minhodigital.com/news/titulo-nobiliarquico-de
EMBAIXADOR
CULTURAL PERPÉTUO. BRASIL. ANGOLA. CABO VERDE. GUINÉ BISSAU. MOÇAMBIQUE. S.
TOMÉ E PRÍNCIPE. EMBAIXADA CULTURAL BRASIL ÁFRICA. 2025
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PRÉMIO ORGULHO
PAULISTA DE LITERATURA 2024, NO ÂMBITO LITERÁRIO, SOCIOCULTURAL, HISTÓRICO,
PEDAGÓGICO E ACADÉMICO.
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